NP: Everytime We Touch - Cascada
Não houve outra medida tive que ligar para a irmã de Luana, para que ela viesse o mais rápido possível ao encontro da irmã. A chance dela ser compatível era de 37%, mas era a única esperança. Luana não gostou de saber que ela viria, mas ela não tinha escolha.
- Não adianta ficar brava, essa é a nossa esperança e você tem que aceitar. Por que é tão difícil deixar que as pessoas que te amam ficarem perto de você?
- Não quero que elas sofram como eu sofri com minha mãe, eu já estive no seu lugar... - respondeu ela sem me olhar nos olhos.
- Hey, mas você não ficou ao lado dela por que a amava? - ela assentiu que sim - Então deixe que faremos a mesma coisa, não a abandonaremos. - disse dando-lhe um beijo na testa.
Quando Cláudia a irmã de Luana chegou, foi um grande choradeira de ambas. Fazia tempo que não se viam e ficar e se encontrar naquelas condições não era uma das melhores.
- É duro ver minha irmã assim... - comentou Cláudia comigo. - Me lembra muito o que minha mãe passou.
- Imagino como deve ser duro pra duas, essa situação... Eu vendo-a assim também me dói muito. - disse me segurando para não chorar.
- Obrigada por não deixar minha irmã, obrigado por ser homem e não abandona-la que nem nosso pai, ela não merece isso. - disse Cláudia emocionada.
- Eu nunca faria isso, eu a amo muito. - disse sorrindo em meio a algumas lágrimas que sem querer desceram pelo meu rosto.
Os exames para saber se Cláudia era compatível com Luana, já tinham sido feitos, e enquanto o resultado não saia, Luana teve uns dias de alta. A irmã dela resolveu ficar num hotel com o namorado e nós fomos pra o apê dela.
- Lar doce lá. Não aguentava mais aquele hospital. - disse ela se jogando no sofá.
- Nem eu. - disse me jogando ao lado dela e a abraçando.
- Já disse você não precisa ficar lá o tempo todo, tem que cuidar da sua vida. Alias acho que deve se desculpar com os seus pais... - eu havia contado a ela sobre a briga que tive com os meus pais.
- Não, eles não aceitam minhas escolhas, precisam a aprender a me respeitar.
- Mas me sinto culpada por ser o motivo da briga. Não quero empatar sua vida.
- Você não é culpada de nada, fique tranquila você não atrapalha em nada a minha vida, alias eu não conseguiria fazer nada, enquanto eu estivesse preocupado com você. Alias eu não tinha vida antes de você, só existia, tudo mudou quando você apareceu na minha vida. - Ela olhou-me com os olhos marejados e me deu um longo beijo. O desejo falou mais alto naquela hora, a saudade de possui-lá em meus braços era muita.
" Toda vez que nos tocamos eu tenho esse sentimento. Toda vez que nos beijamos eu sinto que posso voar.."
Eu nunca havia sentindo aquilo que ela me proporcionava, era uma faísca eletrizante que passava pelo meu corpo enquanto nos amávamos naquele pequeno sofá. Os seus lábios, os mais doces e mais suaves que já beijei na vida passeavam pelo meu corpo me deixando arrepiado. Eu não tinha duvida de que quando juntos éramos uma só alma, que esperam anos pra poderem se encontrar novamente.
"Você não pode sentir meu coração bater rápido, eu quero que isso dure. Quero você do meu lado."
Não era só amor que sentíamos um pelo outro, também havia paixão que exalava pelos nossos poros, se misturando ao suor de nosso corpos.
"Por que toda vez que nos tocamos, eu sinto essa estática."
Nosso amor ali consumado, eu tinha a certeza que não conseguiria viver sem ela. Luana era parte de mim, e sem ela eu simplesmente não existia.
" Você não pode sentir meu coração batendo mais lento. Eu não posso deixar você ir, quero você na minha vida."

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