sábado, 30 de abril de 2011

Um beijo part12


Fica um segundo aqui e me faz companhia quero adiar a dor de me sentir sozinha, então me abrace.
Chorei tudo o que podia, e o que não podia também. Não chorava por ter sido enganada e sim por ter me deixado enganar. Por não ter ouvido  o que me diziam, por ser teimosa e sonhadora.
Por um bom tempo eu fiquei, chorando deitada no chão da sala de musica. Minha mãe tentou ver se eu estava bem, só disse que estava estudando. Não queria que ela visse meu rosto inchado de tanto chorar. Logo mais tarde depois de me acalmar, sai do quarto, o final de tarde já estava caindo,hora do crepúsculo. Sai um pouco de casa, só pra ficar no quintal, não queria me trancar no quarto e ler as milhões de mensagens que Carol e Melissa haviam mandado, certamente Mel já devia estar a par de tudo. Mas eu não estava afim de consolo, nem de broncas. Eu precisava aprender. Alias acho que era por isso que ontem eu estava com medo do que Alex iria me dizer, eu estava segura algo dentro de mim queria me avisar. Afinal aquele tempo todo eu só imaginava como seria ser, não esperava que acontecesse. Ele não era a pessoa certa e eu não estava pronta para ela ainda. Mas assim que sai, fui direto a casa ao lado, precisava me desculpar com Fernando como falei com ele de manha. Ele não era o causador de meus problemas e não merecia ser tratado daquela forma. Mas para minha surpresa ele se encontrava debaixo de uma árvore em seu quintal, tocando violão. Me aproximei timidamente do seu lado.
- Oi - disse parando em sua frente que parecia longe dali. - Posso conversar com você?
- Oi, já esta né... - disse ele, fiquei na duvida se era brincadeira ou se ele estava chateado pelo modo que eu o trate. - Senta ai..
Sentei -me ao seu lado,estava me sentindo tão sem graça. Afinal eu e Fernando vivíamos brigando já estava me acostumada, mas agora eu tinha que engolir o meu orgulho e pedir desculpas ele era inocente.
- Só queria me desculpar com você, por hoje de manhã, não era com você que eu estava brava. - disse sem olhar muito nos teus olhos.
-Já estou acostumado com suas cortadas em mim, desde o primeiro dia que nos encontramos você faz isso. - disse ele tentando suavizar a culpa que eu estava sentindo.
- Nossa assim me deixa pior do que já estou, como se eu fosse a vilã da historia. - sorri um pouco, ele tinha esse dom de me fazer sorrir.
- Estou brincando, mas esta perdoada. - disse ele me encarando, mesmo no escuro eu acho que ele via meus olhos inchados e vermelhos de tanto chorar. - Só acho que devia falar com Mel, ela não entendeu bem o que te deu...
- Com ela eu falo depois. Com ela a questão tende a ser um pouco mais complicada. - imaginando o tanto de "eu te disse" " não me culpe por isso" que ela iria dizer.
- Fica tranquila ela, gosta muito de você. Só quer te proteger.
- È eu percebi, espero que não seja tarde demais. - por que eu tinha a sensação de que Fernando sabia mais que aparentava?
- Nunca é tarde demais, ela é sua amiga te conhece melhor que ninguém e logo ira te perdoar.
- È pelo visto você a conhece melhor do que eu... - disse sem querer me lembrando deles se abraçando, sorte a dela de encontrar pessoas que boas.
- Ela se tornou uma boa amiga... - disse ele não dando mais detalhes.
- Obrigada por me incluir no seu ciclo de amizades. - disse fingindo-me ofendida
- Você esta nele, só que há coisas que só Melissa entende, não podemos nos culpar por gostarmos da mesma pessoa.
- Ah sim - consegui dizer. Aquilo estava me deixando mais confusa. Ele com seu enigmas.
- Você vai me ver sábado no clube?
- Vou sim, preciso me distrair um pouco. - disse me lembrando do show seria uma boa oportunidade de me distrair. - Olha lá quero só ver você arrebentando. Vai ter muitas outras bandas que também são boas.
- Pode deixar, você irá ver, ainda irei dedicar uma musica  para você.
- Olha a responsabilidade viu, vou estar na primeira fila só para ouvi-la.
- Eu espero que esteja mesmo. - ri só ele tinha esse efeito sobre mim, só ele conseguia me fazer sorrir.
- Bom, vou entrar, hoje quero dormir cedo. - disse já me despedindo, minha fossa estava me irritando ao máximo precisa ficar só.
- Tudo bem durma com os anjos. - disse ele se levantando para me dar um beijo no rosto. Mas fui surpreendida quando ele me abraçou. Me surpreendi mais não me afastei,relaxei em seu peito, sentindo ates os batimentos de seu coração. Aquilo era reconfortante, era bom te-lo tão perto de mim.Sentindo seu perfume, ele me passava uma energia tão boa era revigorante. Por um momento eu desejei ficar assim com ele por muito tempo, desejei que ele não me soltasse. Mas como sempre momentos assim acabam rápidos demais.
- Boa noite. - eu disse com os olhos ficando cristalinos de novo.
- Eu quero você, não posso mas mentir eu quero muito ficar com você Amanda. - disse Fernando pegando-me de surpresa. Eu não esperava por aquilo assim de repente, justo hoje quando eu estava totalmente destruída pelas minhas falhas.
- Fernando eu não sei o que dizer, eu não esperava. - Disse olhando para seu rosto, mas ele parecia já saber a resposta, não se abalou.
- Tudo bem, eu sei de tudo, mas eu precisava dizer não posso ficar vendo você sofre por outra pessoa, me machucando também, você precisa saber que existe alguém que se importa com você. Que gosta de você mesmo quando brigamos, e é isso que faz com que eu queria mais ficar do teu lado. Mas eu respeito o que você esta sentindo, te dou o tempo que for, mas eu precisa dizer o que eu sinto.Antes que aquilo me sufocasse. - sem que eu percebesse lágrimas escorriam pelo meu rosto, e uma única lágrima solitária caia do rosto de Fernando. Aquilo não era esperado por mim eu não sabia o que dizer o que pensar o que sentir. Sem mais entrei correndo para casa, deixando - o só.
Minha cabeça dava mais voltas que uma montanha russa, afinal eu sempre o vi como um amigo, meu vizinho irritante que me fazia sentir bem quando estava por perto, que me deixava arrepiada quando me tocava, que fazia me sentir mais eu mais livre e sem receios de ser o que eu queria. O que era aquilo o que eu sentia? O que era aquilo que ele sentia?


Um beijo part11


"Sua consciência não vai te deixar dormir, pois ninguém mais faz palhaçada pra te ver sorrir,ninguém vai te abraçar quando o sol se por, ninguém vai escrever num muro uma historia de amor. Mas se mesmo assim quiser me deixar as lembranças vão na mala pra te atormentar... - As lembranças vão na mala - Luan Santana.
Narrado por Fernando.
Ela é teimosa, irritante, mau criada, metida, sonhadora e linda! Por que precisamos brigar tanto?Por que ser tão indecisa?
Tantas perguntas, mas nenhuma resposta que me satisfaz. Eu sou um idiota por me preocupar com ela para depois receber patadas como se fosse um nada. Mas era impossível eu gostava de sofrer, e se esse era o único modo de tê-la por perto eu continuaria assim mesmo. Eu sabia que ela não gostava de mim do jeito que eu desejava, por isso não insistia nem tentava nada com ela. Mas uma esperança crescia em meu peito, quando ela me olhava nos olhos. Me sentia bem quando compartilhavamos o fone de ouvido e ficávamos perto um do outro. Ou como seu sorriso era bonito quando eu fazia alguma palhaçada. Eu me sentia bem em fazê-la sorrir, por que era daquilo que eu me alimentava.
Melissa sua melhor amiga, me contou sobre o idiota que ela estava afim, todos sabiam da, fama dele, mas ela como qualquer outra garota havia se encantado por ele. O que ele tinha de bom? Músculos,pouco cérebro e bom de lábia? Me admirava Amanda gostar dele, ela era tão delicada, tão sonhadora, precisava de alguém que cuidasse dela que gostasse mesmo de estar ao seu lado em silencio. Não alguém que só ficasse com mais uma para ter status de pegador. Melissa também o odiava, e sem querer acabou sabendo de minhas intenções com Amanda, nem adiantou negar muito eu mentia tão mal.
- Lute por ela, faça alguma coisa, não deixe que ela se machuque com um cara que não tem nada a oferecer a ela.
- Mas ela não percebe, esta muito interessada naquele idiota.
- Faça que perceba antes que seja tarde demais. Não quero que ela se machuque, gosto muito de Amanda. Alias Carol concorda comigo, estamos tentando a meses colocar juízo na cabeça dela, mas ela é teimosa.
Pensei nas palavras de Mel, ela a conhecia melhor do que eu deveria saber o que me dizia. Mas eu tinha visto a cara que Amanda tinha chegado hoje a tarde, ela já tinha se machucado. Mais tarde a ouvi tocando uma das musicas que eu havia mostrado a ela, tentava imaginar o que estava sentindo, mas ela tinha me dado uma cortada que deixava explicito que não me queria por perto.
Seria tão bom estar ao seu lado pelo menos para consola-la, me machucava só de imaginar se ela estava sofrendo.
Por que gostar de alguém vai ser sempre assim? Você se machuca com a dor do outro como se fosse a sua própria dor, ela levou meu coração e eu não sabia como resgata-lo. Maldito e maravilhoso dia em que ali na rua eu a atropelei, cheia de marra e de arrogância faltou me bater. Foi com essa personalidade escondida que me encantou.
Agora lutar ou recuar? Dizer ou esquecer? Confuso eu estava, mas nada tirava da minha mente quando eu ia dormir a vontade de te-la ao meu lado.

Um beijo part10


Fiquei paralisada com a imagem que assistia. Do mesmo jeito que havia ficado paralisada quando vi seu porte atlético, eu havia ficado agora, mas não pelo seu porte atlético e sim pela cara de pau.
- Amanda você esta ai o que aconteceu? - perguntou Carol no telefone, até tinha me esquecido dela.
- Estou indo para sua casa, ai eu te conto. - disse, mas antes olhei para ter certeza do que eu estava vendo.
- Eu vi o Alex ficando com outra garota na praça. - disse na casa de Carol. Sua boca se escancarou um pouco, acho que já sei o que ela queria me dizer sobre ele.
- Amiga eu iria te avisar, fiquei sabendo ontem. Aquela que você viu é a namorada dele. - disse ela sem rodeios.
- Mas como,ele não estava solteiro de onde ela é? - perguntei confusa, tudo indicava que ele queria ficar comigo e de repente tem namorada?
- Bom ele já namora a um sei meses, só que ela nem mora aqui, eles se visitam em tempos em tempos. E esse final de semana ela veio visita-lo.
- Mas como? ele me mandou o recado ontem a tarde, ai esta tudo tão confuso.
- Deixa eu te explicar os detalhes, a garota é Veronica, minha prima se lembra dela?
- Sim me lembro, explica isso direito.
-Bom eles se conheceram da ultima vez que ela veio para cá, não e pergunte como pois sabe que não nos damos bem. Ontem ela e minha tia chegaram de surpresa. Foi ai que fiquei sabendo que eles são namorados, pois me mostrou as fotos da vez que ele foi visita-la.
Eu não tinha nenhuma reação. Tinha que organizar os fatos, ele era um cafajeste que pegava todas as meninas da escola,mas tinha uma namorada que morava longe. Bom e eu boba tinha quase caído no papo dele.
- Amiga não fica assim, você não sabia disso, nem eu sabia. Apesar de saber da fama dele nunca imaginei que ele namorasse.  - dizia Carol tentando me consolar, mas eu estava totalmente calma, não sentia absolutamente nada.
- Não se desculpe, a culpa não é sua. È totalmente minha de acreditar em principes, acreditar que ele é perfeito.
- Não se culpe você que isso acabe com o que mais precioso você tem que é acreditar no seus sonhos. Só não os construa em cima de pequenas pessoa. - sorri em resposta, minha mente dava voltas, em cima das conversas que tínhamos. Não consegui ficar na casa de Carol por muito tempo, seu rosto estampado preocupação comigo estava me dando nos nervos. Eu estava bem, pelo menos até aquele momento.
- Mandy que bom te ver por aqui!- disse Alex quando passei pela quadra da praça.
- È bom vê-lo também. - disse de um jeito irónico que ele não percebeu.
- Recebeu, meu recado? - perguntou ele, mas parecia inquieto olhando para os lados, onde estaria Veronica?
-È recebi sim. - estava dando corda para ele. Queria que ele se enforcase.
- Que bom, mas tenho treino de ultima hora hoje, e queria conversar com você com mais tempo sabe, é importante acho que tanto para mim como para você. - disse ele colando um mecha do meu cabelo para trás. Aquilo foi a gota d'agua para mim. Eu estava disposta a dar as costas e ir para minha casa, mas seu jeito meloso como se pudesse me fazer de boba, mais do que já era me irritou.
- Não precisa dar explicações aproveite o tempo que você tem com a sua namorada , afinal ela vaio de longe para te ver. - sua cara de espanto foi o que o entregou, ele não esperava tal afirmações, nem eu esperava.
- Do que esta falando mandy? Eu.. - ele queria continuar mas eu havia tocado na ferida.
- È não sou tão boa quanto pareço, pode ficar traquilo não vou fazer escândalo só não olhe nunca mas na minha cara. Errei mas fique tranquilo aprendi a lição.
- Olha eu não sei o que te falaram, mas é mentira, como isso se ia dizer que estou afim de você...
- Me poupe de suas mentiras, eu vi com meus próprios olhos.
- Mas...
- Esta havendo alguma coisa aqui? - disse Veronica se aproximando de Alex e me dando um olhar mortal, aquilo foi o que bastou para a mascara dele cair.
- Veronica, que bom vê-la, lembra-se de mim Amanda amiga de Carol? - perguntei de um jeito cínico.
- Ah lembro sim. - disse ela com desdém - Estava tudo bem por aqui meu amor? - a cara dele era hilaria me segurei para não rir enquanto ela o abraçava com força.
- Estava sim, Alex estava só  me falando sobre sua chegada, sabe eu e ele somos amigos e ele fala MUITO de você. - respondi o menino suava cada vez que eu abria a boca.
- Ai amor que lindo, senti tanto a sua falta.
- Pois bem, vou indo aproveitem o tempo juntos. - disse seguindo para casa sem olhar para trás. Queria chegar em casa o mais rápido possível, foram muitas informações pra uma manha só.
Quando cheguei, Melissa e Fernando riam e se abraçavam na frente da casa dele. Ultimamente os dois estavam bem juntos, principalmente depois da briga que Mel teve com Maurício. Não tinha nada haver com isso eu Fernando éramos só colegas.
- Oi maluqinha. - disse ele assim que me viu.
- Oi Fernando, oi Mel - respondi a eles.
- Nossa se lembrou da amiga aqui foi, anda tão sumida só lembra da Carol. - me cobrou Melissa, eu não estava afim de discutir com ela, depois de tudo o que ela me disse no começo.
- È estava meio ocupada com uns assuntos. - disse como desculpa
- Sei os assuntos que você esta ocupada. Só não vá vim chorar as pitangas para mim quando não der certo viu, me esquecendo desse jeito.
- È não se preocupe seu pedido já foi realizado, sua torcida valeu a pena. - explodi com ela.
- Que isso amiga eu disse brincando.
- È toda brincadeira tem um fundo de verdade, mas obrigada mesmo assim sua torcida para eu me dar bem deu certo. - disse em tom irónico, estava dentro de mim já.
- Não esta exagerando não maluquinha, ela não disse nada demais. - disse Fernando defendendo-a
- Não se mete Fernando,não pedi a sua opinião até agora, então cala a boca! - disse de um jeito serio que eu nunca havia falado com ele. - Com licença já deu pra mim hoje.
Agora minha ficha estava caindo, meu peito arfava, pela janela via a cara de espanto de Fernando e Melissa com meu jeito. mas não dava falei tudo o que estava engasgado em meu peito naqueles minutos.
Subi para sala de musica em disparada. Só a musica me acalmaria. Respirei fundo e sentei-me de frente para o piano, não queria pensar só tocar. Na ponta dos dedos, good enough começou a sair. A musica que eu havia me encantado assim que Fernando tinha me mostrado.
Minhas lembranças começaram a me trair.Lembro-me de como fui boba, ao ficar feliz e ignorar os conselhos que todos me deram sobre Alex. Eu me senti um lixo, eu me senti boba, me senti idiota por fazê-lo tão perfeito.  Por mais que eu estivesse com raiva sem motivo de Mel ela tinha razão, eu era boba em crê em príncipes pessoas certas que vão mudar meu mundinho colorido,ela se estivesse mesmo com Fernando pelo o que eu vi, estava bem ele não era perfeito era real. Era isso que eu tinha que fazer cair na real. Quando me dei por si já estava massacrando as teclas do piano, caindo num choro de raiva. Eu não queria mas sonhar!






quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um beijo part9


Estou me afogando em meus sentimentos.
- Ai meu Deus Carol, o que eu faço? - perguntei a Carol, ainda em choque ao ver o recado do Alex.
 Nos últimos tres dias, eu e Alex não haviamos nos falado muito, Mel até havia comentado que ele estava de rolo com alguma garota, tentei não me importar muito, mesmo morrendo de raiva por dentro, mas hoje quando estava chegando meus email, eu vi seu recado " Mandy, preciso falar com você pessoalmente a tempos que eu queria falar e acho que chegou a hora. Me espere na praça amanha as duas horas. Beijos". Claro que surtei ao ver essa mensagem, meu coração só faltava sair pela boca.
- Calma garota, você ainda não tem certeza de nada, pode ser o que você quer ou também pode não ser. - tentava me tranquilizar Carol - Fique calma!
- Mas e se for o que eu quero? - perguntei aflita, eu não fazia ideia do fazer em uma situação dessas.
- Relaxa amiga, o que for pra acontecer vai. - Concentrei-me naquela frase, tentando me acalmar.
A verdade era, eu sempre esperei por esse momento, só que dentro de mim um medo crescia. Uma coisa era sonhar com o príncipe dos seus sonhos dizendo todas as coisas que você quer ouvir, outra é isso acontecer. Eu me sentia feliz, confusa, assustada e medrosa. Uma confusão de sentimentos me dominava de um jeito que eu estava enlouquecendo. Por que aquilo estava acontecendo comigo?
Tentei me concentrar para tocar alguma coisa, mas estava muito distraída nada saia. Estava um pouco tarde, estava sozinha em casa já que meus pais haviam saído para jantar e até aquela hora. Já vestida no meu pijama preferido, aquele que você coloca e já tem que se cobrir para esconde-lo mas que é muito confortável, resolvi sair um pouco. Não ir pra rua só ficar em frente de casa um jeito de colocar meus pensamentos em ordem ou não.
Aquele momento eu precisa conversar antes que eu ficasse louca. Ligar para Carol pela décima vez não iria rolar, acho que ela já estava cheia de me ouvir precisava dar um desconto a ela.
- Maluquinha, eu te disse para melhorar, mas não me ouviu agora acabou sendo expulsa de casa.
 - disse Fernando aparecendo do nada. Eu me senti aliviada, por ele ter aparecido, por mais que estivesse me quando. - Serio nem deixaram você pegar suas roupas, o que você aprontou?
- Deixa de ser besta Fernando! - disse rindo dele, mesmo me irritando já estava ficando acostumada com seu jeito.
- Como não sou que estou de pijama pro lado de fora de casa. - disse ele sentando-se ao me lado.
- Só estou sem sono, ainda estou sozinha em casa.
- Por isso que eu digo que é maluca, sozinha em casa pro lado de fora com esses trajes, esta pedindo mesmo pra ser atacada. Que bom que eu estou aqui pra te proteger!
- Garoto você se acha hein.
- Ah não se esqueça já salvei a sua vida.
- Ah claro, você me assusta faz com que eu caia e e diz que salvou minha vida. Belo salvamento. - ironizei
- Olha se continuar eu vou embora hein, te abandonarei ai se alguém aparecer não estarei para te defender. - calei- me sem querer não queria que ele fosse embora. - Mas me diz qual o que esta pegando roubando-lhe seu sono? - perguntou interessado
- O de sempre problemas. - disse sem saber realmente o que era o meu problema - Já sentiu medo, quando alguma coisa boa iria acontecer na sua vida? - disse de repente
- Se fosse realmente bom você não iria sentir medo. Quando é algo que esperamos muito, e que vai nos fazer feliz não o que temer só realizar. - Olhei espantada para ele, foi como se ele soubesse o que estava acontecendo comigo.
- Não faça se não tiver certeza. - disse ele ainda serio
- Esta por acaso vigiando minha vida? - perguntei
- Por que deveria?
-Não! - disse rindo pela cara que ele fez - Não conhecia esse seu lado conselheiro seu.
- Há muitas coisas que você sobre mim.
- Misterioso. Me diga algum...- quis saber
- Tenho vontade de ir a uma praia deserta pra ver o nascer do sol, e ao lado de uma companhia especial ver o sol se pondo. - disse ele parecendo sincero
- Sabe que eu também tenho essa vontade, nunca fui a praia e meu sonho é ver o sol se pondo ouvindo as ondas se quebrando. Acho que deve dar uma paz igual quando eu toco piano.
- Pode deixar, um dia eu a levo na praia se quiser, andaremos de jet ski, depois iremos mergulhar e depois subiremos em umas dunas bem altas para assistirmos o sol se pondo.
- Olha eu vou cobrar hein! - disse sorrindo com o jeito que ele me incluiu nos planos dele.
- Pode cobrar, isso é uma promessa.
- Olha quem promete tem que cumprir.
- Sou um cara de palavra. - Ficar com Fernando me deixava mais relaxada, ele me distraia me fazia me sentir bem.
- Bom vou entrar logo meus pais irão chegar,e é bom eu estar na cama.
-Se quiser eu te acompanho...- disse ele voltando a ser brincalhão.
-Não obrigada, sei me virar sozinha! Boa noite. - disse me virando e dando um beijo um seu rosto.
- Boa noite, durma com Deus e sonhe comigo. - disse ele antes que eu entrasse. Sorri involuntariamente com a frase.
Assim que cai na cama, capotei. Nos meu sonhos tudo era confuso assim como eu. Alex aparecia em todos os momentos, mas os abraços, os beijos suaves e delicados, as mãos que me acariciavam não eram as dele, eu sabia bem disso.
Na manha seguinte, eu parecia uma barata tonta não parava quieta no lugar. Antes do horário combinado resolvi ir até a casa de Carol, precisa conversar com ela nesse momento só ela poderia me acalmar.
 E quando estava a caminho da casa dela, ela me ligou.
- Amanda eu preciso falar com você urgente. - disse ela assim que eu atendi o telefone. Aquilo não era normal.
- O que aconteceu amiga, esta tudo bem? - perguntei preocupada
- Comigo esta tudo bem, o assunto é de seu interesse,pode vir aqui em casa?
- Já estou a caminho preciso falar com você... - Naquele momento eu passava pela praça, que mais tarde seria o cenário de uma conversa que eu esperava a muito tempo. Mas não foi esse motivo que me chamou a atenção e sim quando vi Alex com uma outra garota se beijando apaixonadamente debaixo de um árvore.
- Amiga o que eu tenho pra te falar é sobre o Alex.
- Não precisa me contar mais nada já descobri.

domingo, 24 de abril de 2011

Um beijo part8


- Amiga fica tranquila vai ver ele nem pesou isso e você se preocupando atoa. - dizia Carol tentando me tranquilizar,quando contei sobre a cena que Alex tinha visto no outro dia. - Alias isso pode até te ajudar.
- Como pode me ajudar? - perguntei confusa
- Se ele estiver com a impressão errada, pode ver o que esta perdendo e começar a correr atrás.
- É pode ser...- disse ainda não acreditando muito, mas do que adiantava me descabelar? Mas só fiquei tranquila mesmo quando a noite Alex que eu conversávamos no msn, como sempre fazíamos.
No outro dia havia dado um louca em minha mãe, querendo que eu a ajudasse a arrumar o nosso jardim, por que queria que a casa estivesse toda florida para receber a bêbe. As vezes eu acho que ela esquece que ira ter outra filha e não um gato. Mas como ela não podia fazer esforço, ela mandava e eu arrumava os vazinhos do jeito que ela queria. Enquanto eu arrumava os vasos no parapeito da janela como estavam, ela foi buscar mais algumas mudinhas  para plantarmos no chão, principalmente rosas.Esse era o sonho dela, ter uma roseira em seu quintal. Fiquei arrumando os vasos sozinha, com medo de que a escada caísse pois pela minha falta de altura ou por que o parapeito era muito alto,eu não alcançava, bem tranquila ouvindo o radio da cozinha tocando minha musica preferida.
Foi tudo muito rápido, quando Fernando chegou fazendo seu escândalo habitual, só que come não estava preparada, me desequilibrei indo direto ao chão.
- Ai - disse ao bater a cabeça perto de uma torneira do jardim.
- Amanda! - gritou aquele IDIOTA ao me ver caída no chão. Quando me dei conta ele já estava em cima de mim, querendo saber como eu estava. - Você esta bem , desculpe-me não queria te assustar!
-Agora é fácil falar idiota, eu já estou no chão. - ouvi ele dando uma risadinha, mas o tom de voz ainda era preocupado
- Está doendo alguma coisa?
- Sim, minha cabeça. - disse sentindo-me tonta. Quando abri os olhos, ele estava bem em cima me encarando procurando por algum ferimento em minha cabeça, seus dedos percorriam minha testa com delicadeza, o que sem querer me deixou arrepiada.
- Nada grave até agora, vou te levar para dentro para colocar um compressa de gelo no local antes que vire um galo. E antes que me mexesse para me levantar, já estava em seus braços me levando para dentro. Tudo bem que eu tinha batido a cabeça e não quebrado uma perna, mas foi legal aquele passeio até o sofá em  seu braços forte, ele tinha ficado preocupado.
Depois de ter me deixado no sofá, buscou gelo para deixar no local machucado.
- Obrigada. - disse enquanto eu apertava o local com o gelo, nunca o imaginei naquela situação tão atencioso. - Já percebeu que a gente só vive no chão, desde a primeira vez que a gente se encontrou. - comentei.
- Eu sei que eu provoco uma queda em você - disse ele se achando, revirei os olhos, mas não deixava de ser verdade se você para o sentido literal da palavra. - Mas se não fossem pelos nossos tombos não estaríamos aqui agora...
- È eu não estaria cheia de hematomas. - brinquei, mas o seu tom de voz não era como quem estivesse só brincando. Logo minha mãe voltou fazendo um escandalo ao saber que eu havia caído, já começando a se preocupar, mas a acalmei.
-Não foi nada, só um susto - disse olhando para Fernando - já estou bem!
-Ai que bom que você apareceu nando, você sempre salvando a gente. - disse minha mãe enchendo a bola dele, que sem querer ficou vermelho com os elogios. Depois de minha mãe certificar-se que eu eu estava mesmo bem, me liberou do meu "serviço" dizendo que logo iria contratar um jardineiro. Graças a Deus! Fernando ai me esperava la fora, ele não saia do meu pé agora.
- Você ainda esta ai? - encenei quando o vi com o seu skate sentando no hall da casa - Por favor chega de tombos por hoje!
- Depois não gosta quando a chamo de maluqinha. Mas só vim te fazer um convite... - disse ele olhando para os pés enquanto falava, sinal de que estava nervoso. Esperei ele falar tentando imaginar o que ele queria. - Sei que você não curte muito esse tipo de musica é
meio óbvio, mas no sábado que vem eu e minha manda iremos tocar num clube aqui perto, se estiver afim de ir...- ele falava como se eu fosse expulsa-lo a gritos dali com o seu simples convite.
- Quem te falou que eu não ouço um rock in roll? - perguntei com um olhar desafiador.
- Ah você toda clássica, não tem cara de quem ouve.
- Sinto em te desapontar querido mas eu ouço e curto.
- Se você diz eu acredito.
- Mas pode contar com a minha presença sim, faz tempo que eu não saio pra me diverti. - um sorriso sincero se espalhou pelo seu rosto. - Alem do mais sou uma pessoa eclética, não vivo só no meu mundinho rock in roll, posso concilia-lo com a minha musica clássica.
- E quem disse que eu também não sei fazer isso?
- Só provando.
 Por que eu tinha que abrir minha boca? Lá estava o garoto com o seu estilo todo do rock, tocando clair de lune.
- Tudo bem chega de me humilhar, já vi que você é bom.
- Não é para tanto, eu admito que só sei tocar essa musica graças a minha avó que tocava perfeitamente bem, isso foi o que ela consegui me ensinar. Ela dizia que eu tinha jeito, mas sempre gostei mais de minha guitarra de brinquedo. - eu ri com tal afirmação, apesar de achar que ele só fazia barulho das outras vezes que eu o vi tocando achei legal. - Mas e você poderia tocar alguma coisa né, já te mostrei o que sei, só falta você.
Geralmente eu ficava com vergonha de tocar na frente de outra pessoas, mas com ele ali nem tanto. Quando pensei em uma musica para tocar, não pensei em Mozart ou Beethoven, logo começei a dedilhar Only hope,do filme um amor para recordar. Não pensava em nada, a musica fluia por mim. Me fazendo sentir-me leve. Quando toquei o ultimo acorde, foi que me lembrei da presença de Fernando ao meu lado.
- Você toca muito bem! - disse ele me encarando, não havia aquele tom de brincadeira de sempre,havia sinceridade.
- Também tocando desde os oito anos de idade, tinha que mostrar que aprendi alguma coisa.
- Nossa oito anos é muito tempo, mas que valeram a pena. Formamos uma boa dupla musical, um dia quem sabe não tocamos alguma coisa juntos?
- Quem sabe... - deixei a pergunta pairando no ar.
- Agora vou indo, já enchi muito seu saco hoje
- Não só hoje como sempre!
- Mas eu sei que você gosta,
- Vai sonhando. - Ele riu e se abaixou para me dar um beijo no rosto, momento historico por que das semanas que ele estava aqui e de quando começavamos a conversar, ele nunca tinha feito aquilo.
Quando ele saiu, começei a tocar infinitas musicas do meu modulo. Não queria e não pensava em nada só tocava. Quando a noite começou a cair deixando a luz iluminar todo quarto, já que as luzs não estvam acesas, comecei a dedilhar Talking to the moon, musica que havia aprendido a poucos dias. Só que no meu caso eu tocava para a lua. Sem querer, as lemranças dos ultimos dias com Fernando começaram a percorrer pela minha mente. A cor do seus olhos quando estavamos no chão, o jeito que ele me examinava  quando eu tinha caído, suas mãos me tocando, seus labios tocando o meu rosto, seus olhos me encarando depois de ter tocado, o momento rapido que passei em seus braços enquanto ele me carregava . Tudo tão simples...
Não sabia ao certo o que significava, mas era diferente, eu me sentia diferente.





sábado, 23 de abril de 2011

Um beijo part7

Bom depois do acordo proposto pelo idi.. por Fernando, a forçado habito ainda predominava, as coisas ficaram mais amenas. Ele era muito inteligente e teve umas ideias bem legais pro nosso trabalho,bem mais que as minhas mas não iria admitir isso a ele.
- Nossa olha só a hora estou muito atrasado! - exclamou ele quando viu a hora, tínhamos perdido a noção do tempo. - Se importa de terminarmos essa parte outro dia? Tenho um compromisso e não posso faltar. - disse ele dando me explicações demais.
- Não tudo bem outro dia nos continuamos. - certamente eu acabaria terminando a parte dele naquela hora, mas era pouca coisa. - Não deixe sua garota esperando! - disse jogando verde imaginando o motivo de tanta pressa
- O que foi? - perguntou ele não entendo o que tinha dito ou fingindo mesmo
- Não deixe sua garota esperando! - repeti - Isso é muito feio, atrasar- se para um encontro.
- Não vou a um encontro,sua curiosa. tenho ensaio da minha banda, vamos nos apresentar no festival no final do ano.
- Ah você tem uma banda, que legal também irei me apresentar no festival esse ano - comentei
- Você também tem uma banda? - perguntou interessado
- Não toco piano!
- Bem legal - disse ela parecendo surpreso, agora por que estávamos dando explicações uns ao outros da nossa vida? O acordo era sermos parceiros por causa do trabalho não?  - Agora tenho que ir mesmo, até mais maluq... Amanda. - disse ele por fim essa trégua não ira durar muito.
Eu até iria voltar a fazer o trabalho de historia, mas até ver Alex no msn, desisti! Ah me diverti um pouco com o meu paquera não era pecado era?
-  Eai como você quer chegar no Alex, já estão se conhecendo a um tempão! - questionou-me Carol. E era verdade, há algumas semanas eu Aex tínhamos ficado bem amigos, conversávamos bastante, só que ainda não tinha feito o meu plano final que era dizer que eu gostava dele. E não fazia ideia de como fazer isso, mas o tempo estava correndo e o medo dele ficar com outra pessoa estava aumentando.
- Não sei amiga, eu quero mas tenho medo.
- Olha vai por mim se o que você quer se vale a pena, então vá em frente antes que alguém faça isso antes de você. - e agora o que eu faria?
Enquanto pensava isso no caminho pra casa, Fernando do nada apareceu do meu lado com o seu skate. Pelo jeito a trégua tinha durado um pouco mais do que eu imaginava estávamos amigos pelo jeito, conversávamos e eu conseguia me divertir com ele, tínhamos mais coisas em comum do eu que poderia imaginar.
- Oi maluqinha! - só que continuava com essa mania  irritante de me chamar por esse apelido. - Ops desculpe Amanda.
- Ai lá vem você e essa maquina mortífera, olha lá pra não cair em cima de mim de novo.
- Pode deixar, eu sei do que você é capaz. - revirei os olhos com tal afirmação. - Alias isso não é uma maquina mortífera é só um skate simples assim!
- Pra você que sabe andar.
- Ah mas é tão fácil, não tem segredo nem erro. Quer que eu te ensine? - perguntou ele parando em minha frente.
- Eu andando de skate? Tá maluco, eu morro de medo e se eu cair.
- È por isso, que eu vou te ensinar confie em mim, não vou te derrubar.
- Ai que esta você que vai me ajudar. - disse tirando uma com a cara dele.
- Assim você me ofende. Mas chega de moleza vamos. Suba que eu estarei aqui caso você cair.
- Tudo bem, mas se eu cair hein- ameacei
- Vamos logo sua medrosa.
Ele pegou minhas mãos e me ajudou a subir,fiquei meio desequilibrada se não fosse por ele já tinha ido ao chão.
- Calma flexione um pouco os joelhos, e como se você fosse surfar, só que em uma prancha com rodas.
- Ai que fácil. - ironizei
E como eu fosse um criança andando de bicicleta pela primeira vez, nessa em seu pai vai te segurando em quando você pedala, eu fui andando com ele segurando e minhas mãos.
- Bom é divertido. - admiti
- Posso te soltar? - perguntou ele rindo de minha infantilidade ao andar pela primeira vez de skate.
- Não! - bastou isso pra eu me desesperar e pular em seu pescoço fazendo que fossemos ao chão.
- Ai isso doeu. - disse ele ao chão comigo por cima dele, que não parava de rir. - Eu não iria te soltar, por isso que eu te chamo de maluquinha pois você é!
- Você me assustou, não devia ter feito isso. - disse ainda deitados no chão, olhei para cima e seus olhos me encaravam, nunca tinha percebido mas eles ficavam mais claros, quase num tom de verde no sol.
- Está tudo bem? - disse alguém parando do nosso lado, fazendo com que a gente se assustasse. Quando olhei nem acreditei ao ver Alex parado olhando para gente. Apressei-me em me levantar naquele momento com vergonha.
- Ah, oi Alex - disse muito vermelha igual a um pimentão.
- Oi mandy - disse ele me chamando pelo apelido que eu coloquei no msn - Estava indo até sua casa para entregar seu CD, mas a encontrei aqui... - disse olhando para Fernando que continuava no chão despreocupado
- Ah pois é, nem precisava poderia me entregar na escola.
- È ia passar por aqui mesmo para ir o treino, mas aqui está. - disse passando o meu CD
- Obrigada
- Que isso, tenho que ir se não irei me atrasar. Até mais - disse ele saindo e ainda dando uma olhada para Fernando.
Será que ele havia entendido errado quando me viu com Fernando no chão, era só o que faltava agora ele achar que eu tinha um romance com o Fernando!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um beijo part6


Cheguei ao hospital aflita a procura de Fernando,nunca imaginei essa cena, especialmente com Alex em meu encalço. Assim que passei pela recepção ouvi meu nome sendo gritado por Fernando.
- O que aconteceu com minha mãe? Onde ela está, quero vê-la. - disse bombardeando ele de perguntas.
- Dá para se acalmar? Sua mãe esta lá em cima sendo atendida, e não podemos subir ordens medicas, mas minha mãe esta com ela. - disse ele tentando me acalmar.
- O que aconteceu com ela?
- Bom ela começou a sentir algumas dores,e teve um sangramento quando estava voltando do mercado, eu a encontrei no meio do caminho e eu ajudei-a a levar as compras pra casa, foi ai que ela começou a passar mau, chamei minha mãe e a levamos para o hospital.
- Tinha que ser ela não sabe que não pode fazer esforço.
- È pelo jeito ela ficou bem assustada não parava de chamar pelo seu pai, mas na hora só lembrei de chama-la.
- Tudo bem, vou avisa-lo enquanto eu a espero.
- Você quer companhia? - disse Alex pela primeira vez que chegamos aqui,vi Fernando olhando pra ele e franzindo o cenho espantado com a presença dele ali.
- Desculpe-me Alex, mas não precisa, foi de muita ajuda a sua me acompanhar, mas pode ir. - disse totalmente grata pela a ajuda dele.
- Não precisa agradecer você estava bem nervosa. Olha me passa seu telefone que eu ligo pra você para saber como ficou tudo.
- Claro, anota ai...- disse a voz tremula dando meu telefone para ele. Depois ele se despediu com certeza tinha treino, mau sabia ele que tinha se tornado o meu herói.
Assim que ele foi embora minha mãe já tinha alta, foi só um susto, mas ela tinha que se cuidar melhor. A gravidez era de risco não podia fazer um esforço daqueles.
- Tudo bem minha filha eu mereço bronca mesmo. Se fosse por Fernando estar por perto me ajudando não sei o que seria de mim. - olhei para ele que tinha ficado sem graça com o comentário,dei um sorriso em agradecimento afinal ele tinha ajudado.
Passado o susto no outro dia, nem acreditava que Alex sim tinha me ligado para saber de minha mãe. Foi uma conversa rápida, pois eu não parava de gaguejar ao ouvi-lo. Como não sou boba pedi os contatos dele também, para começar minha missão.Resolvi deixar esse papo um pouco longe dos ouvidos de mel não queria ela me tachando de boba.
Mas Carol eu lhe contei tudo, e ela me apoiava mesmo desconfiando um pouco de Alex. Na aula de historia tivemos que fazer um trabalho em grupo e Mel que pelo jeito estava querendo me irritar convidou Fernando para fazer com a gente. Tudo bem que eu tinha que dar um desconto a ele por ajudar minha mãe, só que ele não perdia a chance de me irritar.
- Revolução Francesa! - dissemos em uníssono o tema que queríamos ficar para a apresentação.
- Mas essa é a parte da matéria que eu mais gosto,vocês sabem que eu adoro historia! - disse embirrada.
- Eu também adoro esse e me dou muito bem nessa matéria.
- Olha só vocês dois gostam e entendem sobre o tema, então poderiam fazer juntos não? - propôs Carol
- Não! - disse a Carol -´Eu gosto das coisas do meu jeito. Ele não vai saber fazer.
- È o único jeito, afinal fica até mais fácil vocês são vizinhos vai ajudar e muito.
- È maluquinha vai ser divertido.- disse ele tirando uma com a minha cara.
- Eu aceito, mas contando que eu comande tudo já tenho tudo e mente do que tenho que falar. Mas não quero ficar na mão hein? - disse ameaçadora.
- Sim senhora maluquinha! - disse ele batendo continência. Não seria fácil pelo jeito hein.
Mais tarde chamei-o para começarmos a trabalhar, já estava cheia de ideias e queria começar logo.
- Vamos entre, vamos pra biblioteca. - disse assim que ele chegou.
- Ah filha melhor não seu pai deixou aquilo uma bagunça, e sabe que eu nem quero entrar naquele lugar, pelo caos que esta.
- Nem deve, tudo bem iremos pro meu quarto só irei pegar o notebook.
Assim que chegamos fui pegar meus livros e coloca-los na cama, para apresentar minhas ideias.
- Bom eu também trouxe um livro que tem varias fotos sobre o assunto, acho que vai ajuda-la. - disse ele se acomodando na minha cama.
- Ah que bom tenho varias ideias e espero que de certo. - disse seria.
- Tudo bem maluquinha você já disse isso um milhão de vezes.
- Garoto pare de ser tão irritante isso é o nosso trabalho tudo bem se não se importa eu me importo. - ele revirou os olhos, ai como me irritava.
- Tudo bem vamos fazer um acordo pelo menos enquanto trabalhamos juntos, vamos manter a paz antes que um de nos vá para a guilhotina.
- Que tipo de acordo? - disse arqueando as sobrancelhas desconfiada
- Pelo menos paramos de brigar um pouco, vamos recomeçar já que desde o dia que eu te conheci você não para de me xingar.
- Idem
- Você topa ou não topa hein maluquinha?
- Só quando você parar de me chamar de maluqinha seu idiota!
- Quando você parar de me chamar de idiota quem sabe...
- Não tenho culpa se é, mas eu aceito Fernando! - disse dando enfaze em seu nome
- Acordo fechado Amanda - disse ele fazendo o mesmo. Será que daria certo?

Um beijo part5


Será que é o destino?
- Ai gente ele foi tão fofo. - disse enquanto conversava com Mel e Carol,enquanto íamos para casa. Tinha ficado boba com o jeito gentil de Alex.
- Ah mas como é bobinha. Ele só recolheu seus livros. - disse Mel revirando os olhos para mim, ela me achava boba, mas só eu sei o quanto minhas mãos tremiam naquele breve momento
- Tudo bem, deixa irei zoar você fica toda derretida quando você fala do Maurício.
- O Maurício é quase meu namorado, normal eu ficar assim tá. - disse me mostrando língua
-Deixa eu curti o momento, foi inesperado ele me ajudando, é um sinal pra eu ir alem nos meus planos. - disse já ficando um pouco irritada sabia que Mel não me entendia como Carol.
Pois é todo mundo me acha sonhadora ao extremo, dizendo que eu era boba por ficar sonhando com príncipes encantado. Era errado sonhar? Mas sinceramente não me importava com o que diziam eu queria viver aquele sonho e iria vive-lo.
Depois da escola segui para minha aula de piano, ansiosa para trocar de modulo e poder participar do festival no final do ano.
Errei algumas coisa mas consegui passar, fiquei feliz a tempos que eu tento me apresentar no festival, não vejo a hora de estar em cima do palco e poder mostrar a todos meus talentos, por a musica é tudo em minha vida.
Estava voltando para casa distraída olhando para a quadra da pracinha,para ver se eu via Alex de novo jogando bola, ele era tão bom por isso jogava no time da escola.
Estava que nem idiota olhando para a quadra que nem vi quando dei um encontrão com alguém que vinha na mesma direção que eu bem distraidamente.
- Ai! - exclamei no chão pelo tamanho do impacto, também a pessoa era duas vezes maior que eu. Por isso sempre acontecia comigo.
- Desculpe-me, foi sem querer. - disse a pessoa em cima de mim,tampando o sol em meu rosto,vizualizando quem estava bem perto de mim. E por incrível que pareça dessa vez não era o idiota do skate. - Ei você é a menina dos livros que eu ajudei hoje na escola!
Pois é Alex estava bem em cima de mim, me ajudando novamente isso só podia ser um sonho.
- È olá de novo. - disse corando sem querer.
- Venha deixe-me ajuda-la a levantar-se. - disse ele segurando em minha mao e me levantando, sim aquilo era real, seu toque firme me puxando não poderia ser um sonho.
- Obrigada, estava tão distraída que nem o vi na minha frente. - disse como desculpa
- Eu também não a vi, parece que hoje foi o nosso dia em duas as vezes nossos caminhos se cruzando que coisa. - você nem imagina querido,se depender de mim irei cruzar o teu caminho todo dia. - Alias me chamo Alex.
- Eu sei, quem não conhece o melhor jogador do time da escola - ele riu sem graça como se fosse tímido achei uma graça. - Eu sou Amanda.
Quando ele ia dizer algo meu telefone tocou era minha mae,tinha que ser né para atrapalhar o meu momento com o meu príncipe. Pedi licença e atendi poderia ser importante.
- Fala mãe, já estou indo pra casa. - disse baixo para que Alex não pensasse que minha mae controlava minha vida, por mais que fosse verdade.
- Oi maluquinha aqui é o Fernando seu vizinho... - tomei um choque ao ouvir aquela voz perseguidora
- Por que você esta me ligando? E por quê esta com o telefone de minha mae? Pare de gracinhas que eu desligo! - disse completamente irritada aquele garoto era um mala.
- Ei esquentadinha, não desligue,é importante, estou te ligando pra avisar que estou com sua mae no pronto socorro perto de sua cas...
- O que aconteceu com minha mae? - gritei chamando a atenção de Alex
- Olha eu não sei muito bem, ela passou mau algo assim e estava sozinha em casa, minha mae esta com ela e pediu para avisa-la,pode avisar ao seu pai?
- Posso eu estou indo pra ai.
-Te esperarei na recepção. - desliguei o telefone já desesperada para saber noticias de minha mãe.
- Aconteceu algo? - perguntou Alex preocupado
- È minha mae esta gravida e parece que passou mal,tenho que avisar meu pai e seguir para lá. - disse aflita
- Onde é o hospital?
- È o pronto socorro mais próximo. Mas nem sei como chegar lá direito.
- Tudo bem eu sei eu te acompanho.
- Serio,nossa estará me ajudando e muito. - disse sorrindo um pouco de gratidão.
- Não agradeça não posso te deixar na mão - disse ele me puxando para pegar um táxis, eu seria grata a ele por muito tempo.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Um beijo part4

- Acalme-se, você viu alguma coisa de mais? -disse Carol enquanto eu espumava e me desesperava de raiva.
- Não, mas eles estavam saindo juntos da sorveteria, precisa de mais?
- È claro! Se não estavam se agarrando não foi nada de mais. Alias você bem sabe que Alex não é de ficar muito tempo sozinho, então enquanto vocês não passam de meros desconhecidos, acostume-se ao vê-lo com outras! - disse Carol irritada com meu ciumes. E ela estava certa em me dar broncas afinal eu era controladora, tinha ciumes de tudo o que eu queria que fosse meu, e do que era. Tentaria me controlar por enquanto.
- Oh meu Deus, quem o garoto novo que entrou na escola hoje? Ele é um gato! - disse Melissa quicando na cadeira assim que cheguei.
- Não vi nenhum aluno novo- disse franzindo o cenho, estava no mês de Março que aluno entraria logo depois?
- Ai pois eu vi ele só de longe é tão gato! - gato para mim só o Alex!
-Parece que alguém ficou encantada. - provoquei mel, Carol só ria.
- Espere ate você vê-lo.  Vai ficar de boca a aberta.
E sem querer eu fiquei, mas não pelo garoto ser bonito, e sim por que ele era nada mais nada menos que o idiota do meu vizinho : Fernando. Isso já estava virando perseguição.
- Eu não disse que você ia acha-lo um gato? - perguntou Melissa em meu ouvido, enquanto o professor o apresentava para sala.
- Não estou assim por que eu achei ele bonito e sim por que esse é o vizinho chato de quem eu falei! - disse me lembrando do tombo.
- Nossa que sortuda você é hein, eu iria adorar ter um vizinho desses.
- Ah não queira! - ele quando me viu deu um sorriso cínico, que me deixou louca de ódio, já tinha que aguenta-lo como meu vizinho agora na mesma sala de aula?
- Ah para de besteira, esse menino lindo de cabelos castanhos claros e olho verdes, como vizinho e você reclamando!
- È por que não foi você que foi atropelada. - disse irritada com o rumo desse assunto e dai que ele era bonito se era um chato!
No intervalo Alex não estava mais com Isabela, acho que não foi nada demais, pelo menos isso. Mas precisava manter-me em alerta, e começar a agir o mais rápido possível. Enquanto guardava minhas coisas em meu armário,senti um respiração em meu pescoço, que me fez pular.
- Então minha querida vizinha também é minha colega de classe interessante não? - disse Fernando ironicamente
- Ah não você de novo? - disse irritada - Por favor finja que não me conhece!
- Não pense que eu me esqueci do estrago que você fez no meu skate.
- E não pense que eu me esqueci do tombo que eu levei. - disse arqueando as sobrancelhas para ele, o garoto pra encher o saco.
- Ah nem foi tão feio o tombo assim. - disse ele dando desculpa
- Por não foi você. agora me da licença, finge que não me conhece querido - disse já farta daquela discussão
- Tudo bem, você é minha vizinha mesmo, ops caiu! - disse ele derrubando alguns dos meus livros no chão que eu tentava equilibra-los para guardar no meu armário.
- Ai sei idiota! - gritei quando ele já estava longe, que menino infantil!
Quando me abaixei para pegar meus livros, praguejando aquele idiota, quando alguém parou pra me ajudar.
- Pronto estão aqui!  - disse a pessoa já em pé
- Ah resolvel voltar seu idiota? - disse imaginando encontrar Fernando novamente
- O que disse?
- Que resolveu volt...- quando olhei para cima, quase tive um choque. Alex parado na minha frente com meus livros com uma expressão meio confusa.
- Seus livros. - disse ele me entregando-os. Eu estava estática não conseguia articular nenhuma palavra, ai que ódio cérebro funciona.
- È ah obrigada. - disse com as mãos tremulas pelo momento inesperado.
- Que isso. - disse ele dando uma piscadinha de morrer, e saindo.
E essa foi minhas primeiras e ultimas palavras com ele,por que acho que morri do coração.

sábado, 16 de abril de 2011

Um beijo part3

Não sei se ele já sabia ou tinha ficado mais espantado do que eu, mas só sorriu como se estivesse me conhecendo agora.
- Oh meu filho essa é Amanda filha de Débora, ela tem a mesma idade que a sua, viu que não vai ser tão difícil assim fazer novos amigos? - disse a mãe dele. Eu amiga desse cara, só se eu estivesse louca.
- Olá Amanda, muito prazer em conhece-la. - disse ele dando um aperto em minha mão um pouco forte demais.
- Olá o prazer é todo meu.
- Mas então gostaria que almoçassem com a gente, meu marido só chega a noite assim seria uma boa oportunidade da gente se conhecer.  - disse minha mãe levando-os para a sala de jantar enquanto eu Fernando ficávamos na sala nos encarando
- Ah então a louca que quebrou na rodinha de meu skate, é minha vizinha, que maravilha não? - disse ele irónico
- Oh e o louco que quase me matou atropelada, mora ao lado,que perigo! - revidei.
- Eu quero outra peça pro meu skate! - disse ele chegando mais perto.
- Rárá, até parece não mandei passar por cima de mim!
- Eu já pedi desculpas!
-Crianças vamos o almoço já esta na mesa. - disse minha mãe aparecendo de repente na sala.
- Ah sim vamos. - disse forçando um sorriso.
- Oh pelo que vejo vocês estão se dando muito bem, que bom!
- Oh a senhora nem imagina. - disse dando um sorriso maligno, para Fernando.
Depois de um tempo eles foram embora, eu agradeci a Deus por que já não aguentava mais ficar olhando para Fernando que a toda hora me provocava, os pais eram otimos mas aquele menino era insuportável. Estava afim de relaxar, então fui logo para a sala de musica, no fim do corredor do segundo andar, bem longe do quarto da bebe. Ali era um espaço otimo, tinha uma vista incrível por ser alto. E alem disso, uma parte do telhado era de  vidro, fazendo que o local ficasse refletido pela luz da lua quando anoitecia.
Comecei a tocar lentamente,não pensava em nenhuma musica só dedilhava no teclado com delicadeza, fazendo que logo a musica preenchesse todo o local, e me preenchesse, deixando-me calma por dentro. A musica fluía em mim como um rio. Quando melodia estava crescendo no ambiente deixando de ser suave, um barulho ensurdecedor, começou no andar debaixo. Continuei tocando como se nada me abalasse, devia ser algum carro de som passando pela rua. Mas para minha infelicidade o barulho continuou e bem mais alto e forte. Fui até a janela, e vi que o som vinha da casa ao lado.
- Mal chegaram e já estavam dando uma festa? - Mas não, na janela em frente a sala de musica, Fernando tocava sua guitarra absurdamente alta,se curvando como uma minhoca louca. Era só o que me faltava, esse idiota tocava guitarra e precisamente bem na frente da minha sala de musica? Por acaso eu joguei pedra na cruz? O que esse fulano metido a guitarrista do nirvana tinha que ficar bem em frente a minha casa? Bem em frente ao meu local? Ele só apareceu pra infernizar a minha vida!
- Respira, não deixe-se abalar ele esta fazendo isso só pra te provocar - eu acho - È só continuar tocando como se nada estivesse acontecendo...- até ele começar a cantar! Agora ele estava forçando a barra. Melhor eu ir dar um passeio pela pracinha antes que eu atacasse alguma coisa na janela do vizinho.
Fui para a pracinha da rua, esperando Carol pra conversarmos mais sobre o meu querido o único que poderia acalmar o meu dia. Precisava descobri alguma coisa sobre ele, saber das coisas que ele gostava quem sabe poderíamos encontrar afinidades... E pensando nele, Alex vinha saindo da sorveteria da esquina, junto com Isabela? Será que eu estava enxergando bem? A garota que já saiu com todos do colégio estava dando em cima do meu paquera? Hoje sinceramente não era o meu dia. mas não deixaria isso barato ela acaba de se tornar minha inimiga numero um!

Um beijo part2

Tudo bem eu me rendo! Pensei assim que acabei de acordar, lembrando-me do sonho da noite anterior. Como seria ficar com Alex? Bom meu sonho foi perfeito, maravilhoso, mesmo não me apaixonando por ninguém até aquele presente momento eu idealizava que meu primeiro beijo fosse inesquecível, afinal não esperei todo esse tempo pra ser comum.

Precisava me controlar, afinal a estrada para o meu "beijo de amor" seria razoavelmente longa, afinal tinha que conquista-lo não ser só mais uma garota fácil na vida de Alex, disso ele já devia estar aos montes nos pés dele. Agora como eu chamaria a atenção dele? Contava com as ideias de Carol pra isso acontecer.
Sai de casa com certa animação, coisa que não era muito comum. Apesar de que estávamos anos primeiros meses de aula, mas minha vontade era logo de terminar. Mas agora por um motivo maior, eu estava animada para começar minha missão.
Quando sai de casa, havia um caminhão de mudanças no vizinho, eles estavam se mudando hoje, e todos estavam curiosos para saber quem eram todos imaginavam que deviam ser gente com muito dinheiro por que a casa estava um luxo só!
- Bando de gente fofoqueira - murmurei. Mas eu admitia a casa era linda mesmo, principalmente o canteiro de rosas, minhas flores preferidas.
- Sai da frente! - ouvi alguém gritando comigo, mas já era tarde demais, só senti um baque me levando ao chão.
- O que é isso hein, não olha por onde anda? - disse controlando minha fúria enquanto uma mula de skate ria sem parar de minha cara.
- Desculpe, mas eu pedi pra sair da frente. - disse a criatura do skate.
- Pode pelo menos me ajudar a levantar, idiota?
- Com tanto elogios merecia ficar ai queridinha! - disse ele me ajudando com má vontade. Peguei meus livros que haviam se espalhado pelo chão. - Puts perdi uma rodinha do skate novinho. - choramingou o desconhecido
- Bem feito! Isso que dá sair atropelando as pessoas.
- O minha filha a baixa a bola que eu não estou falando contigo, não mandei ficar na minha frente. - fiquei incrédula com a resposta daquele idiota, respirei bem fundo, para não dar uma má resposta afinal se ficasse ali mais um minuto chegaria atrasada a escola.
- Tudo bem deixe me ir, não vou ficar perdendo meu tempo com você. `- mas não me aguentei ao ver o que ele procurava bem debaixo de meus pés. Pisei com força, e sai em disparada pela escola enquanto ele praguejava.
- Amiga o que aconteceu com seu cabelo? - disse Carol assim que a encontrei na entrada.
- Ah está um horror não? È que um idiota me atropelou quando estava vindo para cá. Esta muito ruim?
- Só um pouco desarrumado, deixe-me arruma-la. - Foi nessa hora que Alex entrou com os amigos dele na escola, como aquele lindo dos olhos verdes, e aqueles cabelos loiros.
- Ai amiga, ele esta ali, não deixa ele me ver assim - me desesperei.
- Calma já esta arrumada, agora você precisa me explicar o porquê desse encantamento pelo Alex logo agora. Você já o conhece, sabe que os comentários não são assim tão bons.
- Ah será que tudo o que dizem é verdade? E amiga eu acho que ele esta me paquerando, nos esbarramos duas vezes no corredor semana passada.
- Isso não quer dizer muita coisa, mas ajudarei você já que é o que você quer.
- Obrigada sabia que poderia contar contigo.
Na hora do intervalo, eu e Carol junto com Melissa, outra amiga minha, tentávamos arrumar algum esquema para chamar atenção do Alex.
- Bom todas as meninas vão aos treinos dele. Você aparecer por lá.
- Ah isso já é batido, se todas as garotas vão vai ser difícil.
- Meu irmão é amigo dele, acho que posso tentar descolar a agenda dele assim você já sabe onde estar quando ele também estiver. - disse Mel
- Boa ideia. Estou tão empolgada. - disse já sonhando acordada. Pois é quem disse que o amor te deixa idiota estava certo.
Fui direto pra casa, assim que sai da escola, tinha um monte de dever pra fazer, e tinha que ensaiar logo minha canção solo de piano, para concluir aquele modulo.
-Que bom que já chegou quero te apresentar, aos nossos novos vizinhos! - disse minha mãe me puxando assim que cheguei da escola, não entendia sua obsessão para conhecer as pessoas que morariam ao lado de nossa casa.
- Mas eles já estão aqui?
-Sim eu os convidei, por educação. Bom aqui esta a minha filha de quem eu falei. - disse ela me mostrando como se fosse um troféu. - Esses são Linda e Afonso, e essa e minha Amanda.
- Olá prazer em conhecê-lo sejam bem vindos à cidade.
- Oh prazer é meu, sua mãe é muito gentil, nos também temos um filho de sua idade, chama-se Fernando...
- Alguém falou meu nome? - disse um garoto atrás de mim, quando olhei para trás não contive o meu espanto, o garoto chato do skate era filho do casal vizinho? Isso era brincadeira!





Um beijo part1


Uma garota comum, mas por dentro muito sonhadora...

Sabe aqueles momentos que parecem de filme onde a imagem congela em um único foco? Pois é foi assim que me senti ao vê-lo. Sentimento estranho e palpitante em meu peito que antes nunca fora sentido.
Estava no auge de meus 16 anos, era uma garota comum, muito tímida para meu gosto de poucos amigos, mas sempre verdadeiros. Até aquele presente momento sem nenhum namorado no currículo amoroso, sem nunca ter provado um beijo. Meus colegas me chamavam de careta só por não querer participar do ritual de germes que eles passavam ao ficarem com umas dez garotas em uma noite de balada. Pois é prefiro ser careta e esperar alguém que valha a pena, não alguém com que eu falei menos de cinco minutos e fui pro canto dar uns amasso, e no dia seguinte nem lembrar o nome dele. Anormal? Tem quem ache mais eu só tenho uma opinião diferente dos demais, e acredito e confio nela.
Naquela tarde quando voltava da minha aula de piano, vi o lindo o divino do Alex jogando bola na quadra da escola com seus amigos. Bastou ver aquela cena, para eu ficar abobalhada com as outras garotas da minha classe. Ele é o tipo de garoto popular que vai mal nas matérias, mas mandava bem com as garotas. Até aquele momento ele era indiferente para mim, tudo bem nem tão indiferente assim por que ele era bonito. Mas ultimamente, andávamos nos esbarrando muito nos corredores da escola. Foi o bastante para meu querido e idiota cupido dar sinais de que minha situação tachada pela sociedade de careta estava para mudar. Grande erro ou engano? Você simplesmente perde a razão quando o coração acha que encontrou a pessoa ideal.
Apertei o passo em direção a minha casa, a fim de ficar horas ao telefone com Carol minha amiga, irmã de pais diferente, a única que me conhece só de olhar.
Da porta de casa ouvia-se minha mãe gritando com Juliana, a mulher que lhe ajudava em casa, já que ela estava gravida de cinco meses. Daqui a quatro e lindos meses eu ganharia uma irmãzinha para esguelhar em meu ouvido às quatro da manhã, tenho medo dessa fase.

- Filha já chegou? - disse ela assim que coloquei os pés dentro de casa.
- Acabei de chegar. - disse enquanto ela me abraçava, estava tão carente ultimamente.
- Você não sabe, amanha os novos vizinhos irão chegar a mobília deles é tão linda. - disse minha mãe com os olhos brilhando. Nos últimos meses a casa ao lado estava sendo reformada, era uma casa tão velha que nem parece a grande e linda mansão que é hoje. Minha mãe ficou "gamada", na decoração que ela viu, logo irá querer se tornar amiga do casal. Era típico dela.
- O que ótima mãe, agora vou subir tem que estudar. - disse dando-lhe um beijo rápido e correndo pra meu quarto, precisa urgente falar com Carol.
- Mas eai ele esta disponível? - perguntei a Carol, ao telefone.
- Olha eu não sei, mas a Mônica não está mais com ele.
- Então ele esta disponível! - vibrei com a noticia, acho que eu estava sendo desesperada, mas de repente a vontade de mudar minha situação, deu um gás.
- Você tem certeza, eu lhe disse que o vi olhando de um jeito diferente, mas não vá se empolgando você sabe a fama dele não quero que se machuque.
- Fique tranquila acho que sei o que eu estou fazendo - ou não, mas se arriscar de vez enquanto não faz mal a ninguém!






A Cura!

" Rezei para ter mais uma chance com você, para dizer que te amo, e vou continuar te amando" - Beijada por um anjo.
O quarto estava um silencio total, as persianas estavam fechadas deixando o lugar mais sombrio. O único som além dos aparelhos que a monitoravam, era o som de sua respiração fraca.
 Ao me aproximar de sua cama, me surpreendi. Onde foi parar aquele lindo rosto angelical? Seu rosto era pálido,sem vida. Tinhas profundas olheiras em volta deles. Sua linda pele de pêssego, tinha envelhecido uns dez anos.
- Como deixei isso acontecer? - perguntei apoiando minha cabeça em suas mãos. Não podia perde-la.
- Você veio! - ouvi sua voz fraca dizer. Olhei para seu rosto, que lacrimejava e sorria ao mesmo tempo ao me ver. Pelo menos o brilho de seus olhos castanhos tinha voltado. - Pensei que nunca mais o veria, não sabe como senti sua falta.
- Shhh não se canse, estou aqui agora pra ficar do seu lado, demorei mas estou aqui.  - Ela abriu aquele sorriso que eu tanto amava, isso iluminou seu rosto. Mas mesmo assim era de cortar o coração ver a mulher que eu amava morrendo em cima de uma cama de hospital.
-Olha trouxe suas flores preferidas, vão alegrar o seu dia. E vou abri um pouco essas janelas seu que você gosta da luz do sol. - Disse colocando as flores perto dela, e aproveitando para abrir um pouco aquelas janelas, o sol estava quase se pondo no horizonte, é a hora do dia que ela mais gosta ; o crepúsculo.
- Por que esta aqui? - perguntou ela com a voz um pouco mais forte.
- Você quer que eu saia? - perguntei franzindo a testa para ela.
- Não, claro que não. Fico contente por estar aqui. Mas fico me perguntando o por que depois de tanto tempo, você esta aqui.
Fiquei calado, nem eu sabia a resposta disso, só me lembro de ter entrado em um avião assim que soube que ela se encontrava hospitalizada.
- Eu não sei. - disse baixo depois de um tempo.
- Tudo bem, fico feliz do mesmo jeito, pelo menos poderei morrer em paz.
- Não fale uma coisa dessas! - corri para seu lado e segurando seu rosto entre minhas mãos. - Nunca mais diga uma coisa dessas, você vai se curar. Não suportaria te perder.
- Isso já aconteceu, há dois anos quando você bateu a porta do meu apartamento naquela primavera dizendo que ia voltar e não fez isso. Você me abandonou primeiro. - disse ela em lágrimas.
- Por muito tempo eu quis voltar e te explicar o por que mas as coisas saíram do meu controle. Mas saiba que fiz tudo para seu bem.
- Como me abandonando? Você sabia que eu estaria bem ao seu lado, era só isso que eu precisava. Mas agora já foi feito, eu já perdi você, logo voltará a sua vida normal e eu irei morrer.
- Isso não vai acontecer. Não vai me perder eu estou aqui agora e prometo que não sairei!
- Não faça promessas da qual não poderá cumprir. - calei-me ela tinha razão por estar brava comigo. ah se ela soubesse o quanto eu senti a sua falta e como gostaria de viver o tempo que restasse ao seu lado. Se eu estava aqui eu não a deixaria sozinha!
- Acho que demorei tempo de mais para isso, mas eu queria que soubesse, que eu te amo! - disse olhando firme em seu olhos que se derramou em lágrimas.
- Nunca é tarde demais para dizer o que sente, eu também te amo muito e nunca vou deixar de amar! - com muita delicadeza, encostei meus lábios nos dela, selando aquele momento.
- Obrigada! - disse fechando seus olhos, e de repente um apito começou a soar do seu lado, sua mão em que eu segurava caiu do lado do seu corpo inerte.
- Não por favor não me deixa agora! - disse debruçando-me sobre seu corpo gelado.
 Dois anos depois...
 Acordei com o sol, aquecendo meu rosto. Estava na varanda de casa sentindo o vento em meu rosto naquela linda tarde de Novembro. 
- Amor você não sabe! Conseguimos estou gravida! - disse ela entrando todo afobada no nosso quarto. Estava linda como nunca, nem parece que há dois anos estava doente.
- Jura meu amor! Eu sabia que tudo ia dar certo! - disse rodopiando-a no ar.
- Eu te amo, eu sabia que tudo ia melhorar com você do meu lado, só você é a minha cura!
- Eu também a amo! - disse dando-lhe um beijo, agora tudo estava completo.