sábado, 16 de abril de 2011

Um beijo part1


Uma garota comum, mas por dentro muito sonhadora...

Sabe aqueles momentos que parecem de filme onde a imagem congela em um único foco? Pois é foi assim que me senti ao vê-lo. Sentimento estranho e palpitante em meu peito que antes nunca fora sentido.
Estava no auge de meus 16 anos, era uma garota comum, muito tímida para meu gosto de poucos amigos, mas sempre verdadeiros. Até aquele presente momento sem nenhum namorado no currículo amoroso, sem nunca ter provado um beijo. Meus colegas me chamavam de careta só por não querer participar do ritual de germes que eles passavam ao ficarem com umas dez garotas em uma noite de balada. Pois é prefiro ser careta e esperar alguém que valha a pena, não alguém com que eu falei menos de cinco minutos e fui pro canto dar uns amasso, e no dia seguinte nem lembrar o nome dele. Anormal? Tem quem ache mais eu só tenho uma opinião diferente dos demais, e acredito e confio nela.
Naquela tarde quando voltava da minha aula de piano, vi o lindo o divino do Alex jogando bola na quadra da escola com seus amigos. Bastou ver aquela cena, para eu ficar abobalhada com as outras garotas da minha classe. Ele é o tipo de garoto popular que vai mal nas matérias, mas mandava bem com as garotas. Até aquele momento ele era indiferente para mim, tudo bem nem tão indiferente assim por que ele era bonito. Mas ultimamente, andávamos nos esbarrando muito nos corredores da escola. Foi o bastante para meu querido e idiota cupido dar sinais de que minha situação tachada pela sociedade de careta estava para mudar. Grande erro ou engano? Você simplesmente perde a razão quando o coração acha que encontrou a pessoa ideal.
Apertei o passo em direção a minha casa, a fim de ficar horas ao telefone com Carol minha amiga, irmã de pais diferente, a única que me conhece só de olhar.
Da porta de casa ouvia-se minha mãe gritando com Juliana, a mulher que lhe ajudava em casa, já que ela estava gravida de cinco meses. Daqui a quatro e lindos meses eu ganharia uma irmãzinha para esguelhar em meu ouvido às quatro da manhã, tenho medo dessa fase.

- Filha já chegou? - disse ela assim que coloquei os pés dentro de casa.
- Acabei de chegar. - disse enquanto ela me abraçava, estava tão carente ultimamente.
- Você não sabe, amanha os novos vizinhos irão chegar a mobília deles é tão linda. - disse minha mãe com os olhos brilhando. Nos últimos meses a casa ao lado estava sendo reformada, era uma casa tão velha que nem parece a grande e linda mansão que é hoje. Minha mãe ficou "gamada", na decoração que ela viu, logo irá querer se tornar amiga do casal. Era típico dela.
- O que ótima mãe, agora vou subir tem que estudar. - disse dando-lhe um beijo rápido e correndo pra meu quarto, precisa urgente falar com Carol.
- Mas eai ele esta disponível? - perguntei a Carol, ao telefone.
- Olha eu não sei, mas a Mônica não está mais com ele.
- Então ele esta disponível! - vibrei com a noticia, acho que eu estava sendo desesperada, mas de repente a vontade de mudar minha situação, deu um gás.
- Você tem certeza, eu lhe disse que o vi olhando de um jeito diferente, mas não vá se empolgando você sabe a fama dele não quero que se machuque.
- Fique tranquila acho que sei o que eu estou fazendo - ou não, mas se arriscar de vez enquanto não faz mal a ninguém!






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