domingo, 12 de junho de 2011

Em busca de um amor part9


As aulas por obrigação foram tensas. Eu não queria e nem ele também, principalmente por que eu estava morrendo de medo, e ele não estava se sentindo a vontade naquela situação. O meu alivio foi que depois de muita insistência  eu consegui montar no cavalo, mas com ajuda de Henrique.
- Eu disse que meu amor é um otimo professor! - gabou-se Gisele.
- È concordo com você - admiti, o que deixou Henrique vermelho. Continuava o mesmo quando o elogiavam. - Mas já chega por hoje eu quero descer! - sem querer um sorriso brotou nos lábios de Henrique ele me conhecia, sabia que minha coragem durava pouco...
" - Vamos Clara, você vai gostar! - disse ele tentando me convencer a ir em uma roda gigante.
- Não eu já disse que tenho medo de altura! - disse agarrada a um urso que eu havia acabado de ganhar em uma barraca.
- Então vamos perder esse medo agora! - disse ele me arrastando até o brinquedo. E como para ele não existia a palavra "não" fui obrigada a ficar naquela coisa.
- Olhe você já esta nele, aproveite. - disse ele enquanto o maldito subia e eu agarrada a grade com os olhos fechados. Quando resolvi abri-los, vi como a noite esta linda. Toda estrelada e quando estávamos no alto parecia que podíamos tocar a lua.
- È lindo. - disse olhando em seus lindos olhos azuis admirada.
- Não como você... - disse antes de me beijar. - Eu disse que seria bom, não precisava ter medo!
- Tudo bem foi. - disse assim que saímos do brinquedo. - Agora poder ir no carrossel? - Ele deu uma sonora gargalhada " [...]
- Clara! - gritou o meu irmão
- O que foi? - perguntei assustada
- Você não ia descer? Henrique esta a um tempão te chamando, parece que esta no mundo da lua.
- Desculpe-me - disse completamente envorganhada, de novo perdida em meus devaneios. Quando fui tentar descer acho que bati a bota no cavalo que entendeu aquele sinal como se fosse para correr. E do nada ele começou a cavalgar pela fazenda. Eu me desesperei não sabia fazê-lo parar, e ele corria demais. Meu medo era cair.
- Fique calma que eu estou te seguindo! - gritou alguém atrás de mim. Não precisei de muito para descobrir de quem era. Mas o cavalo corria muito indo para outras extremidades da fazenda. Foi quando Henrique apareceu cavalgando do meu lado afim de me salvar.
- Olha eu sei que você tem medo, mas eu vou te segurar, só precisa confiar em mim. - eu só confirmei com um olhar que confiava nele. - Olha segure minha mão e pule para cá.
- Mas e se eu cair? - olhei pela primeira vez em pânico para ele. Uma garoa fina caia sobre nós, o  que me aterrorizava mais.
- Não vou te deixar cair, só não posso deixar ele ir mais longe, não sei o que há para o lado de lá, ainda mais com a chuva que esta prestes a cair. - Ele estendeu a mão para mim enquanto ainda corríamos o meu coração pulava aos saltos. Chuva começou a não dar trégua. - Vou contar até três ai você pula tudo bem? - antes de responder ele começou a contar se eu não morresse ali não morreria mais. - Três! Pula! - Segurei em sua mão e me joguei em seu braços fortes e molhados pela chuva. Segurei tão forte em seu pescoço com o coração aos saltos, depois da adrenalina.
- Você esta bem? - perguntou ele preocupado. Não conseguia dizer, só assentir. - Não retornaremos agora pra fazenda esta chovendo demais vamos ficar num casebre aqui por perto. - Avisou ele, perto do meu ouvido.
Paramos m frente ao casebre de madeira no meio da estrada, daquele jeito via-se como a fazenda era grande. Depois de me ajudar a descer do cavalo e coloca-lo em um lugar longe da chuva, entramos no pequeno casebre abandonado.
Na verdade o casebre era só um galpão abandonado. Havia algumas cobertas no fundo, junto com um lampião. Depois de clarear o local, para ver se não havia nenhum bicho. Ele me entregou um cobertor.
- Só temos isso para nos abrigar, então fique perto do fogo para não ficar doente. - disse ele um pouco mais serio. - Você esta bem? - perguntou ele olhando pela primeira vez em meus olhos.
- Estou obrigada por tudo não sabe o medo que senti. - disse compenetrada em seus olhos.
- Não foi nada. - disse ele constrangido e desviando o olhar.
Depois de ficarmos perto do fogo nos aquecendo, o silencio completamente reinou. A chuva não dava sinais que iria parar tão cedo. Aquele seria um otimo momento para esclarecermos os fatos.
- Clara por que esta aqui hein? Faz tanto tempo...- começou ele
- Eu precisava falar com você esclarecer os fatos...
- Não temos nada pra conversar, eu já disse.
- Para eu nós temos sim!
- Você não sabe o que eu passei, agora vem depois de anos acabar com a minha felicidade você não tem esse direito. - sua voz mostrava sua amargura.
- Eu não quero estragar sua felicidade, eu só achei que devi achar você... - disse sentida olhando em seus olhos que me encaravam. Estávamos de frente um para o outro,nos questionando...
- Não o que faz quando fica com a minha noiva hein? Não quero que você estrague o momento dela, então eu te peço vá embora de nossas vidas, enterre o passado!
- Eu nunca faria algo pra prejudica-la, parece que não me conhece! - irritei-me
- Um dia eu pensei que eu te conhece agora não mais! O que me garante que você não veio para cá para estragar meu casamento, não me deixar ser feliz como no passado? - gritou ele
- Eu NUNCA faria isso, eu ainda te amo! - exclamei o mais alto que pude para ele, o que o deixou perplexo, antes que ele pudesse me questionar, eu o beijei e fui correspondida, com a mesma intensidade de que eu guardava em meu peito durante todo esse tempo separados. Ali naquele beijo eu entreguei o meu coração, não pensei em nada e nem em ninguém. E no chão daquele casebre nos entregamos pela primeira vez de corpo e alma sem se importar com as consequencias.

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