" Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz a ponto de não conseguir fechar os olhos... - Clarice Lispector"
Há dias em que uma angustia doe em meu peito, pode acreditar é saudades suas. Tem dias que chega a chorar de dor por olhar para o lado e não te ver. Mas as coisas mudam, a cada dia a uma nova oportunidade. Se num dia eu estava mal sem sua presença, hoje pode acreditar que irei chorar de alegria por te ver. È estranho a maneira que eu sinto sua falta, a vontade de te abraçar cada vez que olho nos teus olhos , mas eu não importo só sinto.
Não você ainda não esta aqui como eu quero, ainda não posso te chamar de amor, mas o que me deixa feliz é a sua felicidade, é o seu sorriso sincero, é quando você mostra aquilo que esta dentro do teu coração.
Dos teus mil defeitos, mil e um são qualidades. E eu olho para você e não penso em te mudar, seja naquilo que eu mais odeio deixaria de ser você se algo faltasse. Você é completo para mim.
E quando eu fecho os meus olhos eu ainda sinto o seu sorriso, é uma coisa que passa de você para mim. Como eu acho que você também sente, eu sinto que sei, e não me engano. O que falta para os ficarmos juntos? Verdadeiramente eu ainda não sei, mas esse dia vai chegar.
Eu passei um bom tempo pensando, e descobri muita coisa, sei que aquilo que você planta amanha você colhe, um dia eu plantei medo na minha vida, medo de que você fosse embora da minha vida, e eu perdi por isso. Mas hoje eu coloco na minha mente a esperança e a certeza de que a cada dia que passa é um dia a menos para ficarmos juntos. Obrigada por me fazer sorrir.
Lembranças, sonhos, desejos, lágrimas, vontades, sentimentos, rascunhadas em palavras e sentidas em um coração!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Perfeitos
Ele
Ela adora me provocar, não me esqueço do dia em que a vi tomando um drinks despreocupada com uns amigos. Seu sorriso era e ainda é o que mais me encanta. Todos riem quando eu digo que ela é perfeita. Mas o que posso fazer se ela é perfeita.
Seus cabelos nunca param no lugar, ela tem mania de roer as unhas quando esta ansiosa, sempre deixa o leite derramar quando coloca-o para ferver. Ela odeia salto alto, e usa pouca maquiagem, eu a acho linda mesmo quando esta com um dos seus velhos moletons causa jeans e all star. Ela não admite mas sempre chora em filme de romance, ou em algum drama estilo 'marley e eu". È chocolátra adorava bata frita, e tem um senso de direção muito peculiar. Sua bolsa nunca esta arrumada - ela sempre perde as chaves . Ela odeia rotinas, altualmente seu feitos na cozinha estão entre ferver agua e fazer macarrão estantâneo.
Sua voz é fica mais grave ao acordar, ela tem medo do escuro e dança incrivelmente bem. Nunca lembra de colocar gasolina no carro, odeia quando eu deixo a toalha molhada na cama - sempre faz um discurso quando faço isso . Fica vermelha quando a elogiam, e sempre que eu digo que a amo ela me chama de bobo ri e me abraça. Ela sempre pergunta como foi o meu dia, enquanto me faz uma massagem, sabe todas musicas que eu gosto, e sabe ser gentil até com a caixa mau humorada do supermecado. Não gosta de matemática, dorme em cima do trabalho, adora cinema, arte e televisão. Quando esta com ciumes finge ser indiferente mas nunca dá certo. Ela adora o meu cabelo, e odeia quando eu o corto.Aoora me fazer dormir me fazendo carinho, e sempre me dá um beijo de boa noite ; mesmo que eu já esteja dormindo. Tem óimos conselhos, e sempre esta ao meu lado quando tenho que tomar alguma decisão importante. E não há um dia sequer em que ela não diga que me ama. È longe de ser a mulher maravilha, mas é perfeita.
Ela
Ele é incrível, é perfeito para alguém como eu. Sempre me protege do frio quando esqueço minha blusa no carro. Cozinha perfeitamente bem, sabe o tipo de flores que eu gosto. Consegue me achar bonita mesmo com o meu pijama velho - um shorts e a minha camista do kiss. Deixa eu apertar a mão dele quando vamos na montanha russa, para tudo o que esta fazendo quando eu começo a gritar com medo de algum inseto - principalmente baratas. E depois ri quando eu estou com medo de algum filme de terror. È responsável, pontual mas sempre deixa a toalha molhada em cima da minha cama. Dorme sempre mais cedo que eu, mas volta para me levar para cama quando durmo em cima do trabalho. È controlado quando esta com ciumes, e sempre me dá um beijo de bom dia ;mesmo quando estou dormindo;quando vai trabalhar. Sempre arruma um jeito de me fazer sorrir, adoro quando ele aparece todo suado e me beija quando chega da academia, ele sempre diz que meu cabelo é bonito mesmo quando estou descabelada, e sempre me consola quando algo dá errado comigo. Não há um dia se quer em que ele não diga que me ama. è perfeito e é real.
Não importa o números de defeitos, o peso, a altura o dinheiro, tudo é perfeito quando é simplesmente real. E não importa o que aconteça eles sempre vão ser perfeitos uma para o outro.
domingo, 19 de junho de 2011
Simples
Aquela era a terceira briga em uma semana. Eu estava farta de morar com minha mãe e ela sempre tentando me controlar. Não via a hora de fazer dezoito e me mudar de vez. Tudo bem eu sentiria falta de tudo, principalmente do mar, mas aquelas brigas me chateavam muito. E como sempre quando eu ficava realmente com raiva começava a chorar.
Estranho não? Em vez de eu ter uma reação nem fosse descontrolada, como atacar copos na parede, eu começava a chorar.
- Brigaram de novo? - perguntou Dani parado na minha frente. Foi ai que eu vi que estava jogada na escada de casa, chorando feito louca.
- O que você acha? - perguntei sem olhar para ele. Ele sabia melhor do ninguém dos meu problemas, já devia estar de saco cheio das minhas crise. mas em vez de dar meia volta e ir embora, agachou-se na minha altura e me puxou para seus braços, uma maneira de me consolar. Eu não resistia ao seus abraços acolhedores, agarrei-me a ele como uma prancha de salvação no meio do mar.
- Vem vamos sair daqui. - disse ele me puxando para darmos uma caminhada.
Enquanto caminhávamos pela praia, o sol no horizonte já caia, parecendo se esconder. Eu adorava morar na praia, desde a separação dos meus pais, eu sabia de uma coisa eu não sairia dali por nada. Mesmo que eu sentisse a falta de meu pai e isso rendesse muitas brigas com a minha mãe. Por que eu sabia que para o mar que eu fugiria ele iria me consolar, junto com Dani. Daniel era o meu melhor amigo desde quando eu o vi pela primeira vez há uns dez anos. Tínhamos seis anos de idade e desde então nunca nos separávamos. Vivíamos um relacionamento estranho, eu contava tudo para ele, era o meu melhor amigo, sabíamos de vários segredos um do outro, e era estranho pois de uns tempos para cá alem da amizade existia um carinho maior, uma amor dentro do meu peito por ele. Como contar segredos meus a ele e ao mesmo tempo imaginávamos casando e tendo filhos? Ele não sabia explicar a nossa relação. Ele dizia que éramos bons exemplos de boyfrend e girlfriend. Mas nos dávamos bem com nossa estranha relação. Principalmente em momentos como aquele. Caminhando a beira mar, abraçados e em silencio. Sentindo a brisa do mar tocando nossa pele, o cheiro de maresia que me simplesmente me encantava, e olhando a lua aparecendo e refletindo no azul do mar...
- Vamos me conte o que houve dessa vez? - perguntou ele depois de longos minutos em silencio.
- Você já sabe ela querendo me controlar e armando um escândalo toda vez que ameaço ir morar com o meu pai, e me dizendo que sou uma ingrata. - contei entediada ele sabia daquela novela.
- Você teria coragem mesmo de ir morar com o seu pai, na Espanha? - perguntou ele com um temor na voz.
- Eu tenho vários motivos para ir morar com ele. Poderia entrar em uma boa faculdade, com meu pai as coisas são mais fáceis, não há tanta pressão, não tantas cobranças sem falar que não brigamos!Alem das oportunidades que eu teria de ir morar em outro pais. - disse dando voltas na minha resposta
- Então sim você iria morar com seu pai? - perguntou impaciente.
- Mas pensando por outro lado, não consigo me imaginar longe da praia, longe da minha mãe que por mais que a gente brigue não consigo abandona-la aqui. E bom eu tenho um motivo muito importante que se não fosse ele eu já estaria bem longe daqui...
- E qual é?
- È óbvio que é você! Se não estivesse aqui cuidado de mim, me aguentando nos meus momentos de histeria e cuidando de mim, bom eu com certeza eu já teria fugido. - ele me abraçou bem forte rindo com tal afirmação.
- Eu discordo, você aguentaria sim. Você é mais forte do que imagina. Eu sinto isso.
- Tem horas que não sinto.
- E o que você sente?
- Isso. - disse ficando nas ponta do pés para beija-lo.
- Boba! - disse rindo e me puxando para andar de volta para casa. Sentindo as variações do clima tropical.
E de repente tudo voltada a ser com o antes : simples. E intenso.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Planos
Sabe as vezes eu fico assim olhando pro nada mas penso em tudo. E assim do nada um sorriso involuntário surgi em meus rosto... é você habitando os meus pensamentos.
Ah se você soubesse de tudo o que passa pela minha mente... quando eu digo que sonho eu não meço os detalhes. Quantas vezes eu já não imaginei você me esperando de manhã para juntos caminharmos até a escola de mãos dadas. Imagino eu em seus braços e você me contando o seu dia. Como será ser sua namorada? Conhecer sua família, ser lembrada com sua "garota"... Conhecer seus amigos e também ser amiga deles. Como deve ser morrer de saudades suas e correr para te ligar só para ouvir sua voz? Ah e como deve ser ficar em silencio em seus braços ouvindo sua respiração, ou até mesmo ouvindo o doce som da melodia de sua voz. Queria ficar a te observar o quanto eu quisesse, sabe eu não me cansaria de olhar em seus olhos e memorizar cada centímetro do seu rosto. Será que brigariámos muito? Será que você iria sentir ciumes de mim? E como seriam nossas pazes? Bom de uma coisa eu sei não aguentaria ficar um segundo brigada contigo...
Ah e os carinhos... Como gostaria de fazer carinho em seu cabelo e ficar te olhando dormir, é como contemplar um anjo, o meu anjo...
Você iria dizer que me ama? E o nossos beijos iriam ser longos e apaixonados? Iriam fazer com que sairemos do mundo e tudo parasse ao nosso redor?
È eu simplesmente sonho alto, sonho com vontade mas será que um dia isso deixará de ser só um sonho? Se dependesse só de mim com certeza nesse mesmo momento eu estaria com você, mas se não é agora algum pode ser....
Ah se você soubesse de tudo o que passa pela minha mente... quando eu digo que sonho eu não meço os detalhes. Quantas vezes eu já não imaginei você me esperando de manhã para juntos caminharmos até a escola de mãos dadas. Imagino eu em seus braços e você me contando o seu dia. Como será ser sua namorada? Conhecer sua família, ser lembrada com sua "garota"... Conhecer seus amigos e também ser amiga deles. Como deve ser morrer de saudades suas e correr para te ligar só para ouvir sua voz? Ah e como deve ser ficar em silencio em seus braços ouvindo sua respiração, ou até mesmo ouvindo o doce som da melodia de sua voz. Queria ficar a te observar o quanto eu quisesse, sabe eu não me cansaria de olhar em seus olhos e memorizar cada centímetro do seu rosto. Será que brigariámos muito? Será que você iria sentir ciumes de mim? E como seriam nossas pazes? Bom de uma coisa eu sei não aguentaria ficar um segundo brigada contigo...
Ah e os carinhos... Como gostaria de fazer carinho em seu cabelo e ficar te olhando dormir, é como contemplar um anjo, o meu anjo...
Você iria dizer que me ama? E o nossos beijos iriam ser longos e apaixonados? Iriam fazer com que sairemos do mundo e tudo parasse ao nosso redor?
È eu simplesmente sonho alto, sonho com vontade mas será que um dia isso deixará de ser só um sonho? Se dependesse só de mim com certeza nesse mesmo momento eu estaria com você, mas se não é agora algum pode ser....
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Em busca de um amor final
Dois meses haviam se passado. Minha vida tinha mudado completamente. Dali uma semana eu faria minha primeira grande exposição. Desde que eu voltei de Nova Iorque eu só havia trabalhado e me empenhado em fazer que tudo a partir dali valesse a pena. Até um curso de fotografia eu havia feito.
Logo que cheguei minha mãe fez um escândalo por causa do meu sumiço, mas eu a coloquei no lugar dela pela primeira vez me impondo.
- Olha eu já sou de maior, eu a amo muito sei que faz tudo para que seu filhos sejam felizes. Mas olha eu vi o quanto Biel esta feliz em Nova Iorque sendo um excelente medico, e ele tem a mesma coragem que a senhora tem. Você pode dizer o quanto quiser que não tem mais um filho mas sente falta dele como uma mãe normal. Se não quiser ver outra filha indo embora trate de deixar que seu filhos vivam a vida deles, os resultados serão bons. - disse com calmas mas com firmeza, o que a deixou de boca a aberta. E até que algumas mudanças ela melhorou. Me ajudou com uma reforma no meu apartamento, com a exposição e o melhor até ligado para Gabriel ela ligou. Até fiquei sabendo que em sua caixa de mensagens o que não faltavam eram email não enviados para ele.
Posso dizer que o amor que eu sentia por Henrique continuava intacto no meu coração. E não irei negar que na data de seu casamento o que mais fiz foi chorar. Ele me proporcionou os melhores momentos da minha vida. E esse amor eu o transformei em força para que o meu futuro pudesse ter ótimos frutos.
No dia da minha exposição o que não me faltava eram elogios. Tudo o que estava ali eram pinturas de lembranças da minha vida com Henrique. O que eu havia pintado quando estávamos juntos o depois e o que sobrou depois da viajem. Era minha forma de me despedir.
Consegui um bom patrocinador de arte, que além de me chamar para trabalhar em sua galeria queria compra a maioria de meus quadros.
- Filha estou muito orgulhosa de você, não sabia desse seu talento todo, mas agora que sei sinto-me até envergonhada por antes não querer deixar você viver o seu sonho - disse minha mãe.
- Não se envergonhe sei que quis o meu melhor. - disse abraçando-a
- Pena que o seu irmão não pode vir.
- Também senti a falta dele,mas fazer o que se meu irmão é o medico mais requisitado. - disse rindo
Aquela foi a noite mais maravilhosa do mundo, me senti feliz e realizada. Fiquei até mais tarde admirando o meu trabalho.
- Nossa acho que cheguei tarde demais! - disse alguém, meu coração deu um salto quando olhei para onde vinha aquela voz e me deparei com simplesmente Henrique parado na minha frente. - Desculpe meu voo atrasou!
- O que faz aqui? - disse incrédula.
- Bom como Gabriel não pode vir mandou-me no lugar dele. Trouxe até um presente. - disse ele me dando um ramalhete de flores.
- Bom obrigada, nem sei o que dizer... - disse completamente sem acção - Mas me diga cadê sua esposa? - disse olhando para suas mãos a procura da aliança.
- Bom á três meses, uma pessoa muito especial que me fez sofrer muito reapareceu na minha vida. No começo fiquei louco, por que doeu muito a perda, mas a saudade me reprimia. No dia em que eu a perdi pela segunda vez foi insuportável. Como um coração pode quebrar-se duas vezes? No dia do meu casamento,eu chorei mesmo quando vi minha noiva entrando, mas não de alegria de desespero. Ainda mais depois de ver que aquela louca tinha me mandando um presente de casamento me desejando felicidades. - ele fez uma pausa rindo com a lembrança. - Não consegui me casar. Deixei minha noiva em prantos com uma família querendo me matar.
- E o que te trouxe até aqui? - disse com chorando com tal revelação.
- Bom depois de pedir um tempo para minha noiva eu contei-lhe toda verdade. Disse que ainda amava aquela louca que havia me deixado. Claro ela praguejou me bateu, você foi muito elogiada por ela - disse irónico. - Mas no fim ela disse " vá ser feliz!" O que me espantou,. Por dois meses eu fiquei completamente louco sem saber o que fazer da minha vida, eu havia mudado completamente meus planos de vida.
- E ai?
- Eai? Bom eu estou agora no Brasil, cometendo uma loucura que nem a louca que foi até Nova Iorque dizer que me amava. Bom eu tenho novidades para ela também, eu a amo! - aquilo foi o que bastou para eu me jogar nos braços dele e chorar de felicidade, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.
- Me perdoa por deixado você de novo, eu te amo muito e a minha vida só existe com você! - dizia ele em prantos enquanto me abraçava.
- Me desculpa por ter demorado tanto pra ir atrás de você, por não ter corrido atrás e... - ele me calou com um beijo caloroso. Beijava-o como se fosse a ultima vez, mas não era. Seria o primeiro do recomeço. Logo ouvi muitas palmas atrás de nós. Toda a minha família e alguns amigos nos assistiam até o safado do meu irmão que pelo jeito havia armado tudo.
- Vamos esquecer o passado, eu quero recomeçar com você, Casa-se comigo? - disse ele repentinamente.
- Eu claro que caso,você não irá se livra de mim tão fácil! - disse enquanto ele me rodopiava pelo salão.
- Juntos para sempre!
E ali o desfecho de uma historia de amor, que eu pensava que havia terminado mas só começou. Eu fui em busca do meu amor e você irá atrás do seu?
Por que não importa quanto tempo passe, quando é amor nada o impede de vive-lo.
Logo que cheguei minha mãe fez um escândalo por causa do meu sumiço, mas eu a coloquei no lugar dela pela primeira vez me impondo.
- Olha eu já sou de maior, eu a amo muito sei que faz tudo para que seu filhos sejam felizes. Mas olha eu vi o quanto Biel esta feliz em Nova Iorque sendo um excelente medico, e ele tem a mesma coragem que a senhora tem. Você pode dizer o quanto quiser que não tem mais um filho mas sente falta dele como uma mãe normal. Se não quiser ver outra filha indo embora trate de deixar que seu filhos vivam a vida deles, os resultados serão bons. - disse com calmas mas com firmeza, o que a deixou de boca a aberta. E até que algumas mudanças ela melhorou. Me ajudou com uma reforma no meu apartamento, com a exposição e o melhor até ligado para Gabriel ela ligou. Até fiquei sabendo que em sua caixa de mensagens o que não faltavam eram email não enviados para ele.
Posso dizer que o amor que eu sentia por Henrique continuava intacto no meu coração. E não irei negar que na data de seu casamento o que mais fiz foi chorar. Ele me proporcionou os melhores momentos da minha vida. E esse amor eu o transformei em força para que o meu futuro pudesse ter ótimos frutos.
No dia da minha exposição o que não me faltava eram elogios. Tudo o que estava ali eram pinturas de lembranças da minha vida com Henrique. O que eu havia pintado quando estávamos juntos o depois e o que sobrou depois da viajem. Era minha forma de me despedir.
Consegui um bom patrocinador de arte, que além de me chamar para trabalhar em sua galeria queria compra a maioria de meus quadros.
- Filha estou muito orgulhosa de você, não sabia desse seu talento todo, mas agora que sei sinto-me até envergonhada por antes não querer deixar você viver o seu sonho - disse minha mãe.
- Não se envergonhe sei que quis o meu melhor. - disse abraçando-a
- Pena que o seu irmão não pode vir.
- Também senti a falta dele,mas fazer o que se meu irmão é o medico mais requisitado. - disse rindo
Aquela foi a noite mais maravilhosa do mundo, me senti feliz e realizada. Fiquei até mais tarde admirando o meu trabalho.
- Nossa acho que cheguei tarde demais! - disse alguém, meu coração deu um salto quando olhei para onde vinha aquela voz e me deparei com simplesmente Henrique parado na minha frente. - Desculpe meu voo atrasou!
- O que faz aqui? - disse incrédula.
- Bom como Gabriel não pode vir mandou-me no lugar dele. Trouxe até um presente. - disse ele me dando um ramalhete de flores.
- Bom obrigada, nem sei o que dizer... - disse completamente sem acção - Mas me diga cadê sua esposa? - disse olhando para suas mãos a procura da aliança.
- Bom á três meses, uma pessoa muito especial que me fez sofrer muito reapareceu na minha vida. No começo fiquei louco, por que doeu muito a perda, mas a saudade me reprimia. No dia em que eu a perdi pela segunda vez foi insuportável. Como um coração pode quebrar-se duas vezes? No dia do meu casamento,eu chorei mesmo quando vi minha noiva entrando, mas não de alegria de desespero. Ainda mais depois de ver que aquela louca tinha me mandando um presente de casamento me desejando felicidades. - ele fez uma pausa rindo com a lembrança. - Não consegui me casar. Deixei minha noiva em prantos com uma família querendo me matar.
- E o que te trouxe até aqui? - disse com chorando com tal revelação.
- Bom depois de pedir um tempo para minha noiva eu contei-lhe toda verdade. Disse que ainda amava aquela louca que havia me deixado. Claro ela praguejou me bateu, você foi muito elogiada por ela - disse irónico. - Mas no fim ela disse " vá ser feliz!" O que me espantou,. Por dois meses eu fiquei completamente louco sem saber o que fazer da minha vida, eu havia mudado completamente meus planos de vida.
- E ai?
- Eai? Bom eu estou agora no Brasil, cometendo uma loucura que nem a louca que foi até Nova Iorque dizer que me amava. Bom eu tenho novidades para ela também, eu a amo! - aquilo foi o que bastou para eu me jogar nos braços dele e chorar de felicidade, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.
- Me perdoa por deixado você de novo, eu te amo muito e a minha vida só existe com você! - dizia ele em prantos enquanto me abraçava.
- Me desculpa por ter demorado tanto pra ir atrás de você, por não ter corrido atrás e... - ele me calou com um beijo caloroso. Beijava-o como se fosse a ultima vez, mas não era. Seria o primeiro do recomeço. Logo ouvi muitas palmas atrás de nós. Toda a minha família e alguns amigos nos assistiam até o safado do meu irmão que pelo jeito havia armado tudo.
- Vamos esquecer o passado, eu quero recomeçar com você, Casa-se comigo? - disse ele repentinamente.
- Eu claro que caso,você não irá se livra de mim tão fácil! - disse enquanto ele me rodopiava pelo salão.
- Juntos para sempre!
E ali o desfecho de uma historia de amor, que eu pensava que havia terminado mas só começou. Eu fui em busca do meu amor e você irá atrás do seu?
Por que não importa quanto tempo passe, quando é amor nada o impede de vive-lo.
domingo, 12 de junho de 2011
Em busca de um amor part11
- Dessa é serio Henrique, precisamos colocar os pingos nos "is". - disse assim que entrei.
- Eu já sei o que vai me dizer, sobre a gente no final de semana não tem explicação e eu vou me casar... - dizia ele com sinceridade.
- Henrique, eu vim do Brasil até para resolvermos uma situação mal resolvida a três anos atrás.
- Não tem o que resolver! Você deixou isso bem claro quando me deixou ir embora nessa mesma época! - alterou -se ele
- Eu não tinha escolha! Você sabia que meu pais não aprovavam o nosso namoro, e ela estava me ameaçando me mandar para um colégio interno!
- E que fosse, eu esperaria você o tempo que fosse, iria onde que tivesse que ir, mas não te abandonaria! Eu amava mesmo você! Só acho que me enganei quanto os seu sentimentos por mim!
- Não ouse a duvidar do que eu sinto, por isso estou aqui. Não sabe o quanto eu sofri quando você foi embora, tantas vezes eu queria que você voltasse mais eu não queria atrapalhar sua vida! - disse colocando tudo o que eu estava sentindo para fora.
- E eu você não imagina o quanto foi difícil, viver em um pais totalmente desconhecido querendo a qualquer minuto voltar e te sequestrar por que eu nunca amei uma pessoa como eu amei você eu não nego isso. - disse ele lágrimas escorriam de seus olhos como nos meus - Mas eu tive que ser forte não podia fraquejar, foi ai que Gisele apareceu e cuidou de mim mesmo que quando eu ainda sonhava com você pedindo para voltar. È por isso que estou com ela, por ter me ajudado quando eu mais precisava de você!
- Mas se a ama o que aconteceu com a gente na cabana? - perguntei sentindo o meu coração se quebrando.
- Foi só um momento, não digo que ali revivi todos os momentos lindos que vivemos, e que sim eu senti algo muito forte por você naquela noite, mas não posso deixar uma pessoa como Gisele por um amor que tempos depois e bagunça a minha vida. Sinto muito Clara, mas do mesmo jeito que você não teve escolha eu tenho, e escolhi ficar com alguém que não me abandonará. Você chegou tarde demais!
Aquilo foi como um baque. Meu coração se desfez em mil pedaços com aquilo. Todas as minhas esperanças foram para o lixo junto com o meu coração.
- Desculpe atormentar sua vida, mas eu não consegui te esquecer! Mas seja feliz. Adeus. - disse antes de sair correndo do seu apartamento.
Minhas mão tremiam eu parecia que ia ter um colapso nervoso. Minha voz não saia, e seguia sem rumo afim de ir para casa. Eu havia tentado ,joguei minha vida para o alto afim de busca-lo de volta pra ela. Mas como ele disse tarde demais eu perdi a chance da minha vida e com ela o meu amor foi embora.
Quando cheguei em casa, Gabriel olhou-me assustado eu parecia sem vida. E antes de ir ao chão ele me segurou.
- O que houve Clara aonde estava? - eu não disse nada, só cai em um pranto profundo traduzindo toda a minha dor.
Chorei tudo o que podia. Chorei de raiva de mim mesma, de arrependimento, de dor, de saudade,chorei por ter um coração partido. Quando me acalmei contei exactamente tudo a Gabriel, não havia mais o por que esconder.
- Agora esta tudo explicado tudo tem mais sentido. - disse ele enquanto afagava os meus cabelos. - mas você tentou, mesmo de um jeito errado mas tentou agora deixe-o ser feliz.
- Eu o amo muito. - disse entre soluços
- Se o ama deixe para viver aquilo que escolheu como o melhor.
Depois de muito refletir, vi que tinha que ir embora o meu propósito havia sido feito, se não havia dado certo não foi por questão de não tentar. Agora era vida nova. Seguir sem olhar nunca mais para trás.
Tive que ficar mais um semana em Nova Iorque até o meu visto expirar. Nesse tempo não encontrei-me mais com Gisele, evitava-a de todas as formas. Mas comprei-lhe um presente de casamento. Ela não era a culpada de nada ela só foi a salvação de meu amor. Deixei o presente com Marina parra não vê-la.
- Olha eu não a conheço bem, mas não estrague o casamento de minha irmã, você não sabe o quanto, ela ama Henrique. - disse ela olhando de um jeito muito serio
- Não irei atrapalhar em nada, sua irmã é uma ótima pessoa e será muito feliz, deseje-lhe felicidades. Não aparecerei no casamento para evitar transtornos.
- Eu não sei o que houve com você e com Henrique, mas vi que foi muito intenso a ponto de perturba-lo do modo que esta. Mas mesmo assim boa sorte. - disse ela se despedindo.
Um dia antes do casamento eu estava embarcando. Meu irmão me levou até ao aeroporto para nos despedirmos.
- Se cuida hein, mesmo depois de tudo adorei te-la por perto te amo muito irmanzinha. - dizia ele no portão de embarque
- Eu também, quando quiser apareça por lá, mamãe não diz mas sente muito a sua falta.
- Pode deixar, eu também sinto dela. Agora vá, esqueça o que acabou recomece.
- Obrigada, apareça na minha exposição. Até mais.
- Até.
Dei uma ultima olhada naquela linda cidade cinza pelo tempo onde eu entrei cheia de esperanças e sai refeita uma nova mulher mais madura.
Em busca de um amor part10
Nosso amor, nossas respirações mescladas de desejo, se misturavam enquanto nos amávamos no chão daquela cabana. Não havia o que dizer, só o calor de nosso beijos deixava claro que aquele amor de adolescente ainda vivia em nós. Era pulsante o desejo que tínhamos em nós, era muito amor reprimido.
Eu sempre sonhei com aquele momento, dizia que o meu primeiro amor seria com ele, e minha primeira noite também. Mesmo com minhas escolhas erradas eu sentia que amor era só com Henrique. Nada comparado ao tempo em que passei com Ricardo. Assim como a chuva ia passando adormeci em seus braços quentes que me afagavam tentando me proteger do frio.
Acordei com o sol em meu rosto. Estava sozinha na cabana, as minhas roupas estavam do meu lado e nenhum sinal de Henrique. Me vesti lembrando dos momentos calorosos da noite passada, dos momentos intensos vividos ao lado do homem que eu realmente amava.
Henrique me esperava do lado de fora, parecia pensativo, mergulhado em pensamentos...
- Bom dia - sussurrei indecisa de como nos comportaríamos depois da nossa noite. Mas ele só esboçou um leve sorriso.
- È melhor seguimos para a fazenda, devem estar preocupados. - eu só assenti enquanto subíamos no cavalo.
O caminho era calmo e silencioso. Só se ouvia os galopes do cavalo e nossa respiração tensa. Eu me perguntava o que seria da gente depois daquele linda noite?
Quando estávamos na porta da fazenda ouvi de longe os gritos de Gisele vindo em nossa direção.
- Graças a Deus vocês estão bem! Fique tão preocupada. - dizia enquanto abraçava e beijava Henrique. Pois é bem vinda a realidade.
- Clara você esta bem? - perguntou Gabriel
- Estou só tomamos muita chuva.
- Ah Clara que bom que esta bem! - Disse Gisele largando Henrique e me abraçando. - Por um momento pensei que ficaria viuvá antes de casar! Mas venha vamos entrar e explicar o que aconteceu...
Depois de um bom banho e comer alguma coisa Henrique explicou o que ocorreu.
- Nossa não sabe o quanto ficamos preocupados quando só o cavalo de Clara voltou. - explicou Gisele.
- E vocês ficaram sozinhos a noite toda naquele frio? - perguntou maldosamente Marina. Acho que ela tinha desconfiado de algo. E viu o modo que Henrique ficou tenso quando tocou no assunto.
- È foi não tínhamos como voltar, chovia muito. - respondeu ele sem graça.
- È acho que nosso passeio foi por agua a baixo. - disse Gisele triste
- Não quero que estrague seus planos querida, ainda podemos aproveitar. - disse Henrique para ela. Sem querer aquilo doeu em meu peito ver o carinho que ele tinha por ela. - Vamos limitar-mos a ficar por aqui mesmo. Ai como planejado voltamos para cidade amanha cedo.
- Obrigada amor, você sempre tentando me agradar não sei o que seria de mim sem você... - ele só a beijou.
Depois de descansar um pouco por causa da noite anterior. Depois de tudo isso passasse eu e Henrique precisaríamos conversa, não podíamos ficar naquilo e ponto.
Quando desci estavam todos na sala de estar conversando animadamente.
- Ah bela adormecida acordou - brincou meu irmão - A noite foi boa hein que nem dormiu. Mesmo sabendo que ele estava brincando não deixei de ficar vermelha.
- Olha os modos hein Gabriel. - o repreendi. - Mas estava cansada mesmo, aqui é um otimo local pra relaxar
- È meu pai a comprou a muito tempo. Olha sempre que quiser pode visita-la eu não venho muito aqui. Pode trazer o seu namorado. - disse Gisele inocente
- Eu não tenho namorado. - disse categórica
- Não acredito você é tão linda! Ah mas venha ao meu casamento vou te apresentar uns primos meus lindos você vai amar.
- Obrigada pelo elogio. Estou tão sem tempo, afinal quero buscar o meu amo verdadeiro. - disse sem querer olhando para Henrique.
- Isso faz bem, se eu achei um maravilhoso você também irá achar o seu. Agradeço a Deus por ter encontrado Henrique. Sou a mulher mais feliz do mundo! - disse ela orgulhosa, se ela soubesse que ele também era o homem que eu amava.
- Que tal irmos ver um filme hein, qualquer outra coisa menos cavalos... - disse meu irmão entediado
- Concordo plenamente com você Gabriel. Vamos garotas....
Depois daquele final de semana completamente agitado, eu não sabia mais o que fazer. Logo meu visto estaria vencendo e o que eu tinha que fazer não havia se resolvido. O que restava era só as lembranças daquela noite no casebre.
- Gabriel, preciso falar com você, venha ao meu apartamento, ou me ligue para nos encontrarmos em algum lugar. - disse ele na caixa de mensagens. Foi ali que eu tive um clique resolvi ir até o apartamento dele. Eu sabia onde ficava, e se ele queria conversar com Gabriel devia estar sozinho. Era agora ou nunca. Me arrumei e peguei um táxi até lá, dessa vez eu não sairia de lá enquanto não fosse tudo esclarecido entre nós.
No apartamento pedi para o porteiro me anunciar como Gabriel, inventando uma pequena historia e logo ele me deixou subir.
Toquei a companhia e logo ele abriu mas tomou um susto quando me viu parada na sua frente.
- Você aqui...? - disse ele confuso
- Precisamos conversar, pode ser agora? - disse o desafiando. Sem escolha ele me deixou entrar sabia o quanto eu era teimosa.
Eu sempre sonhei com aquele momento, dizia que o meu primeiro amor seria com ele, e minha primeira noite também. Mesmo com minhas escolhas erradas eu sentia que amor era só com Henrique. Nada comparado ao tempo em que passei com Ricardo. Assim como a chuva ia passando adormeci em seus braços quentes que me afagavam tentando me proteger do frio.
Acordei com o sol em meu rosto. Estava sozinha na cabana, as minhas roupas estavam do meu lado e nenhum sinal de Henrique. Me vesti lembrando dos momentos calorosos da noite passada, dos momentos intensos vividos ao lado do homem que eu realmente amava.
Henrique me esperava do lado de fora, parecia pensativo, mergulhado em pensamentos...
- Bom dia - sussurrei indecisa de como nos comportaríamos depois da nossa noite. Mas ele só esboçou um leve sorriso.
- È melhor seguimos para a fazenda, devem estar preocupados. - eu só assenti enquanto subíamos no cavalo.
O caminho era calmo e silencioso. Só se ouvia os galopes do cavalo e nossa respiração tensa. Eu me perguntava o que seria da gente depois daquele linda noite?
Quando estávamos na porta da fazenda ouvi de longe os gritos de Gisele vindo em nossa direção.
- Graças a Deus vocês estão bem! Fique tão preocupada. - dizia enquanto abraçava e beijava Henrique. Pois é bem vinda a realidade.
- Clara você esta bem? - perguntou Gabriel
- Estou só tomamos muita chuva.
- Ah Clara que bom que esta bem! - Disse Gisele largando Henrique e me abraçando. - Por um momento pensei que ficaria viuvá antes de casar! Mas venha vamos entrar e explicar o que aconteceu...
Depois de um bom banho e comer alguma coisa Henrique explicou o que ocorreu.
- Nossa não sabe o quanto ficamos preocupados quando só o cavalo de Clara voltou. - explicou Gisele.
- E vocês ficaram sozinhos a noite toda naquele frio? - perguntou maldosamente Marina. Acho que ela tinha desconfiado de algo. E viu o modo que Henrique ficou tenso quando tocou no assunto.
- È foi não tínhamos como voltar, chovia muito. - respondeu ele sem graça.
- È acho que nosso passeio foi por agua a baixo. - disse Gisele triste
- Não quero que estrague seus planos querida, ainda podemos aproveitar. - disse Henrique para ela. Sem querer aquilo doeu em meu peito ver o carinho que ele tinha por ela. - Vamos limitar-mos a ficar por aqui mesmo. Ai como planejado voltamos para cidade amanha cedo.
- Obrigada amor, você sempre tentando me agradar não sei o que seria de mim sem você... - ele só a beijou.
Depois de descansar um pouco por causa da noite anterior. Depois de tudo isso passasse eu e Henrique precisaríamos conversa, não podíamos ficar naquilo e ponto.
Quando desci estavam todos na sala de estar conversando animadamente.
- Ah bela adormecida acordou - brincou meu irmão - A noite foi boa hein que nem dormiu. Mesmo sabendo que ele estava brincando não deixei de ficar vermelha.
- Olha os modos hein Gabriel. - o repreendi. - Mas estava cansada mesmo, aqui é um otimo local pra relaxar
- È meu pai a comprou a muito tempo. Olha sempre que quiser pode visita-la eu não venho muito aqui. Pode trazer o seu namorado. - disse Gisele inocente
- Eu não tenho namorado. - disse categórica
- Não acredito você é tão linda! Ah mas venha ao meu casamento vou te apresentar uns primos meus lindos você vai amar.
- Obrigada pelo elogio. Estou tão sem tempo, afinal quero buscar o meu amo verdadeiro. - disse sem querer olhando para Henrique.
- Isso faz bem, se eu achei um maravilhoso você também irá achar o seu. Agradeço a Deus por ter encontrado Henrique. Sou a mulher mais feliz do mundo! - disse ela orgulhosa, se ela soubesse que ele também era o homem que eu amava.
- Que tal irmos ver um filme hein, qualquer outra coisa menos cavalos... - disse meu irmão entediado
- Concordo plenamente com você Gabriel. Vamos garotas....
Depois daquele final de semana completamente agitado, eu não sabia mais o que fazer. Logo meu visto estaria vencendo e o que eu tinha que fazer não havia se resolvido. O que restava era só as lembranças daquela noite no casebre.
- Gabriel, preciso falar com você, venha ao meu apartamento, ou me ligue para nos encontrarmos em algum lugar. - disse ele na caixa de mensagens. Foi ali que eu tive um clique resolvi ir até o apartamento dele. Eu sabia onde ficava, e se ele queria conversar com Gabriel devia estar sozinho. Era agora ou nunca. Me arrumei e peguei um táxi até lá, dessa vez eu não sairia de lá enquanto não fosse tudo esclarecido entre nós.
No apartamento pedi para o porteiro me anunciar como Gabriel, inventando uma pequena historia e logo ele me deixou subir.
Toquei a companhia e logo ele abriu mas tomou um susto quando me viu parada na sua frente.
- Você aqui...? - disse ele confuso
- Precisamos conversar, pode ser agora? - disse o desafiando. Sem escolha ele me deixou entrar sabia o quanto eu era teimosa.
Em busca de um amor part9
As aulas por obrigação foram tensas. Eu não queria e nem ele também, principalmente por que eu estava morrendo de medo, e ele não estava se sentindo a vontade naquela situação. O meu alivio foi que depois de muita insistência eu consegui montar no cavalo, mas com ajuda de Henrique.
- Eu disse que meu amor é um otimo professor! - gabou-se Gisele.
- È concordo com você - admiti, o que deixou Henrique vermelho. Continuava o mesmo quando o elogiavam. - Mas já chega por hoje eu quero descer! - sem querer um sorriso brotou nos lábios de Henrique ele me conhecia, sabia que minha coragem durava pouco...
" - Vamos Clara, você vai gostar! - disse ele tentando me convencer a ir em uma roda gigante.
- Não eu já disse que tenho medo de altura! - disse agarrada a um urso que eu havia acabado de ganhar em uma barraca.
- Então vamos perder esse medo agora! - disse ele me arrastando até o brinquedo. E como para ele não existia a palavra "não" fui obrigada a ficar naquela coisa.
- Olhe você já esta nele, aproveite. - disse ele enquanto o maldito subia e eu agarrada a grade com os olhos fechados. Quando resolvi abri-los, vi como a noite esta linda. Toda estrelada e quando estávamos no alto parecia que podíamos tocar a lua.
- È lindo. - disse olhando em seus lindos olhos azuis admirada.
- Não como você... - disse antes de me beijar. - Eu disse que seria bom, não precisava ter medo!
- Tudo bem foi. - disse assim que saímos do brinquedo. - Agora poder ir no carrossel? - Ele deu uma sonora gargalhada " [...]
- Clara! - gritou o meu irmão
- O que foi? - perguntei assustada
- Você não ia descer? Henrique esta a um tempão te chamando, parece que esta no mundo da lua.
- Desculpe-me - disse completamente envorganhada, de novo perdida em meus devaneios. Quando fui tentar descer acho que bati a bota no cavalo que entendeu aquele sinal como se fosse para correr. E do nada ele começou a cavalgar pela fazenda. Eu me desesperei não sabia fazê-lo parar, e ele corria demais. Meu medo era cair.
- Fique calma que eu estou te seguindo! - gritou alguém atrás de mim. Não precisei de muito para descobrir de quem era. Mas o cavalo corria muito indo para outras extremidades da fazenda. Foi quando Henrique apareceu cavalgando do meu lado afim de me salvar.
- Olha eu sei que você tem medo, mas eu vou te segurar, só precisa confiar em mim. - eu só confirmei com um olhar que confiava nele. - Olha segure minha mão e pule para cá.
- Mas e se eu cair? - olhei pela primeira vez em pânico para ele. Uma garoa fina caia sobre nós, o que me aterrorizava mais.
- Não vou te deixar cair, só não posso deixar ele ir mais longe, não sei o que há para o lado de lá, ainda mais com a chuva que esta prestes a cair. - Ele estendeu a mão para mim enquanto ainda corríamos o meu coração pulava aos saltos. Chuva começou a não dar trégua. - Vou contar até três ai você pula tudo bem? - antes de responder ele começou a contar se eu não morresse ali não morreria mais. - Três! Pula! - Segurei em sua mão e me joguei em seu braços fortes e molhados pela chuva. Segurei tão forte em seu pescoço com o coração aos saltos, depois da adrenalina.
- Você esta bem? - perguntou ele preocupado. Não conseguia dizer, só assentir. - Não retornaremos agora pra fazenda esta chovendo demais vamos ficar num casebre aqui por perto. - Avisou ele, perto do meu ouvido.
Paramos m frente ao casebre de madeira no meio da estrada, daquele jeito via-se como a fazenda era grande. Depois de me ajudar a descer do cavalo e coloca-lo em um lugar longe da chuva, entramos no pequeno casebre abandonado.
Na verdade o casebre era só um galpão abandonado. Havia algumas cobertas no fundo, junto com um lampião. Depois de clarear o local, para ver se não havia nenhum bicho. Ele me entregou um cobertor.
- Só temos isso para nos abrigar, então fique perto do fogo para não ficar doente. - disse ele um pouco mais serio. - Você esta bem? - perguntou ele olhando pela primeira vez em meus olhos.
- Estou obrigada por tudo não sabe o medo que senti. - disse compenetrada em seus olhos.
- Não foi nada. - disse ele constrangido e desviando o olhar.
Depois de ficarmos perto do fogo nos aquecendo, o silencio completamente reinou. A chuva não dava sinais que iria parar tão cedo. Aquele seria um otimo momento para esclarecermos os fatos.
- Clara por que esta aqui hein? Faz tanto tempo...- começou ele
- Eu precisava falar com você esclarecer os fatos...
- Não temos nada pra conversar, eu já disse.
- Para eu nós temos sim!
- Você não sabe o que eu passei, agora vem depois de anos acabar com a minha felicidade você não tem esse direito. - sua voz mostrava sua amargura.
- Eu não quero estragar sua felicidade, eu só achei que devi achar você... - disse sentida olhando em seus olhos que me encaravam. Estávamos de frente um para o outro,nos questionando...
- Não o que faz quando fica com a minha noiva hein? Não quero que você estrague o momento dela, então eu te peço vá embora de nossas vidas, enterre o passado!
- Eu nunca faria algo pra prejudica-la, parece que não me conhece! - irritei-me
- Um dia eu pensei que eu te conhece agora não mais! O que me garante que você não veio para cá para estragar meu casamento, não me deixar ser feliz como no passado? - gritou ele
- Eu NUNCA faria isso, eu ainda te amo! - exclamei o mais alto que pude para ele, o que o deixou perplexo, antes que ele pudesse me questionar, eu o beijei e fui correspondida, com a mesma intensidade de que eu guardava em meu peito durante todo esse tempo separados. Ali naquele beijo eu entreguei o meu coração, não pensei em nada e nem em ninguém. E no chão daquele casebre nos entregamos pela primeira vez de corpo e alma sem se importar com as consequencias.
Em busca de um amor part8
A fazenda era imensa. Havia um linda casa, havia algumas casas próximas que deviam ser dos empregados que ali trabalhavam. Logo na entrada havia um grande lago. Realmente a casa era de princesa com certeza uma das grandes propriedades dos pais de Gisele. Sem querer ao ver tudo aquilo eu viajei no tempo lembrando-e dos meus planos com Henrique...
" - Nós vamos nos casar em um lindo jardim. E na primavera. - eu disse enquanto acabávamos de ver o filme vestida para casar.
- Ah tudo bem, desde que você me escolha como noivo eu aceito qualquer coisa! - disse ele me abraçando
- Não é serio Henrique, vai ser uma coisa bem simples, num lugar muito lindo ao ar livre.Entrarei por um caminho de pétalas de rosas, e terá um coreto também. Ah e um lindo lago.
- Para quê um lago? - perguntou rindo
- Ah só para ficar mais chique e elegante. Mas o principal eu já tenho!
- E o que é?
- Você! - disse enquanto o abraçava e o beijava..." [...]
- Clara! - gritou o meu irmão rindo da minha cara - Chegamos garota!
- Ah desculpe, estava distraída... - disse sem graça
- Parecia estar em outro mundo... - e estava em uma outra época onde eu era feliz de verdade.
- Olá pessoas, que bom vê-los aqui! - exclamou Gisele assim que saímos do carro. Henrique acompanhava meio serio. - Clara, tentei falar com você a semana inteira!
- Olá Gisele, estava ocupada com algumas coisa... - menti
- Ah mas que bom que veio tenho muita coisa para te mostrar... - empolgou-se ela, olhei para Henrique que só sustentou o olhar em enigma. Gisele me arrastou para dentro afim de falar sobre os preparativos do casamento.
Depois de ver como era linda a fazendo por dentro um verdadeiro sonho, pensava se um dia eu teria essa felicidade.
- Ah Henrique irá se surpreender com o tamanho da festa. - dizia ela deslumbrada com os pequenos detalhes. Mas eu sabia que ele não gostava de grandes festas, ele era muito simples. Com certeza só estava agradando a noiva, devia ama-la.
- Ah quero pedir que me ajude em uma coisa, só que tenho vergonha - disse ela de repente encabulada.
- Peça o que é... - disse temerosa com o que ela pediria.
- Gostaria que me ajuda-se com o enxoval de núpcias... - disse ela me deixando muito nervosa.
- Mas isso é muito pessoal, você é que tem que decidir. - disse tentando me livrar da saia justa.
- Eu sei mas quero a sua opinião sabe em alguns modelos, deixe-me pegar algumas você verá ai me diz. - disse ela sem se importar com a minha opinião.
- O que acha dessas? - perguntou-me Trazendo uma branca e uma vermelha sem pensar muito falei vermelho por ser a cor preferida de Henrique.
- Tem certeza? Eu gosto tanto de branco, acho que Henrique iria gostar mais... - Ela pelo visto sabia muito pouco sobre o que Henrique gostava...
- As duas são lindas, se gostou da branca use-a. - disse de modo simples, e ela pulou de alegria ao me ver concordando.
Na hora do almoço foi um alivio conseguir me livrar de Gisele. O fato é sentei justamente na frente de Henrique na mesa de jantar, era impossível não vê-lo me encarando desconfortavelmente. Quando abaixei o olhar envergonhada percebi a namorada de meu irmão me encarando desconfiada. Pelo jeito ele sentiu algo no ar.
- Gabriel, estou tão feliz por sua irmã estar aqui. Não sabe o quanto ela esta me ajudando com o casamento. - disse Gisele me deixando sem graça. - Ela até me ajudou com a decoração da casa!
Naquela hora eu vi o olhar de fúria em Henrique, ele não me queria perto de Gisele, temia que eu dissesse algo.
- Amor por que não pede ajuda á Marina também? - disse ele meio desconfortável e tentando ser gentil
- Ah ela é outra que vive ocupada. Confio em Clara! - aquilo foi como uma facada. Se ela soubesse de tudo não pensaria assim.
Naquele momento eu queria era desistir do meu propósito. Não queria estragar a felicidade de ninguém, mesmo que eu tivesse que afogar a minha.
- Olha Clara estou indo ver os cavalos depois do almoço vamos? - disse meu irmão como um salvador, sentido minha aflição.
- Ah gostaria sim.
- Você sabe montar Clara? - perguntou Gisele interessada
- Não, mas tenho muita vontade.
- Ah Henrique pode ensina-la, ele monta super bem! - ah não mais essa - Amor ensine-a.
- Ah não precisa Gisele eu tenho medo. Não o incomode.
- Eu também tive, mas como o meu amor é o melhor professor do mundo, você perderá o medo rapidinho!
- Não é preciso... - insisti
- Já esta feito Henrique a ensinará.
- Amor se ela esta com medo é melhor não forçar. - disse ele também tentando fugir.
- Eu como psicóloga, tenho que ajuda-lá. Venha não faça essa desfeita - suplicou Gisele. Diante do meu silencio ela tomou aquilo como um sim.
Meu Deus aonde tudo aquilo iria parar?
Mas foi impossível, não me arrepiar enquanto Henrique obrigado me ensinava a cavalgar. Suas mãos tentavam ao máximo não me tocar, mas quando faziam eu sentia uma inesplicavel corrente eletrica. E aos poucos tudo o que eu havia planejado perdia o controle.
" - Nós vamos nos casar em um lindo jardim. E na primavera. - eu disse enquanto acabávamos de ver o filme vestida para casar.
- Ah tudo bem, desde que você me escolha como noivo eu aceito qualquer coisa! - disse ele me abraçando
- Não é serio Henrique, vai ser uma coisa bem simples, num lugar muito lindo ao ar livre.Entrarei por um caminho de pétalas de rosas, e terá um coreto também. Ah e um lindo lago.
- Para quê um lago? - perguntou rindo
- Ah só para ficar mais chique e elegante. Mas o principal eu já tenho!
- E o que é?
- Você! - disse enquanto o abraçava e o beijava..." [...]
- Clara! - gritou o meu irmão rindo da minha cara - Chegamos garota!
- Ah desculpe, estava distraída... - disse sem graça
- Parecia estar em outro mundo... - e estava em uma outra época onde eu era feliz de verdade.
- Olá pessoas, que bom vê-los aqui! - exclamou Gisele assim que saímos do carro. Henrique acompanhava meio serio. - Clara, tentei falar com você a semana inteira!
- Olá Gisele, estava ocupada com algumas coisa... - menti
- Ah mas que bom que veio tenho muita coisa para te mostrar... - empolgou-se ela, olhei para Henrique que só sustentou o olhar em enigma. Gisele me arrastou para dentro afim de falar sobre os preparativos do casamento.
Depois de ver como era linda a fazendo por dentro um verdadeiro sonho, pensava se um dia eu teria essa felicidade.
- Ah Henrique irá se surpreender com o tamanho da festa. - dizia ela deslumbrada com os pequenos detalhes. Mas eu sabia que ele não gostava de grandes festas, ele era muito simples. Com certeza só estava agradando a noiva, devia ama-la.
- Ah quero pedir que me ajude em uma coisa, só que tenho vergonha - disse ela de repente encabulada.
- Peça o que é... - disse temerosa com o que ela pediria.
- Gostaria que me ajuda-se com o enxoval de núpcias... - disse ela me deixando muito nervosa.
- Mas isso é muito pessoal, você é que tem que decidir. - disse tentando me livrar da saia justa.
- Eu sei mas quero a sua opinião sabe em alguns modelos, deixe-me pegar algumas você verá ai me diz. - disse ela sem se importar com a minha opinião.
- O que acha dessas? - perguntou-me Trazendo uma branca e uma vermelha sem pensar muito falei vermelho por ser a cor preferida de Henrique.
- Tem certeza? Eu gosto tanto de branco, acho que Henrique iria gostar mais... - Ela pelo visto sabia muito pouco sobre o que Henrique gostava...
- As duas são lindas, se gostou da branca use-a. - disse de modo simples, e ela pulou de alegria ao me ver concordando.
Na hora do almoço foi um alivio conseguir me livrar de Gisele. O fato é sentei justamente na frente de Henrique na mesa de jantar, era impossível não vê-lo me encarando desconfortavelmente. Quando abaixei o olhar envergonhada percebi a namorada de meu irmão me encarando desconfiada. Pelo jeito ele sentiu algo no ar.
- Gabriel, estou tão feliz por sua irmã estar aqui. Não sabe o quanto ela esta me ajudando com o casamento. - disse Gisele me deixando sem graça. - Ela até me ajudou com a decoração da casa!
Naquela hora eu vi o olhar de fúria em Henrique, ele não me queria perto de Gisele, temia que eu dissesse algo.
- Amor por que não pede ajuda á Marina também? - disse ele meio desconfortável e tentando ser gentil
- Ah ela é outra que vive ocupada. Confio em Clara! - aquilo foi como uma facada. Se ela soubesse de tudo não pensaria assim.
Naquele momento eu queria era desistir do meu propósito. Não queria estragar a felicidade de ninguém, mesmo que eu tivesse que afogar a minha.
- Olha Clara estou indo ver os cavalos depois do almoço vamos? - disse meu irmão como um salvador, sentido minha aflição.
- Ah gostaria sim.
- Você sabe montar Clara? - perguntou Gisele interessada
- Não, mas tenho muita vontade.
- Ah Henrique pode ensina-la, ele monta super bem! - ah não mais essa - Amor ensine-a.
- Ah não precisa Gisele eu tenho medo. Não o incomode.
- Eu também tive, mas como o meu amor é o melhor professor do mundo, você perderá o medo rapidinho!
- Não é preciso... - insisti
- Já esta feito Henrique a ensinará.
- Amor se ela esta com medo é melhor não forçar. - disse ele também tentando fugir.
- Eu como psicóloga, tenho que ajuda-lá. Venha não faça essa desfeita - suplicou Gisele. Diante do meu silencio ela tomou aquilo como um sim.
Meu Deus aonde tudo aquilo iria parar?
Mas foi impossível, não me arrepiar enquanto Henrique obrigado me ensinava a cavalgar. Suas mãos tentavam ao máximo não me tocar, mas quando faziam eu sentia uma inesplicavel corrente eletrica. E aos poucos tudo o que eu havia planejado perdia o controle.
sábado, 11 de junho de 2011
Em busca de um amor part7
Gisele, usou e abusou de minha boa vontade. Só naquele dia ela quis me levar para ver artigos de decoração e outras coisas, para sua casa. Parecíamos amigas de infacia, eu tonta ia de um lado e para outro com ela.
Como nesses dias, Henrique estava em uma convenção de medicina, pelo o que Gisele disse, assim que ele voltou decidir procura-lo. Nós tínhamos que conversar.
Assim que soube pelo irmão que ele estava de volta. Fui até o hospital. Era o único lugar em que Gisele não podia interferir. Passei uma hora olhando o quadro de atendimento, esperando que ele tivesse uma folga pra conversarmos. Mas sabia que se ficasse ali a sua espera não me deixarão entrar. Então na recepção identifiquei como irmã do Gabriel e precisava falar com ele urgente. Quando ela me disse onde ele estava, foi a minha chance de mudar o caminho e sair a procura da sala de Henrique.
Fique meio escondida em uma sala, perto da dispensa, até achar um jaleco eu coloquei só para poder conversar com ele,, foi ai que eu o vi entrando em uma sala sozinho. Sem perder a chance fui entrando sem bater, o que o assustou quando me viu.
- Olá, em que posso ajuda-la? - perguntou ele muito confuso com a minha presença - Gabriel esta em outro andar, na área de pediatria, posso leva-la até lá.
- Não precisa, é-é - gaguejei ao ver a oportunidade de ouro de falar com ele - È com você que eu quero falar.
- O que temos algo para conversar? Eu estou no meu momento de descanso ee...
- Henrique você sabe quem eu sou? Você se lembra... - disse de surpresa o que ele desconversou
- È não é a hora para isso...
- Eu sei que se passaram três anos, mas você não pode ter esquecido das coisas que aconteceram no passado...
- Se é passado para que irei lembrar? - disse ele de modo rabugento, ele se lembrava mas não queria admitir.
- Olha eu vim justamente a Nova Iorque, precisava vê-lo e precisamos conversar.... - disse emocionada
- Não temos nada para conversarmos, por favor retire-se! - ordenou ele
- Por favor nem que seja em outro lugar...
- Por favor retire-se! - disse ele categórico. Iria insistir, mas o auto-falante chamava para ele atender a uma emergência.
- Com licença - disse ele me empurrando para o lado e saindo.Tinha começado mau essa conversa.
Nunca o imaginei sendo frio e grosso como foi comigo! Mas também eu merecia depois de três anos aquela que jurou nunca abandona-lo, depois de um fora volta e vem atormenta-lo...
Não seria fácil tentar tirar alguma coisa dele, uma conversa como gente grande. Eu precisava explicar tanta coisa a ele...
Mas eu ainda tinha tempo, não iria desistir tão depressa. Não viajei para outro pais atoa!
Sim eu estava teimando, ao querer ir além nessa historia louca, mas eu havia vindo para cá justamente pra resolver assuntos do passado que tanto me atormentavam. Só eu sei como doeu vê-lo partir da minha vida e achar que não poderia fazer nada. Tantas noites em claro chorando, querendo tê-lo de volta ainda sonhava em encontra-lo. Mas estava dividida agora ele iria casar será que tudo o que vivemos foi apagado de sua memoria? Eu precisava era dessa resposta e mais nada...
Depois de fugir de Gisele por uns tempos,e aproveitar Nova Iorque visitando o famoso Musseum Metropolitan, eu não tive como fugir do convite dos "noivos" de passar o final de semana na fazenda que no final do mês seria realizado o casamento. Por mais que eu não quisesse ir, Gabriel insistiu muito e ele estava começando a desconfiar do meu comportamento.
- Pensei que havia ficado amiga de Gisele. Ela não para de perguntar de você... - disse meu irmão muito desconfiado.
- Ah estive ocupa nessa semana, fui conhecer a cidade, não vou ficar por muito tempo aqui. - desconversei.
- Tudo bem, mas ir a fazenda será um boa oportunidade também e Gisele faz questão que vá!
- Ah tudo bem confirme minha presença nisso - disse meio que contra minha vontade. Não era legal ficar perto de Gisele sabendo que eu ainda amava o seu noivo e vim para procura-lo. Gabriel olhou- me como uma cara estranha mais nada disse. Ele me conhecia melhor do que ninguém sabia quando algo estava errado mas ele não me questionaria enquanto eu fingisse que algo estava errado.
Na manhã seguinte a casa quilometro que se passava meu coração apertava-se em pensar em ficar um final de semana inteiro com Henrique e Gisele...
Como nesses dias, Henrique estava em uma convenção de medicina, pelo o que Gisele disse, assim que ele voltou decidir procura-lo. Nós tínhamos que conversar.
Assim que soube pelo irmão que ele estava de volta. Fui até o hospital. Era o único lugar em que Gisele não podia interferir. Passei uma hora olhando o quadro de atendimento, esperando que ele tivesse uma folga pra conversarmos. Mas sabia que se ficasse ali a sua espera não me deixarão entrar. Então na recepção identifiquei como irmã do Gabriel e precisava falar com ele urgente. Quando ela me disse onde ele estava, foi a minha chance de mudar o caminho e sair a procura da sala de Henrique.
Fique meio escondida em uma sala, perto da dispensa, até achar um jaleco eu coloquei só para poder conversar com ele,, foi ai que eu o vi entrando em uma sala sozinho. Sem perder a chance fui entrando sem bater, o que o assustou quando me viu.
- Olá, em que posso ajuda-la? - perguntou ele muito confuso com a minha presença - Gabriel esta em outro andar, na área de pediatria, posso leva-la até lá.
- Não precisa, é-é - gaguejei ao ver a oportunidade de ouro de falar com ele - È com você que eu quero falar.
- O que temos algo para conversar? Eu estou no meu momento de descanso ee...
- Henrique você sabe quem eu sou? Você se lembra... - disse de surpresa o que ele desconversou
- È não é a hora para isso...
- Eu sei que se passaram três anos, mas você não pode ter esquecido das coisas que aconteceram no passado...
- Se é passado para que irei lembrar? - disse ele de modo rabugento, ele se lembrava mas não queria admitir.
- Olha eu vim justamente a Nova Iorque, precisava vê-lo e precisamos conversar.... - disse emocionada
- Não temos nada para conversarmos, por favor retire-se! - ordenou ele
- Por favor nem que seja em outro lugar...
- Por favor retire-se! - disse ele categórico. Iria insistir, mas o auto-falante chamava para ele atender a uma emergência.
- Com licença - disse ele me empurrando para o lado e saindo.Tinha começado mau essa conversa.
Nunca o imaginei sendo frio e grosso como foi comigo! Mas também eu merecia depois de três anos aquela que jurou nunca abandona-lo, depois de um fora volta e vem atormenta-lo...
Não seria fácil tentar tirar alguma coisa dele, uma conversa como gente grande. Eu precisava explicar tanta coisa a ele...
Mas eu ainda tinha tempo, não iria desistir tão depressa. Não viajei para outro pais atoa!
Sim eu estava teimando, ao querer ir além nessa historia louca, mas eu havia vindo para cá justamente pra resolver assuntos do passado que tanto me atormentavam. Só eu sei como doeu vê-lo partir da minha vida e achar que não poderia fazer nada. Tantas noites em claro chorando, querendo tê-lo de volta ainda sonhava em encontra-lo. Mas estava dividida agora ele iria casar será que tudo o que vivemos foi apagado de sua memoria? Eu precisava era dessa resposta e mais nada...
Depois de fugir de Gisele por uns tempos,e aproveitar Nova Iorque visitando o famoso Musseum Metropolitan, eu não tive como fugir do convite dos "noivos" de passar o final de semana na fazenda que no final do mês seria realizado o casamento. Por mais que eu não quisesse ir, Gabriel insistiu muito e ele estava começando a desconfiar do meu comportamento.
- Pensei que havia ficado amiga de Gisele. Ela não para de perguntar de você... - disse meu irmão muito desconfiado.
- Ah estive ocupa nessa semana, fui conhecer a cidade, não vou ficar por muito tempo aqui. - desconversei.
- Tudo bem, mas ir a fazenda será um boa oportunidade também e Gisele faz questão que vá!
- Ah tudo bem confirme minha presença nisso - disse meio que contra minha vontade. Não era legal ficar perto de Gisele sabendo que eu ainda amava o seu noivo e vim para procura-lo. Gabriel olhou- me como uma cara estranha mais nada disse. Ele me conhecia melhor do que ninguém sabia quando algo estava errado mas ele não me questionaria enquanto eu fingisse que algo estava errado.
Na manhã seguinte a casa quilometro que se passava meu coração apertava-se em pensar em ficar um final de semana inteiro com Henrique e Gisele...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Em busca de um amor part6
Passei a noite em claro pensando em maneiras de chegar e conversar com Henrique. Por mais que ele não quisesse demonstrar, ele sabia quem eu era, eu vi isso nos olhos dele. Isso já era um começo. Mas o problema era sua noiva. Eu nunca imaginei encontra-lo prestes a se casar. Um grande erro meu pensar que ele estaria me esperando para sempre, quando eu fiz a burrada de deixa-lo. Mas agora não era tempo de arrependimentos eu precisa resolver essa historia.
Como não queria nada foi perguntar para o meu irmão sobre Henrique...
- Mano, você e o Henrique trabalham juntos? - perguntei enquanto ele se arrumava para sair
- Sim, foi com ele que conheci Mariana. - explicou ele - Por que a pergunta?
- Não só curiosidade... - tentei disfarçar.
- Hum sei - desconfiou - Ele é medico cardiologista lá no hospital. trabalha muito bem, já salvou varias vidas. Deve ser por isso que Gisele o admira tanto. O casamento pelo jeito vai ser uma festa incrível. - Comentou, dando -me detalhes demais.
- È pelo jeito vai mesmo... - comentei
- Espero que dê para você ir. - disse meu irmão serio, algo naquele olhar me dizia que ele tinha descoberto algo. Era inútil engana-lo, mas preferi fingir-me de desentendida.
- Também espero.
- Estou saindo, tem dinheiro no pote de doce, qualquer coisa meu numero esta na porta da geladeira.
- Tudo bem papai - zoei ele falava como se fosse deixa a filha sozinha em casa, não a irmã mais nova.
- Boba, vou indo e cuide-se - disse dando-me um beijo na testa.
- Você também.
Enquanto pensava em como falar com Henrique, recebi um telefonema de sua noiva querendo me ver. Será que ela havia descoberto que eu era ex do noivo dela?
- Nem se preocupe que eu passo para te pegar. - disse ela. Só me arrumei e esperei por ela. Sem querer o meu coração dava altos pulos. Assim que o interfone tocou desci e fui ao seu encontro.
- Oi Clarinha! - nossa ninguém me chamava por essa apelido a anos! - Tudo bem?
- Oi Gisele, tudo sim e você?
- Bem também - bem com o fato de que a noivo do homem que eu vim procurar quer ser minha amiga.
- Vamos parar em café ai conversamos. - disse ela o que me deu um medo.
Assim que chegamos e depois de pedirmos um café ela começou.
- Desculpe incomoda-la assim, sei que a gente nem se conhece direito mas logo de cara me identifiquei com você, olha que isso não é comum. - confessou ela
- Também Gisele, você parece ser uma boa pessoa. - disse tentando ser sincera
- Pois bem, sei que você só vai ficar esses mês aqui em Nova Iorque, mas eu queria uma ajuda sua...
- Pode dizer - disse temerosa com o rumo daquela conversa
- Queria que me ajudasse com os últimos preparativos do meu casamento! Não tenho muitas amigas e minha irmã também é atarefada e como gostei de você, queria que me acompanhasse quando puder é claro. - Fiquei em choque com tal proposta, em minha cabeça, nunca passou eu ajudar no casamento do homem que eu amava. Era absurdo!
- Bom não era melhor pedir ajuda a quem te conhece melhor? Eu gostaria muito de ajudar mais seu noivo não acharia estranho....
- Que isso com o Henrique eu me entendo depois, ele só quer que eu seja feliz... - disse ela meio desapontada com o meu corte - Por favor garanto que não vou te atormentar muito.
- Tudo bem eu aceito... - disse sem ter certeza que do que eu queria. Eu nunca imaginei uma situação dessas. Pelo jeito estava me metendo em uma enrascada, e das grandes!
- Obrigada você não vai se arrepender. - já estava arrependida - Quer ir comigo ver a minha prova do vestido?
Como não queria nada foi perguntar para o meu irmão sobre Henrique...
- Mano, você e o Henrique trabalham juntos? - perguntei enquanto ele se arrumava para sair
- Sim, foi com ele que conheci Mariana. - explicou ele - Por que a pergunta?
- Não só curiosidade... - tentei disfarçar.
- Hum sei - desconfiou - Ele é medico cardiologista lá no hospital. trabalha muito bem, já salvou varias vidas. Deve ser por isso que Gisele o admira tanto. O casamento pelo jeito vai ser uma festa incrível. - Comentou, dando -me detalhes demais.
- È pelo jeito vai mesmo... - comentei
- Espero que dê para você ir. - disse meu irmão serio, algo naquele olhar me dizia que ele tinha descoberto algo. Era inútil engana-lo, mas preferi fingir-me de desentendida.
- Também espero.
- Estou saindo, tem dinheiro no pote de doce, qualquer coisa meu numero esta na porta da geladeira.
- Tudo bem papai - zoei ele falava como se fosse deixa a filha sozinha em casa, não a irmã mais nova.
- Boba, vou indo e cuide-se - disse dando-me um beijo na testa.
- Você também.
Enquanto pensava em como falar com Henrique, recebi um telefonema de sua noiva querendo me ver. Será que ela havia descoberto que eu era ex do noivo dela?
- Nem se preocupe que eu passo para te pegar. - disse ela. Só me arrumei e esperei por ela. Sem querer o meu coração dava altos pulos. Assim que o interfone tocou desci e fui ao seu encontro.
- Oi Clarinha! - nossa ninguém me chamava por essa apelido a anos! - Tudo bem?
- Oi Gisele, tudo sim e você?
- Bem também - bem com o fato de que a noivo do homem que eu vim procurar quer ser minha amiga.
- Vamos parar em café ai conversamos. - disse ela o que me deu um medo.
Assim que chegamos e depois de pedirmos um café ela começou.
- Desculpe incomoda-la assim, sei que a gente nem se conhece direito mas logo de cara me identifiquei com você, olha que isso não é comum. - confessou ela
- Também Gisele, você parece ser uma boa pessoa. - disse tentando ser sincera
- Pois bem, sei que você só vai ficar esses mês aqui em Nova Iorque, mas eu queria uma ajuda sua...
- Pode dizer - disse temerosa com o rumo daquela conversa
- Queria que me ajudasse com os últimos preparativos do meu casamento! Não tenho muitas amigas e minha irmã também é atarefada e como gostei de você, queria que me acompanhasse quando puder é claro. - Fiquei em choque com tal proposta, em minha cabeça, nunca passou eu ajudar no casamento do homem que eu amava. Era absurdo!
- Bom não era melhor pedir ajuda a quem te conhece melhor? Eu gostaria muito de ajudar mais seu noivo não acharia estranho....
- Que isso com o Henrique eu me entendo depois, ele só quer que eu seja feliz... - disse ela meio desapontada com o meu corte - Por favor garanto que não vou te atormentar muito.
- Tudo bem eu aceito... - disse sem ter certeza que do que eu queria. Eu nunca imaginei uma situação dessas. Pelo jeito estava me metendo em uma enrascada, e das grandes!
- Obrigada você não vai se arrepender. - já estava arrependida - Quer ir comigo ver a minha prova do vestido?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Em busca de um amor part5
Meu coração palpitava descompassadamente. Era ele! Minha visão podia ser falha, mas o meu coração mantinha essa certeza.
- Oi-i - gaguejei depois de alguns minutos em silencio. Percebi que quando ele olhou para mim franziu o cenho, mas logo desviou o olhar. Será que também havia me reconhecido?
Enquanto meu irmão brincava e o pessoal começava a conversar, eu tentava não encara-lo muito já que estava acompanhado, mas era impossível não querer olhar quando o seu coração dizia que eu havia reencontrado o amor da minha vida.
- Então Clara você mora no Brasil não é? - perguntou Gisele, a acompanhante dele quando ficamos a sós na mesa, por que os meninos haviam ido pegar umas bebidas.
- Sim, cheguei faz dois dias para ver o meu irmão. Você é de onde?
- Nasci em Portugal mas minha mãe é brasileira. Já visitei o Brasil algumas vezes, mas nunca fiquei mais de um mês. - explicou ela - Mas eu espero que passar a minha lua de mel lá. - comentou ela
- Ah é? - perguntei sem saber o que dizer com tal afirmação - Quando é o casamento?
- Esta marcado para daqui um mês! - exclamou ela de felicidade. UM MÊS? Exatamente o tempo que eu iria ficar aqui em Nova Iorque. Eu realmente deixei o tempo passar demais...
- Nossa tão perto. - sorri falsamente
- È também com três anos namorando, já era hora. - Três anos, exatamente o tempo em que nos vimos pela ultima vez...
- Falavam de mim... - disse ele quando chegou.
- Claro meu amor, o homem mais maravilhoso do mundo. - disse ela toda melosa - Estava dizendo para Clara sobre nossa lua de mel no Brasil.
- Ah sim claro - disse ele meio desconfortável, via-se que ele nem me encarava.
- Espero que fique a tempo de ver nosso casamento hein Clara, vai ser lindo - convidou-me Gisele.
- È quem sabe, meu visto não dura muito. - disse sem graça pelo olhar de pânico de Henrique
- Ah não, gostei de você! Sinta-se privilegiada pois não sou assim, vou querer você no meu casamento.
- Obrigada pela consideração - foi o que consegui dizer, diante de tal afirmação. Sinceramente aquilo não estava nos meu planos.
Depois disso a noite inteira Gisele grudou em mim principalmente quando falei que pintava
- Mas isso é um trabalho ótimo, eu amo arte! Espero ver um dia suas obras no Musseum Metropolitan hein?
- Nossa seria uma honra, mas ainda estou no começo.
- As telas são lindas - ouvi Henrique dizer. Foi ai que tive a certeza que era ele. Por tal afirmação. Lembro-me muito bem que foi ele que me estimulou a mostrar o meu trabalho, quando viu minhas telas....
- São? Você já viu amor? -perguntou Gisele confusa
- Devem ser eu quis dizer. - disse ele completamente rubro
Eu não podia chegar ali e falar tudo o que eu queria para ele. Tudo tinha que ser com calma, afinal sua noiva estava ao lado. Assim tive que me despedir quando meu irmão anunciou que iríamos embora.
- Bom foi um prazer conhecer vocês. - disse para o casal
- Também adoramos te conhecer. Vamos marcar de nos ver mais viu?
- Ah claro vamos sim!
- Até mais Henrique - disse dando-lhe um aperto de mão firme e olhando dentro de teus olhos.
- Até - sussurou ele com tal contato.
Ao chegar em casa, nem prestava muito a atenção ao que irmão dizia, corri para o quarto onde eu guardei minha bagagem, e peguei no fundo falso da minha caixa de jóias, tudo o que eu tinha de Henrique.
Ali havia, desde algumas cartas que ele me mandou, e algumas das poucas fotos juntos. Eu não tinha duvida, era ele sim! Um pouco mais velho, com o cabelo crescido e mais másculo, mas aquele lindos olhos azuis e as covinha quando sorria eram irreconheciveis!
Aquilo só poderia ser obra do destino! Como meu irmão ser o namorado da irmã da noiva dele, e nos encontrarmos bem agora? Quando eu o procurava...
Mais uma vez o destino nos colocava frente a frente, mesmo com o noivado eu não poderia perder a chance de conversar com ele. Eu estava aqui, e não iria embora tão cedo.
domingo, 5 de junho de 2011
Em busca de um amor part4
Na hora marcada corri para o café para encontrar meu irmão. Na ida, ia observando a paisagem. O clima era de outono na cidade, dando um belo visual por onde eu passasse.
Sempre quis viajar conhecer outros países, e dessa vez o motivo me impulsionava a ver o mundo ainda mais bonito...
Enquanto tomava meu café, lotado de chantily, quando avistei meu irmão. Estava lindo como sempre foi, logo me lembrei das tardes em que nos livrávamos dos castigos, nós sempre nos dávamos bem, sempre fomos unidos.
- Nao me diga que essa é o meu mano? - brinquei quando ele me viu - Mas como esta lindo
- Mana eu nem acredito que você esta mesmo aqui! - disse ele me abraçando - Como fugiu de nossa mãe?
- Longa historia querido! - brinquei - Mas me conte como vai a vida nos USA?
- Ah vai bem, também dois anos morando aqui já deu pra se acostumar bem! Trabalho em um ótimo hospital, vejo que foi a melhor escolha que eu já fiz! - disse ele orgulhoso
- Que bom estou tão feliz em vê-lo, estava morrendo de saudades. - disse com sinceridade
- Também estava. Mas diga o por que dessa aparição repentina? Tenho certeza que não foi só saudades minha... - Eu não sabia mentir para ele, era o meu irmão que eu confiava muito. Mas dessa vez eu omiti alguns fatos, contei a até a parte em que tinha levado um chifre de Ricardo. O verdadeiro motivo eu deixaria para mais tarde.
- Puxa nunca gostei daquele moleque! Ai você veio para sumir das insistencias de nossa mãe...
- È foi, nem pensei só fiz minhas malas e peguei um avião. - omitindo o verdadeiro motivo
- Você não pode fugir para sempre, tem que tomar uma atitude! Se não quando voltar vai voltar a ser como antes. - brigou ele
- Não vai! Ultimamente estamos brigando muito, estou mostrando que resolvi mudar. E eu tenho certeza que essa viajem vai mudar muita coisa. - Assim eu esperava.
- Se você diz eu acredito. - disse ele sorrindo. Depois matarmos todas as saudades, disse que precisava ficar em algum lugar nesse tempo e ele ofereceu o se apê.
- È não posso deixar minha mana preferida sozinha no mundo, vamos pegar suas coisas no hotel que em casa tem bastante espaço. Alias você vai me ver pouco por lá.
- Por que?
- Sou medico residente, tenho plantão quase toda a noite, então só fico lá para dormir e olhe lá.
- Quem diria hein Biel ou melhor doutor Gabriel.
- Mas é boba essa minha irmã. - Agora eu sentia que a velha Clara havia voltado.
Depois de ter buscado minha mala no hotel segui para o apartamento de Gabriel. Ficava um pouco longe do centro, mas como eu não sabia por onde procurar Henrique, estava de bom tamanho.
O apartamento era pequeno, e era alugado, mas com uma arrumação e um toque feminino ali seria um òimo lugar.
- Mamãe teria um treco ao ver esse lugar! Quando tempo esse chão não vê um pano hein? - brinquei com ele
- Bom esse será seu lar durante o tempo que ficar, então se quiser fazer algumas mudanças esteja a vontade. - disse ele dando uma indireta para que eu limpasse a casa.
- Tudo bem já entendi, eu vou ajudar na casa. Depois de arrumações feitas, Biel estava inquieto para sair, parecia que naquela noite era sua folga e ele iria sair pra namorar. Pois é velhos hábitos nunca mudam.
- Pode ir, eu fico bem aqui sozinha. - disse para ele
- Não você vai, alguns dos meus amigos também vão estar lá, vai ser legal. - tentava me convencer. Depois de muita insistencia eu me arrumei e fui com ele me divertir um pouco.
Fomos a um barzinho, bem movimentado. Diferente dos locais que eu estava acostumada a frequentar.
Sempre fui muito contida e depois Ricardo era muito ciumento. Foi pensando nele que eu quis me divertir a valer.
Depois de varias apresentações para os amigos de Biel, fomos nos sentar em um lugar menos apinhado de gente. Ele esperava seus amigos, e sua namorada.
- Ah você vai adorar conhece-la. - dizia meu irmão
- Oh que bonitinho Biel apaixonado - disse zoando
- Você é impossível hein. Mas olha lá vem ela. - disse ele esperançoso.
Olhei para trás para ver a garota. Eram três, ao lado direito uma loira de vestido curto e do lado esquerdo uma garota parecida com a outra só que de cabelos mais a namorada de meu irmão pelo sorriso que ela deu quando o viu. Mas junto com elas um homem que vinha no meio delas. Era alto tinha cabelos lisos castanhos parecia mais um modelo do que um médico. Mas meu coração parou quando eles chegaram a mesa. Assim que o vi mais de perto olhando em seu lhos eu não acreditava no que estava vendo.
- Gente essa é minha irmã Clara. - apresentou-me Gabriel - E mana essa é Mariana minha namorada, e sua irmã Gisele com o noivo Henrique...
Meu coração parou naquele momento era ele o meu Henrique!
Em busca de um amor part3
Graças as aulas do cursinho de inglês que meu pai pagava, eu conseguia me virar. Apesar de eu ter dormido em algumas aulas o básico eu sabia, e logo estaria com meu irmão.
No meio da bagunça que estava a minha mala, eu encontrei os pedaços da minha agenda, onde eu tinha o numero de Gabriel, mas ele era esquecido que só e toda vez que eu ligava só dava na caixa postal, o jeito era esperar que ele visse minha ligações e me ligasse, esperava que isso não demorasse muito...
Estava me contendo em ligar para todos os números da minha agenda, afim de saber se alguém sabia de Henrique. Pelo menos algum amigo deveria saber do paradeiro dele, mas eu não podia ficar usando o telefone do hotel, meu dinheiro estava contado para passar um mês em Nova Iorque e essa grana tinha que durar o mês inteiro. Mas meu telefone não parava de gritar com inúmeras ligações de minha mãe. Haviam noventa ligações perdidas dela. E nessa hora ela devia estar colocando a policia atrás de mim. Tudo bem que eu não devia ficar dando satisfação da minha vida para ela, eu que estava custeando a viagem, mas meu pai não merecia passar nervoso por causa dela, então resolvi ligar.
- Clara! Aonde estava menina, estou de ligando desde ontem e você não atende! - gritou ela no telefone.
- Esta tudo bem, sem pânico por favor. Sou de maior sei o que faço. - disse me arrependendo da ligação.
- Ah não sabe mesmo, falei com Ricardo e ele disse que vocês terminaram mesmo e você ainda disse que ia viajar. Onde esta? - tinha que ser aquele mimado - Que eu saiba você não tinha nenhuma viagem planejada!
- È foi de ultima hora, precisa ver o meu irmão e estou em Nova Iorque. - disse na lata, o que a deve ter matado do coração.
- O QUÊ? Como em Nova Iorque? Você deve estar tentando me matar não é possível. - dramatizou ela.
- Não mãe é verdade.
- Ah mas não, nem pediu minha permissão, trate de voltar já! - exigiu
- Mãe caso não tenha ouvido direito, estou em Nova Iorque, não na casa da vizinha. Então vou fazer o que eu quero e pronto. Agora com licença mas a ligação custa caro aqui. Até mais. - desliguei sem deixar se intrometer em minha vida, precisa dar um basta em tudo o que me atrasava.
Por mais que eu amasse minha mãe, e sabia que ela queria o meu bem, não podia deixar ela me manipular mais. Agora eu era a dona do meu destino e faria o que tivesse vontade. Chega não dava mais agora, tudo seria nas minhas costas, sejam quais forem as consequencias.
Depois de relaxar um pouco no hotel, meu irmão finalmente me ligou.
- Biel! Que saudades mano! - disse assim que atendi o telefone
- Saudades suas também garota! O que houve para me ligar tanto hein, aconteceu alguma coisa?
- Sim aconteceu, mas não se preocupe é uma ótima noticia. - disse eufórica
- Então diz, não me deixe curioso!
- Bom me diz. onde você esta morando?
- Dãr em Nova Iorque, você esta cansada de saber!
- È eu sei, mas em que local? Preciso saber se é muito longe de onde estou... - fiz um suspense
- Pode crê que é bem longe, por que esse suspense o que quer hein? - ele odiava surpresas
- Podemos dizer que não estou tão longe assim, estou no hotel " Mindnight" ao lado do aeroporto aqui em Nova Iorque!
- Mentira? - duvidou ele
- Não seu bobo, eu estou aqui mesmo procurando um lugar para ficar.
- Ah mais que noticia ótima! Não me passe o seu endereço que te busco para nos vermos.
- Tudo bem anota ai... - passei o meu endereço a ele, e iríamos nos encontrar perto de um café, para conversarmos.
Finalmente eu sentia que as coisas começariam a contar ao meu favor. Tento um lugar para ficar, e morando com alguém conhecido, ficaria muito mais fácil fazer o que eu tanto queria!
No meio da bagunça que estava a minha mala, eu encontrei os pedaços da minha agenda, onde eu tinha o numero de Gabriel, mas ele era esquecido que só e toda vez que eu ligava só dava na caixa postal, o jeito era esperar que ele visse minha ligações e me ligasse, esperava que isso não demorasse muito...
Estava me contendo em ligar para todos os números da minha agenda, afim de saber se alguém sabia de Henrique. Pelo menos algum amigo deveria saber do paradeiro dele, mas eu não podia ficar usando o telefone do hotel, meu dinheiro estava contado para passar um mês em Nova Iorque e essa grana tinha que durar o mês inteiro. Mas meu telefone não parava de gritar com inúmeras ligações de minha mãe. Haviam noventa ligações perdidas dela. E nessa hora ela devia estar colocando a policia atrás de mim. Tudo bem que eu não devia ficar dando satisfação da minha vida para ela, eu que estava custeando a viagem, mas meu pai não merecia passar nervoso por causa dela, então resolvi ligar.
- Clara! Aonde estava menina, estou de ligando desde ontem e você não atende! - gritou ela no telefone.
- Esta tudo bem, sem pânico por favor. Sou de maior sei o que faço. - disse me arrependendo da ligação.
- Ah não sabe mesmo, falei com Ricardo e ele disse que vocês terminaram mesmo e você ainda disse que ia viajar. Onde esta? - tinha que ser aquele mimado - Que eu saiba você não tinha nenhuma viagem planejada!
- È foi de ultima hora, precisa ver o meu irmão e estou em Nova Iorque. - disse na lata, o que a deve ter matado do coração.
- O QUÊ? Como em Nova Iorque? Você deve estar tentando me matar não é possível. - dramatizou ela.
- Não mãe é verdade.
- Ah mas não, nem pediu minha permissão, trate de voltar já! - exigiu
- Mãe caso não tenha ouvido direito, estou em Nova Iorque, não na casa da vizinha. Então vou fazer o que eu quero e pronto. Agora com licença mas a ligação custa caro aqui. Até mais. - desliguei sem deixar se intrometer em minha vida, precisa dar um basta em tudo o que me atrasava.
Por mais que eu amasse minha mãe, e sabia que ela queria o meu bem, não podia deixar ela me manipular mais. Agora eu era a dona do meu destino e faria o que tivesse vontade. Chega não dava mais agora, tudo seria nas minhas costas, sejam quais forem as consequencias.
Depois de relaxar um pouco no hotel, meu irmão finalmente me ligou.
- Biel! Que saudades mano! - disse assim que atendi o telefone
- Saudades suas também garota! O que houve para me ligar tanto hein, aconteceu alguma coisa?
- Sim aconteceu, mas não se preocupe é uma ótima noticia. - disse eufórica
- Então diz, não me deixe curioso!
- Bom me diz. onde você esta morando?
- Dãr em Nova Iorque, você esta cansada de saber!
- È eu sei, mas em que local? Preciso saber se é muito longe de onde estou... - fiz um suspense
- Pode crê que é bem longe, por que esse suspense o que quer hein? - ele odiava surpresas
- Podemos dizer que não estou tão longe assim, estou no hotel " Mindnight" ao lado do aeroporto aqui em Nova Iorque!
- Mentira? - duvidou ele
- Não seu bobo, eu estou aqui mesmo procurando um lugar para ficar.
- Ah mais que noticia ótima! Não me passe o seu endereço que te busco para nos vermos.
- Tudo bem anota ai... - passei o meu endereço a ele, e iríamos nos encontrar perto de um café, para conversarmos.
Finalmente eu sentia que as coisas começariam a contar ao meu favor. Tento um lugar para ficar, e morando com alguém conhecido, ficaria muito mais fácil fazer o que eu tanto queria!
sábado, 4 de junho de 2011
Em busca de um amor part2
Bom eu não sabia muito bem por onde procurar, o que eu tinha era um carta dele me dizendo que estava indo morar em Nova Iorque para estudar a tão sonhada faculdade de medicina. Mas Nova Iorque era muito grande e eu não fazia ideia por onde começar a procurar. Mas chegando lá eu me virava.
Cheguei em casa e joguei minhas roupas em uma mala e pelo telefone ia comprando uma passagem de avião. Essa estaria sendo a maior loucura da minha vida. Eu nunca me arriscava a nada e aquele era o momento onde eu estava jogando minha vida para o alto, para ir atrás de um amor mau resolvido. Eu estava adorando.
Quando estava com tudo pronto e estava saindo de casa, Ricardo estava parado em frente a minha porta.
- Oi não sabia que já estava aqui. - disse ele dando um sorriso sem graça. - E vai viajar?
- Eu não disse que era pra sair da minha casa, e não te interesa onde vou. - cortei logo de cara
- Por favor Clara vamos conversar, vamos esquecer esse meu deslize e voltarmos a ser o que éramos antes disso tudo hein? - disse ele chegando mais perto de mim
- Não dá, eu não quero e alias nem vou estar mais aqui, para mim nosso relacionamento já deu, cai fora.
- Vai para onde hein? Eu vou junto eu não vivo sem você eu te amo! - aqueles "eu te amo" dele não me causavam nem cocegas de tão falso que eram
- Ah pois eu não, e consigo viver bem sem você. Juro que eu tentei ficar ao seu lado, mas não deu, agora vou viver a minha vida fazer o que eu tenho vontade. Sinto muito, mas adeus.
- Não vai mesmo me dar uma segunda chance? - perguntou ele magoado
- Não há, nem era para ter começado.
- Você vai se arrepender de me deixar Clara! - praguejou ele
- Mais arrependida por estar com você eu não vou ficar! - ele ficou de boca aberta - Deixe as chaves do apartamento com Ana por favor. - disse antes de sair daquele apartamento que só me causava tristeza.
Enquanto tomava um café a espera de meu vôo, eu ia procurando em minha velha agenda os números de alguns amigos que eu e Henrique tínhamos em comum. Alguém devia saber onde ele estava, apesar que ele era perito em sumir...
" - As vezes eu queria sumir rique.. - disse para ele em uma das tardes que conseguíamos ficar juntos
- Ah eu sei lugares ótimo que a gente pode ir, e pelo menos esquecer um pouco do mundo...
- Você me leva me leva em um lugar desses?
- Levo você pra onde quiser, mas não podemos fugir sempre, temos que mostrar para o mundo o quando a gente se gosta.
- Eu faria tudo para ficar com você, até fugiria se fosse possível.
- Não vamos colocar os carros na frente dos bois, na hora certo vamos ficar juntos você verá!
- Tomare, mas agora vamos fugir pra bem longe e ficar o tempo que nos resta?
- Vamos..!"
Acordei de minhas lembranças com o meu telefone gritando, era minha mãe. Sinto muito mãe mas eu não vou te atender.
Dormi o meu voo inteiro e sonhei como Henrique devia estar agora, lembro-me de como era bonito, ele devia estar mais ainda... Eu não via a hora de vê-lo.
Chegando em Nova Iorque, fui direto para um hotel descansar, precisa reorganizar minhas ideias para começar minha busca.
Meu irmão morava aqui aproveitaria e lhe faria um visita. Eu sempre o admirei por ser um cara decidido e ter enfrentado minha mãe e ter lutado para conseguir seus sonhos. Minhas mãe não admitia ele ser tão dono de si e quando ele saiu de casa e jurou naquele momento não ter mais um filho, foi ai que minha vida virou um inferno. Não tinha ele para me defender.
Fiquei num hotel próximo do aeroporto, não sabia bem onde meu irmão estava morando apesar de nos falarmos sempre então teria que ficar próximo de algum local conhecido para ele me achar, já que eu estava completamente perdida.
Sentada na janela do meu mais novo endereço, eu senti pela primeira vez uma sensação de liberdade desconhecida. Eu me sentia livre para correr os riscos que fossem para ficar perto de quem valia a pena. Eu sabia que eu não iria me arrepender do que estava fazendo. Eu me arrependeria se ainda estivesse vivendo uma vida que eu não queria para mim. Chega de lamentações eu iria viver o que eu um dia deixei para trás, o meu sonho!
Cheguei em casa e joguei minhas roupas em uma mala e pelo telefone ia comprando uma passagem de avião. Essa estaria sendo a maior loucura da minha vida. Eu nunca me arriscava a nada e aquele era o momento onde eu estava jogando minha vida para o alto, para ir atrás de um amor mau resolvido. Eu estava adorando.
Quando estava com tudo pronto e estava saindo de casa, Ricardo estava parado em frente a minha porta.
- Oi não sabia que já estava aqui. - disse ele dando um sorriso sem graça. - E vai viajar?
- Eu não disse que era pra sair da minha casa, e não te interesa onde vou. - cortei logo de cara
- Por favor Clara vamos conversar, vamos esquecer esse meu deslize e voltarmos a ser o que éramos antes disso tudo hein? - disse ele chegando mais perto de mim
- Não dá, eu não quero e alias nem vou estar mais aqui, para mim nosso relacionamento já deu, cai fora.
- Vai para onde hein? Eu vou junto eu não vivo sem você eu te amo! - aqueles "eu te amo" dele não me causavam nem cocegas de tão falso que eram
- Ah pois eu não, e consigo viver bem sem você. Juro que eu tentei ficar ao seu lado, mas não deu, agora vou viver a minha vida fazer o que eu tenho vontade. Sinto muito, mas adeus.
- Não vai mesmo me dar uma segunda chance? - perguntou ele magoado
- Não há, nem era para ter começado.
- Você vai se arrepender de me deixar Clara! - praguejou ele
- Mais arrependida por estar com você eu não vou ficar! - ele ficou de boca aberta - Deixe as chaves do apartamento com Ana por favor. - disse antes de sair daquele apartamento que só me causava tristeza.
Enquanto tomava um café a espera de meu vôo, eu ia procurando em minha velha agenda os números de alguns amigos que eu e Henrique tínhamos em comum. Alguém devia saber onde ele estava, apesar que ele era perito em sumir...
" - As vezes eu queria sumir rique.. - disse para ele em uma das tardes que conseguíamos ficar juntos
- Ah eu sei lugares ótimo que a gente pode ir, e pelo menos esquecer um pouco do mundo...
- Você me leva me leva em um lugar desses?
- Levo você pra onde quiser, mas não podemos fugir sempre, temos que mostrar para o mundo o quando a gente se gosta.
- Eu faria tudo para ficar com você, até fugiria se fosse possível.
- Não vamos colocar os carros na frente dos bois, na hora certo vamos ficar juntos você verá!
- Tomare, mas agora vamos fugir pra bem longe e ficar o tempo que nos resta?
- Vamos..!"
Acordei de minhas lembranças com o meu telefone gritando, era minha mãe. Sinto muito mãe mas eu não vou te atender.
Dormi o meu voo inteiro e sonhei como Henrique devia estar agora, lembro-me de como era bonito, ele devia estar mais ainda... Eu não via a hora de vê-lo.
Chegando em Nova Iorque, fui direto para um hotel descansar, precisa reorganizar minhas ideias para começar minha busca.
Meu irmão morava aqui aproveitaria e lhe faria um visita. Eu sempre o admirei por ser um cara decidido e ter enfrentado minha mãe e ter lutado para conseguir seus sonhos. Minhas mãe não admitia ele ser tão dono de si e quando ele saiu de casa e jurou naquele momento não ter mais um filho, foi ai que minha vida virou um inferno. Não tinha ele para me defender.
Fiquei num hotel próximo do aeroporto, não sabia bem onde meu irmão estava morando apesar de nos falarmos sempre então teria que ficar próximo de algum local conhecido para ele me achar, já que eu estava completamente perdida.
Sentada na janela do meu mais novo endereço, eu senti pela primeira vez uma sensação de liberdade desconhecida. Eu me sentia livre para correr os riscos que fossem para ficar perto de quem valia a pena. Eu sabia que eu não iria me arrepender do que estava fazendo. Eu me arrependeria se ainda estivesse vivendo uma vida que eu não queria para mim. Chega de lamentações eu iria viver o que eu um dia deixei para trás, o meu sonho!
Em busca de um amor part1
Foi tudo muito rápido mas real quando eu abri a porta do meu apartamento e encontrei me namorado com um qualquer se agarrando em minha cama. Não sentia dor, sentia raiva, muita raiva.
-Não é nada do que você esta pensando meu amor, eu posso explicar... - e eu pensando que as pessoas só dissessem isso em novelas, mas me enganei
- Explique se então. - exigi fria
- Bom é... - começou mas nem ele sabia explicar
- Não há o que explicar não é, eu só peguei o meu namorado na minha casa com um vadia na minha cama, só isso já esta explicado. - disse olhando-o com desprezo.
- Meu amor me desculpe, foi um impulso. - tentou se explicar
- È o que farei também é um impulso mas muito bem pensado. Sai daqui! - exigi
- Vamos conversar melhor...
- Sai da minha casa e não esqueça de levar essa vadia... - exigi mais forte
- Ei olha como fala comigo - reclamou a piranha
- Esta em minha casa querida, se não quer que eu chame a policia por invasão de privacidade sai daqui junto com o seu amante. - Ameacei com o telefone na mão pronta pra fazer um escandalo, agora nada mais me importava.
- Tudo bem não precisa eu saio, eu espero você se acalmar pra nós conversarmos. - pediu o cara de pau.
Fulminava com os olhos enquanto ele e a vaca saiam do meu apartamento. Meu sangue fervia, mas não de ódio dos dois e sim de mim mesma.
Eu era infeliz, namorava Ricardo havia dois anos, mas não sentia nada por ele. Perdi o amor da minha vida por um erro idiota e por uma pressão que meus pais fizeram pra mim ficar com um cara que eu não gostava. Agora eu o odiava. Agora por que eu fiquei com aquele idiota? Por medo, simplesmente medo, não me arrisquei o suficiente por que daria tudo por mim. E agora o cara que dizia morrer de amores por mim, havia me colocado um belo par de chifres! Irónica a vida não? Só estava colhendo o que eu havia plantado.
- Eu me ODEIO! - Gritei com todas as forças do meu coração.
- Calma minha filha por que não conversa com Ricardo, ele pode explicar... - minha mãe tentava me convencer na manha do dia seguinte.
- Eu não quero falar com ele! - disse de mau humor. Minha mãe mandava muito na minha vida, e eu a tendia como uma filha obediente. Mas sinceramente eu já estava de saco cheio de ser a filha que ela sempre quis ter.
- A culpa é sua sabia, você nunca deu valor a ele quando estavam juntos.
- Me poupe mamãe eu não estava com ele, não era o que queria?
- Não me coloque no meio, só queria sua felicidade, mas você nunca entendeu, agora esta colhendo o que plantou.
- È estou, e pode crê esta doendo mais do a senhora imagina! - falei lembrando - me de que foi minha mãe que me tirou dos braços do homem que eu amava. - Mas não pense a senhora que é por causa do seu afilhado querido...
- È ainda aquele traste não é? Que vergonha eu te proporcionando o melhor e você desdenhando.
- O que è melhor para mim não é o melhor para você aprenda isso.
- Olha como fala comigo ainda sou sua mãe! - disse ela magoada
- Desculpe, mas já não sou mais aquela garotinha adolescente que fazia suas vontades, eu cresci. Agora com licença vou trabalhar. - disse deixando a sozinha
- Clara não me deixando aqui falando sozinha! - gritou ela quando eu já estava longe.
Eu estava amargurada com a minha vida, a única coisa que me deixava feliz era o meu trabalho. Pintava telas desde o sete anos de idade, e não parei mais. Mas eu estava começando a acordar para minha vida. Por que quem vivia ela, era eu!
- Eu vou tirar umas ferias! - disse a Ana minha sócia do atelier.
- Mas agora você esta cheia de exposições para fazer! - disse ela
- Cancele, pintores precisam de tempo para inspiração.
- Você não é um desses. O que houve?
Ana além de minha sócia era uma grande amiga de infância, sabia de todo os meus segredos e minha angustias, para ela eu não escondia nada.
- Você vai embora por causa de Ricardo? Mas você não o amava!
- Não vou embora por causa dele, por muito tempo fiquei presa a ele, agora tenho um motivo para ir embora. Eu sou livre.
- E para onde vai?
- Não sei bem, mas vou atrás de que eu nunca esqueci!
- Vai atrás de Henrique? Mas não passou tempo demais?
- Nunca é tarde demais, sim vou atrás dele.
- Mas como vai acha-lo?
- Eu não sei, mas não posso perder mais tempo do que já perdi, eu ainda o amo muito e preciso dizer isso a ele!
- Boa sorte então!
- É vou precisar!
Eu não fazia ideia do que passava na minha mente, mas naquela manha depois de discutir com minha mãe, vi o tanto que era infeliz. E bom era a minha vida, só eu podia muda-la, não havia cabimento eu com vinte um anos me escondendo debaixo da barra da saia da minha mãe, fazendo o que queriam e eu sofrendo calada. Era hora de mudar correr atrás do que me fazia feliz.
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