quarta-feira, 30 de março de 2011

Mascaras

Eu por todo esse tempo usei uma mascara, que podia me dar forças para não mostrar aquilo que verdadeiramente eu guardava no meu peito.
Quando a usei pela primeira vez foi difícil ela não se encaixava as minhas expressões, era difícil deixa-la real, mas com o tempo me acostumei em usa-la e querendo acreditar que o que ela passava era real.
Mas o que eu escondia eram marcas profundas. Minha mascara serviu como um curativo para um machucado, um grande corte. Mas como todo machucado quando se retira o curativo você consegue ver as marcas, as cicatrizes. E foi assim que me senti quando eu a retirei pensando que o machucado estava curado.
Por um tempo parecia estar, as marcas não eram tão fundas, dava pra começar de novo, só que eu sabia que se tentasse de novo se desejase mesmo eu acabaria com outro machucado.
Nesse caminho incerto onde a muitos espinhos pelo caminho eu cai novamente, e as mesmas cicatrizes que antes pareciam estar levemente curadas, estão se abrindo de novo. Não sei qual é o remédio que tenha a cura, pelo menos momentânea para eu conseguir continuar caminhando. E nem deu um tempo das primeiras secarem. Deve ser por isso que nem me incomodei com a dor já me acostumei a ela.  Mas os outros não. Por isso eu uso a mascara para tampar aquilo que não quero mostrar a minha verdadeira face.
Estou em busca dessa vez de um remédio durauro, por que nem a mascara esta ajudando ela esta se transformando naquilo que era pra esconder...

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