sábado, 29 de outubro de 2011

Last Kiss


Caminhava pelas ruas molhadas por causa da chuva, rumo ao aeroporto, escutava o som dos aviões decolando. Só de pensar me dava um frio na barriga. Pela primeira vez eu sairia do país e viajaria de avião. Meu estômago se revirava com a ideia.
Estudar na academia de artes de Londres era o meu maior sonho, não acreditei quando vi que minha carta de admissão tinha sido aceita. Finalmente todo meu talento seria aproveitado.  Tudo estava perfeito...ou quase tudo. Iria ficar longe das pessoas que eu mais amava e entre elas lá estava ele... Era duro deixar quem salvou seu mundo, quem era o seu tudo. Seriam longos meses longe dele, e essa ideia mexia muito comigo.
Desde que ele soube de minha admissão estava me dando forças me encorajando, mas eu via em seus olhos que ele tinha mais medo de me deixar do que eu. Via-se bem pois eu iria viajar daqui a algumas horas e eu não tinha me despedido dele. Tinha ligado para o celular dele o dia inteiro e nem sinal. Sua casa estava vazia, desde a noite anterior. Não queria que fosse assim eu precisa conversar com ele me despedir... Depois de muita insistência, minha mãe conseguiu me colocar dentro de um táxi para eu vir até o aeroporto. Não quis que ela me acompanhasse seria ruim me despedir dela, mesmo que fosse por pouco tempo.
Após o meu check-in fui tomar um café para relaxar. Aproveitei e liguei para casa a fim de noticias de Daniel.
- Ele não ligou filha, e a casa continua vazia... - disse minha mãe com pesar.
- Será que aconteceu alguma coisa? Mãe eu estou preocupada, ele sabia que eu ia viajar hoje. - disse aflita.
- Calma minha filha, ele deve estar bem. Ana você o conhece muito bem! Ele deve estar por ai, ele não é lá de demonstrar muito o que esta sentindo... - Minha mãe ainda não sentia muita simpatia por Daniel apesar dele me fazer muito bem. - Viaje tranquila quando ele estiver pronto ele te liga.
- Tudo bem mamãe, vou desligar agora meu voo esta sendo anunciado. - disse tentando ficar bem.
Eu sabia que Daniel era muito fechado e odiava despedidas, mas eu precisava tanto dele naquele momento, precisava vê-lo pela ultima vez, não sabia depois quando eu iria vê-lo...  Sequei minhas lágrimas meu voo estava sendo anunciado e fui andando para a sala de embarque.
Irónico era o que eu mais via eram casais se despedindo com um abraço apertado e eu te amo no final...
Estava pronta para entregar o meu passaporte, quando um garotinho passou correndo por mim derrubando todos os meu pertences no chão. Praguejei e ajoelhei-me para recolher minhas coisas, e foi nesse momento que eu o vi...
- ANA!  Espere por favor! - gritou ele andando na minha direcção. Fiquei estática, não acreditando no que eu via. Parecia cena de filme, dessa que nos últimos segundo alguma coisa acontece. Ele parou na minha frente que continuava ajoelhada no chão. Ele ajoelhou-se também a minha altura para olhar em meus olhos. Seus cabelos estavam molhados, junto com seu moleton, devia ter pego uma chuva forte.
- Quase que eu não chego a tempo! - disse ele. Eu ainda estava surpresa.
- O que esta fazendo aqui? Eu te liguei o dia inteiro te esperei e você não me respondeu! Eu estava tão preocupada...
- Calma! - disse ele colocando seu dedo na minha boca. - Eu explico, mas vamos sair do chão, estamos atrapalhando a passagem. - Se ele não tivesse tido não teria me tocado que continuávamos no chão.
- Então vamos, explique-se. - disse enquanto sentávamos. Seu sorriso foi sem graça, por um momento ele havia perdido a coragem, mas logo começou.
- Sabe Ana, eu te amo! Mesmo que eu não diga muito isso é a mais pura verdade. E nossa essa viajem pode ser a melhor oportunidade da sua vida, só que você vai para longe e eu não queria perder você. Não consigo imaginar minhas manhãs sem seu cabelo ocupando meu travesseiro, sem sua bagunça habitual no meu banheiro, sem seus abraços apertado eu não consigo me imaginar sem você! Por isso me escondi, não queria que houvesse uma despedida entre nós, não quero atrapalhar sua vida nova, com minha insegurança, por que eu tenho medo de te perder. Mas enquanto eu andava sem rumo, eu lembrei que eu nunca me senti tão feliz em minha vida como eu me sinto com você, e eu precisava dizer que se você quiser é claro eu te espero o tempo que for, mas eu assumo que eu não sei viver sem você!
Meus olhos faltavam saltar das órbitas de tão impressionada que eu estava com aquele discurso, lágrimas saltavam do meus olhos insistentemente. Nunca imaginaria que ele se sentia daquela forma, Dani sempre foi tão durão, mas não agora estava ali na minha frente dizendo que iria me esperar... Pulei sem pensar em seu pescoço colando nossos lábios com fúria e paixão.
- Eu nunca iria te trocar! Mesmo que ainda não conheça o mundo todo, eu não preciso ter duvida que não existe ninguém que me faça tão feliz como você me faz. Eu vou voltar, passe o tempo que for, nós vamos ficar juntos, por que não há distancia que diminua o meu amor por você. - disse olhando fundo em teus olhos que lacrimejavam como os meus. Ele me apertou mais em teu abraço, guardando-me dentro dele.
- Eu preciso ir, meu voo esta saindo e eu aqui. - disse dando um sorriso fraco. - Me ligue, me mande email-s, torpedos o que puder, mas não me deixe sem noticias.
- Você também! - Nos beijamos pela ultima vez, antes de pegar minha mala e seguir para a sala de embarque. - Volta logo para mim...
- Volto correndo! - disse acenando antes de perde-lo de vista. Depois daquilo eu sabia que distancia nenhuma iria me separar do homem da minha vida, por que estar perto não significa estar em presença, mas em sim no pensamento e no coração...





terça-feira, 25 de outubro de 2011

Carta para ele


Barueri, 25 de Outubro de 2011

S.M.S;
Eu queria muito olhar em teus olhos e não ter esta atitude infantil, mas me falta coragem para encara-lo, não é culpa sua, mas sou covarde demais para fazer isso. Não quero ver em teus olhos aquilo que eu já sei, aquilo que você não diz mas tenta deixar nas entrelinhas. Não quero que sinta pena, eu não pedi para gostar de você mas aconteceu e eu fui deixando  esse sentimento viver dentro de mim extrapolando toda o pouco de razão que eu tinha. Por que se eu fosse esperta não deixaria chegar onde chegou, mas agora não tem como mudar. Juro tentei te esquecer, mas eu o vejo todos os dias é impossível não prestar atenção em você, não olhar para você e não deixar que o que sinta seja mais forte que minha razão... Dói por que eu nunca gostei de alguém como gosto de você talvez seja por isso que as coisas apelem para o dramático. Mas agora depois de um ano e meio gostando em silêncio - pelo menos era o que eu achava - cada um seguirá para um caminho diferente, irá ser adulto e muita coisa boa agora ficará só nas lembranças, e você será uma dessas da qual guardarei dentro de mim.
Eu tinha muita coisa para perguntar a você, eu queria ser mulher o suficiente para fazer isso cara a cara, mas como eu disse minha covardia de saber a verdade impede. Mas mesmo assim eu queria ter a sensação de saber que algo eu fiz, e que por minhas palavras você soube dos meus sentimentos por você. Talvez não faça nenhuma diferença para você, mas para mim sim, eu precisava ter essa lembrança guardada comigo, como uma despedida uma ultima coisa.
Espero que seja feliz, espero sinceramente que consigo tudo o que deseja nesta vida, você tem o " dom" e merece ser feliz fazendo o sabe, pois saiba Samuel que antes mesmo de gostar de você, ouvi-lo me fazia sorrir, nem sei se era a musica ou será por que era você, de alguma forma ou de outra eu ficava feliz...
Ah não sei como me despedir e eu também não quero por isso termino deixando explicito e claro: Eu te amo!


* Que um dia isso chega a você, para saber que existia alguém que se importava realmente com você

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Perfeitamente Imperfeito


Eu o amava e sempre iria amar! Não tinha porque esconder ou negar, ele me fazia feliz do jeito mais improvável possível. As pessoas nunca iriam entender o nosso relacionamento, pelo nosso jeito incomum de ser. Na minha infância, meu filme preferido era " A Bela e a Fera" e agora eu vivia o filme. Nando era  como uma fera por fora, usava sua rebeldia como válvula de escape, ou era uma mascara para não ser mais ferido pelas pessoas. Mas eu sabia que dentro dele, existia um príncipe, o mais belo de todos. E ele era um príncipe, mas a sua maneira.
Primeiramente, você nunca o veria arrumado, todo perfumado e de cabelo penteado. O arrumado dele, seria vestir, qualquer camiseta que ele encontrasse pelo caminho, seus jeans rasgados nos joelhos e um par de all star preto todo rasgado. Seus cabelos, bastava um pouco de água e um penteada com os dedos e ele achava que estava perfeito. E bom ele ficava realmente perfeito. Suas camisas sempre tinham uma mistura insuportável de seu cigarro de mente e aquela colónia barata que ele tinha. mas eu já havia me acostumado com aquele cheiro e não me incomodava tanto. Ele não era um romântico comum, que irá te levar para restaurantes caros. Fernando me levava para comer cachorro quente na esquina sentados em banquinhos de plástico ouvindo musica no seu celular.Nando não lembrava de datas importantes, não fazia de propósito mas para ele ficar comemorando datas de namoro era besteira. Ele nunca me daria flores e uma caixa de bombom, talvez por nunca ter grana para isso. Um dia minha amiga perguntou o que era aquela argola de chaveiro que eu tinha no dedo anelar direito, bom era minha aliança que Fernando tinha improvisado na hora, mas acabamos aderindo-as, sem nos preocuparmos em comprar uma oficial. Dentro da gente era oficial.
Fernando cuidava de mim como ninguém, o jeito durão dele de me proteger mostrava o quanto ele me amava. Ele não dizia, mas sabe eu sentia isso nos minimos detalhes. Principalmente quando ele me emprestava sua velha jaqueta para me proteger da chuva, quando me abraçava forte quando eu estava com medo. O jeito delicado que ele me beijava, parecia que ele me tinha  como uma boneca de porcelana nas mãos e tinha medo de quebra-la. Ele era o tipo de garoto que não dizia a todo momento que me amava, fazia isso em poucos momentos e bem baixinho no meu ouvido, mas era só olhar em teus olhos azuis como o céu.
E nesses momentos eu sabia que ele era perfeitamente imperfeito, e eu não o trocaria por qualquer outro estereótipo de perfeição, pois ele com todos esses defeitos charmosos que ele possuía, eu tinha uma certeza ele me amava, e sentia isso. Ele não dizia, mas provava!

Palavras sinceras

" E agora eu sei nem mil palavras mais sinceras vão poder dizer o que eu sinto..."
- O que há com você? - perguntou ele sentando- se ao lado da garota.
- Não há nada... - murmurou ela, limpando uma lágrima que descia pela teu rosto.
- Se não a nada por que choras? - perguntou curioso e apreensivo
- Sei lá, de repente todas as lembranças vieram a mente, você percebe que sempre teve medo da verdade, mas tem horas que você tem que encara-la...
- Mas a verdade é sempre boa, ou prefere viver na mentira? - perguntou confuso
- Não claro que não, mas é que querendo ou não quando você vive cego fugindo dela e de repente ela vem ao teu encontro você toma um baque, se assusta e dói muito dentro de você...
- Mas o que você descobriu que dói tanto em você? - perguntou depois de uma pausa.
- Descobri que eu o amo muito, mas do que eu mesma pude imaginar. É tão estranho a forma que tudo aconteceu, o jeito que você entrou na minha vida e tão de repente eu lá gostando de você... Eu não pude evitar, foi mais forte que eu, só que eu deixe deixei as coisas saírem do meu controle. Eu tinha prometido para mim que não iria me apaixonar, mas o meu frágil coração dominou a situação e se entregou sem medir as consequências. Ele percebeu que era inevitalvél não sorrir toda vez que você vinha e trocava algumas comigo, e como eu adorava e continuo adorando ouvir o doce som de tua voz. Meu coração é bobo, falhava só te ver os teus lindos olhos me encarando, ele se gabava disso ele se enchia disso, ele queria mais. E aos poucos tudo o que eu mais queria era ficar ao teu lado, uma esperança ia crescendo no meu peito, talvez ai seja onde eu errei... Mas sabe eu não me arrependo diretamente e indiretamente todos os meus melhores sorrisos foram pensando em você as melhores lembranças foram você que me proporcionou. O seu sorriso não vou me esquecer...
- Mas calma aonde você quer chegar? - os olhos dele transmitiam confusão o coração batia num só tom...
- Eu me iludi muito no desejo de ter você do meu lado, sabe por que eu nunca lhe disso o quanto eu gostava de você? Por medo do que você iria me dizer, eu sabia da verdade desde o principio, mas eu não queria me magoar eu precisava insistir no erro de acreditar que um dia você estaria aqui de uma forma ou de outra, mas eu sei que não e quando eu me deu conta disso, doeu. Doeu por que a muito sentimento dentro desse peito e eu não sei o que fazer com ele. Sentimentos não são descartáveis, pelo menos os meu não. mas quando é necessário seguir procurar outro caminho o que eu faço com ele? Então por isso eu te deixo, e hoje te digo o que eu sempre relutei em dizer. - Ela faz uma pausa, as lágrimas já desciam a muito tempo pelo teu rosto. - Talvez dizendo alivie um pouco dessa angustia que há em meu peito, eu possa pelo menos ter orgulho de dizer : Eu te amo!
Ela simplesmente se levanta, dando uma ultima olhada nos olhos do amado que sem reação a mirava, e sai sem rumo sem direção sem olhar nunca mais para trás.. Será que ele iria conseguir esquece-lo?
Mas quando ele se refez, ela já estava longe e o que pode fazer foi sussurrar:
- Eu também te amo...
" Por mais que eu tente entender, não se julga um coração que se perdeu ao ver você partir. Eu sei que o tempo vai trazer a esperança para mim que se perdeu ao ver você partir"

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fim


"Se eu te disse que eu não vou mais voltar? Se eu te disser que eu não vou mais acordar, você irá me procurar?  - Redenção Fresno"



Respiração, o único sinal de que eu ainda estou viva, por que de resto eu estou morta. Minha alma esta morta, ela não vê mais sentido em lutar em continuar acreditando, ela não vê mais sentido em continuar lutando. Acabou! Cansei de viver nessa ilusão, esperando essa tal felicidade. Eu a procurei, eu tentei mas eu não a vejo. Ela não existe, pelo menos não para mim.
Eu realmente tentei ser forte, houve noites em que eu fui dormir sobe o som de minha lágrimas, mas ao amanhecer coloquei um pequeno sorriso no meu rosto. Hoje sorrir dói, tolo é o que acredita nele. Mas as pessoas não se importam, ou talvez nem percebem. Aquelas que eu achei que podia contar simplesmente me perderam na multidão e não quiseram ir atrás,não acharam necessário, não vazia diferença.
Me olho no espelho e não me vejo mais, pergunte-me todos os dias, onde esta aquela velha garota cheia de sonhos, que sorria de verdade? Qual foi a ultima vez em que eu gargalhei com alguma idiotice? Qual foi a ultima vez em que eu dei um sorriso sincero? Não me lembro mais. Hoje o que eu vejo é só um corpo invisível ocupando um espaço, um ser substituível que não irá fazer falta...
Todos os sonhos foram para o ralo, antes fosse por não ter lutado e não ter acreditado. Mas eu fui eu quis, e foi do mesmo jeito em vão. Quando eu pensei que tudo fosse melhorar tudo foi pro espaço.
Não tem mais sentido, quando a alma morre não há mais o que fazer. Tem horas, que a gente cansa. Cansa de viver no mundo cor de rosa que no final tudo da certo. Podem me julgar, mas ninguém esta dentro de mim sentindo o que eu estou sentindo.
Minha alma quer descanso, pelo menos isso eu posso dar a ela. O filme será rápido, não há mais vida a muito tempo. O som de redenção será o ultimo suspiro de um coração cansado, e logo será encoberto pelo bipe da maquina que o monitorava dizendo que aquilo é o fim...


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não estou pronta para dizer adeus.


Não! Dói só de imaginar, só pensar que um dia vamos estar longe e eu não consegui dizer TUDO o que eu ainda guardo em meu peito, não posso deixa-lo ir sem antes abraço-lo, sem antes olhar em teus olhos e saber tudo o que se passou na sua mente por todo esse tempo...
Eu estive pensando, eu não quero que tenha um fim! Eu não quero me despedir de você, isso seria como colocar um ponto final na maior parte da minha vida, nas minhas lembranças, e principalmente dar um fim nos meus sentimentos.
Talvez a solução seja colocar tudo debaixo do tapete, trancar todas minhas duvidas, sentimentos para não sofrer com a dor de te perder. E só abrir esse cofre quando for o momento certo. Não sei se ele existe e talvez eu possa estar cometendo o maior erro da minha vida, mas só eu sei como dói imaginar te ver longe de mim, e posso garantir ninguém se arrepende mais dessa historia ter chegado a esse ponto como eu. Com certeza se arrependimento matasse eu já estaria a anos luz, em outra dimensão. Se eu pudesse retroceder eu mudaria muitas coisas dessa historia, mas infelizmente se não fosse os erros cometidos eu não teria aprendido a ser forte. Mas com todos esses erros, uma coisa que eu ainda não aprendi foi dizer adeus, e eu acho que nunca vou aprender...
Nosso historia não terá um fim assim, as coisas saíram do controle e infelizmente eu não consegui ir além, destruir um passado para viver esse presente. Mas no meu coração você ira permanecer até que ele dê suas ultimas batidas....

domingo, 2 de outubro de 2011

Someone Like you ( Alguém como você)

As vezes o amor dura, mas as vezes fere...!
Duas horas da madrugada e eu na em frente a TV, lembrando de você. Estava passando o nosso filme, acho que o meu filme, pois um dia antes da gente se encontrar eu o assisti e eu tinha que acordar cedo... Será que vai ser sempre assim? Aonde quer que eu passe lembranças suas me golpearam como uma espada?   Seja entrar em simples elevador ou até mesmo ouvir aquele musica que você tanto tocou... Dói pensar em você como uma simples lembrança, de pensar que tudo o que parecia estar certo para acontecer foi colocado em uma gaveta e deixado lá. Mas o sentimento e a vontade de que você esteja aqui não foram para gaveta, não consigo deixa-los morrer, acho que é imortal...
A chuva molha a minha janela como, as lágrimas que molham o meu rosto quando penso em você... Em dias assim eu penso como deve ser bom estar aconchegada em seus braços, sentindo o seu perfume e o gosto dos teu beijos. Olhar no fundo dos teus olhos que eu tanto amo, e só nesse olhar passar todos os sentimentos que eu sinto, quando estou perto de você... Como gostaria de ouvi-lo cantar por mais um vez, com letras que traduzem tudo o que eu sinto mas acho que você nunca percebeu.
Mas eu vou encontrar alguém como você!? Será? Alguém que me faça sorrir só por um simples dialogo, que com suas imitações imperfeitas me façam gargalhar. Que eu admire olhar enquanto dorme. Alguém que eu me preocupe e quero estar por perto, mas infelizmente não posso. 
Talvez eu não ache alguém como você, que é perfeito com tanta imperfeição. Talvez eu ache alguém melhor, mas como você tenho certeza que não! 

sábado, 1 de outubro de 2011

Por você eu posso esperar! Final


Em um desses Invernos rigorosos, Geovanna ficou muito doente. A ausência de Raphael era compensada pelo trabalho, fazia de tudo para ajudar nos hospital virava a noite cuidando de trabalhos que muitas vezes nem eram seu, só para adiar a dor de ficar sozinha em sua casa, chorando pela ausência de quem mais amava. Tanto esforço fez com que ficasse doente, dias no hospital sem forças. Mas ela relutava em fica enclausurada em um hospital.
- Se Raphael chegar e não me encontrar, ele irá pensar que eu desisti de espera-lo e irá embora, não posso ficar aqui. - dizia a moça.
- Então trate de ficar boa, para que ele a encontre bem. - disse uma enfermeira muito sua amiga. Entre todos aquele enfermeira era a única que botava fé em Geovanna. Todos diziam que ela era louca, mas Giulia não duvidava da fé de Geovanna.
- Minha querida, ele vai voltar para você. Um amor assim não foi feito para morrer, você vai viver este lindo amor que mora em teu coração.
- Eu sei que vou, Raphael não iria me decepcionar.
Mas a saúde de Geovanna estava debilitada, houve uma noite em que teve febre muito altas, todos diziam que talvez ela não resistisse e pudesse morrer. Morrer sem antes ver o teu amor. Em seus delírios ela só sabia chamar pelo nome de quem amava. Com empenho de sua amiga, ela conseguiu se recuperar aos poucos.
- Giulia, eu o vi. - disse a moça após acordar, falava com voz fraca por conta da febre.
- Viu quem? - perguntou a amiga curiosa
- Raphael, quem mais seria?
- Mas como você o viu, dormiu todo esse tempo por que delirava de febre!
- Eu não sei, mas ele estava mais velho de barba e ainda usava farda, mas dizia que eu devia aguentar firme pois ele cumpriria sua promessa e que estava voltando.
- Mas que maravilha, pois trate bem de se recuperar logo.
As pessoas podiam julgar que era mais um sonho de uma lunática. Mas dentro dela ela sabia que não, aquilo era um aviso de seu amor.
Depois de alguns dias, ela saiu do hospital, ficaria repousando em sua casa, pois ainda estava fraca.
Em uma tarde qualquer, estava cansada de ficar em sua cama, já sentia que podia andar. E sem motivo colocou seu melhor vestido. Branco longo e sem mangas, Raphael em um dos seus encontros escondidos confidenciou que amava vê-la de branco. Sentada na varanda de sua casa, acomodou-se e ficou a olhar o horizonte. O rosto de seu amor veio a mente. Ainda lembrava de seu cabelo loiro, e seus olhos azuis como o mar. O tempo que havia passado não havia feito diminuir o amor que sentia por o seu homem. Ela havia jurado espera-lo e cumpriria. Mas mesmo assim era inevitalvél não chorar com as lembranças que ficavam em seu intimo. Não esquecia de nenhum detalhe de todos os momentos que passaram juntos...
- Meu Deus, que eu possa vê-lo chegando antes de minha morte. Onde ele estiver traga-o para mim..- sussurrou a moça em seu momento intimo. Uma lágrima desceu de seus olhos,sinalizando que falava do fundo do coração.
Quando temos um desejo que vem da alma, ele se realiza....
No horizonte quando o sol ia caindo, passos iam em direcção ao casebre. Talvez fosse a mãe de Geovanna que depois de sua doença passou a visita-la mesmo contra a aprovação do pai. Mas não, não era. Talvez fosse um anjo ou seus olhos estavam vendo bem? Mais velho, ombros largos, e com uma roupa rasgada do exercito. Assim que Geovanna abriu seus olhos, pensou ter visto uma miragem. Mas era Raphael seguindo ao teu encontro. Levantando-se lentamente, foi ao encontro da imagem que via. Sua pernas tremia tanto, sempre imaginou aquele cena, onde encontraria e correria para os braços dele. Mas ela temia correr e a imagem desaparecer. Os cabelos estavam diferentes, o rosto de uma homem que sofreu muito, mas os olhos, eles não a enganavam, brilhantes como sempre foram. E suas mãos a tocaram.
- Meu amor?! - disse assim que ele tocou o rosto da moça. Seu coração estava congelado, lágrimas do rosto de ambos caiam.
- Eu prometi que voltava para você.
- E eu fiquei esperando. - Sabendo que aquele momento era real, ela se jogou nos braços do homem por quem esperou anos, sendo julgada por todos. Naquele momento nada precisava ser explicado, a promessa de ambos foram cumpridas. E o beijo do reencontro em meio aquele por do sol se fez real.  Quando se ama verdadeiramente, o tempo não significa mais nada, é um tempo sagrado, eterno que faz com que ele viva...
- Raphael eu te amo! E o esparia o tempo que fosse por que eu sabia que iria voltar.
- Eu sbaia que iria me esperar. Eu também te amo.

"Por que se não agora, depois, não importa! Por você eu posso esperar!-Razões e Emoções Nx Zero"

Por você eu posso esperar! II parte

" Saudade quando não cabe no peito, escorre pelos olhos..."
A dor que a consumia, era forte latejante, como se tivessem arrancado algum pedaço do corpo. Alias haviam tirado; o seu coração. Logo nos primeiros dias ela escrevia-lhe cartas, e a respostas delas chegavam meses depois. A família de Geovanna a repreendiam, pro tal comportamento, e a ameaçavam a casa-la com quem já fora prometida e a mandariam para outro país. O medo lhe corroía a alma. Ela prometeu esperar o amado, não o decepcionaria. Mas o destino como sempre faz a coisa certa. O noivo que lhe fora prometido cansou da espera e casou-se com outra, deixando seu pai muito irritado.
Os anos foram passando, e com o tempo as cartas foram vindo com menos frequência, o que lhe causava desgosto, mas não era motivo de desistência.
Mas naquele mesmo ano a guerra tinha se dado por fim. Nunca vibrou tanto de felicidade, seu amor estava voltando. Mas quando os militares chegaram sua decepção foi grande, ele não estava entre os que voltaram. Perguntou a todos se sabiam dele, mas ninguém sabia responder.
- Senhorita amanhã sairá a lista dos militares que foram mortos, se ele não chegou com eles então...- disse o militar a orientando.
- Não! Ele disse que voltaria, eu me recuso a pensar que ele possa estar morto. - lágrimas caiam copiosamente de seus olhos, doia a alma só de pensar em que seu Raphael pudesse estar morto. Ele iria voltar.
Quando amamos alguém, confiamos em suas promessas e não há nada que nos faça desistir por aquele amor.
Os pais de Geovanna, tentaram convence-la que Raphael estava morto, que não adiantava ela espera-lo mais.
- Ele me prometeu que iria voltar, ele me disse eu confio ele não morreu! - dizia ela com convicção. Deixando seus pais preocupados. Cansada da pressão de seus pais, ela fugiu de casa pela madrugada. Decidida seguiu para um casebre que ficava próximo ao local onde ela e Rapha se encontravam.
Morando ali, para poder se sustentar começou um trabalho em um hospital. Seu pai ao saber de sua fuga, disse aos quatro ventos que não tinha mais filha. Sua mãe até tentou convence-la a voltar para tua casa, mas ela não poderia, tinha que esperar por Raphael.
Anos passaram, as pessoas já não se lembravam mais dos rastros do terror que a guerra havia provocado. Geovanna já havia passado da idade do casamento até então, seu pai sempre que a via, fingia que não a conhecia. Seu coração seguia ainda confiante e dolorido com a ausência de seu grande amor. Não haviam um dia em que não orasse pedindo que onde Raphael estivesse, tinha que estar bem e que voltasse. Todas as noites ela sonhava com a sua volta, a felicidade dela só aconteceria com ele perto dela.


Por você eu posso esperar! I parte

"Quem ama nunca desiste, porem suporta tudo com fé, esperança e paciência... "
Quando você ama alguém de verdade, não importa quando tempo passe você vai espera-la...
Geovanna e Raphael dois jovens que se apaixonaram verdadeiramente. Não importavam as barreiras que a família de ambos impunham. Nada podia acabar com aquele amor. A época não era nada boa, a guerra estava se alastrando pelo mundo, deixando todos com medo. Mas em meio dessa triste situação um amor surgiu, levando o jovem casal a outro mundo.
- Raphael eu estou com medo, eles estão chamando todos os jovens para servir o exercito, e se você for chamado? - perguntou a jovem visivelmente aflita.
- Calma não pense nisso, tudo vai dar certo para nós dois, nada pode me separar de você. A gente vai se casar e teremos filhos lindos. - disse ele acalmando a namorada.
- Mas e se você for chamado? - insistiu a namorada com medo
- Então basta você dizer que me espera. Você faria isso, me esperar voltar de uma guerra? - Geovanna olhando fundo nos olhos do seu amor respondeu com convicção.
- È claro que sim, eu esperei por você pela minha vida inteira, por que não esperaria mais um pouco. - E  como estivesse selando aquela promessa, ele a beijou com fervor, demonstrando o quanto a amava. Logo quando o sol caia, os dois seguiram seu rumos, se encontravam as escondidas por causa de suas famílias que não aprovavam aquela união. Raphael era de uma família Francesa, mas morreram em um acidente de carro. Por esse motivo foi morar com seus tios na Itália. Geovanna era Italiana e seu pai tinha planos promissores para ela, arranjando um bom casamento com homem de bons princípios financeiros. Mas ninguém pode contar com as armadilhas do destino. Geovanna e Raphael se encontram em uma mercearia, e bastou os olhos dos dois se cruzarem, para saber que lá fundo em algum lugar que ambos desconheciam, já viveram juntos e se amavam. Mas esse amor era proibido, mas nada podia separa-los, estavam predestinados a ficarem juntos.
Algumas semanas se passaram e o que era mais temido por Geovanna aconteceu.
- Aqui esta a minha carta pedindo para que eu compareça a base para me alistar.
- Você não pode Rapha, o que eu irei fazer sem você? - dizia ela em prantos
- Eu sou obrigado a ir.
- Tudo bem então, você vai, mas promete que volta? - nos olhos dela, via-se o medo de perder o seu amor.
- Você me espera? - ela assentiu que sim - Então é claro que eu prometo voltar para você. Se abraçaram com fervor selando mais uma vez aquela promessa.
Naquela mesma semana, todos os familiares estavam nas ruas, despedindo-se de seus filhos, maridos, irmão que seguiam para uma guerra horrenda e ninguém tinha a certeza de que voltariam.
- Pode passar o tempo que for, eu volto para você Geovanna. Eu a amo muito. - disse Raphael despedindo-se da amada.
- Eu também o amo muito, eu ficarei te esperando... E assim ela viu ele embarcando rumo a incerteza. E com essa ida seus sonhos, seu coração iam embora...