Sentada no meu quarto olhando as fotos de nós dois ;pois foi só que restou de um passado não tão distante; manchadas pelas minhas lágrimas,e também amassadas pelo tempo de tanto ao dormir trazer-las junto ao meu peito querendo reviver aquilo.
Eu tento a maior parte do tempo me fazer de forte, mas as vezes - e não são poucas - eu deixo as lágrimas correrem pelo meu rosto, afim de ameninar a dor latejante em meu peito.
Eu fico pensando nas palavras poderiam ser ditas e até hoje não passaram de pensamentos. Acho que o que dói mais é o arrependimento.
Me lembro de como passávamos o tempo juntos, e eu no meu esconderijo de sentimentos reprimia o amor que sentia por você, nem naquela tarde ensolarada de Outubro que ficou em minha memoria e de lá não sairá.
- Vou sentir sua falta...
- Eu também vou, mas logo vamos nos ver. - disse me aconchegando em seu abraço quente afim de esconder as lágrimas que teimavam em encher meus olhos. E você me encarou de uma forma completa, como se quisesse ler minha mente. Por que não dizer o que o coração está cheio, não preferi reprimir tudo em meu coração. E antes que eu pudesse me manifestar, você me puxou para um beijo apaixonado de despedida.
- Até logo. - eu só assenti já entregue-me as lágrimas. E vendo seu carro fazer a curva eu só tive coragem de balbuciar um "eu te amo!" baixo. Mas não esperava que o destino fosse tão cruel. Um caminhão em alta velocidade colidiu com o seu carro. A poucos metros de mim. E ali eu perdi o amor da minha vida...
E como voltar a viver, sabendo que te perdi sem me despir devidamente? Como fingir que estou levando a vida, quando encontro seu amigos e percebo que você não vai chegar junto deles?
E como viver na incerteza do "será", o que poderíamos ter sido, o que poderíamos ter vivido?
E sabe o que doí mais alem da certeza de saber que você nunca mais irá voltar? E saber que naquele momento tudo o que eu queria te dizer é eu amava você...







