E você hoje se olha no espelho e nem se reconhece mais, deixou a barba crescer, as olheiras estão mais aparentes pois mesmo com tempo você não consegue dormir, e seu sorriso ah aquele seu sorriso hoje já não existe mais. E por mais que você queira mostrar que está tudo bem, por mais que você queria acreditar que isso é só uma fase, você não consegue. " Está tudo bem, eu estou feliz." Você diz as pessoas, por que as coisas estariam ruins? A banda anda muito, seu projeto cresce a cada dias mais, e você tem uma garota ao seu lado que te faz bem, ou você acredita que faz bem. Admita uma vez na vida que isso não faz sentido sem ELA. Tudo estaria mais certo se fosse ela que aparecesse ao seu lado nas fotos, que fosse ela a primeira a saber do seu dia, do seu projeto e que fosse ela que te encorajasse a ir em frente quando fosse necessário. Por mais perto que vocês estejam, é só em corpo por que em alma estão tão distantes. Por qual motivo mesmo você brigaram? O que foi mesmo que pesou na hora que tiveram que colocar um ponto final da história de amor de você, que não pode ser resolvido com um sinto muito, eu te amo? Você nem se lembra, só se sente a cada dia que passa um imbecil, um idiota por te feito que ela acreditasse que ela já era página virada da vida dela, que as garotinhas que você desfilava na frente dela, assim que tudo acabou,eram melhores que ela. E hoje ela sorri, depois de tudo ela criou forças e realmente acreditou que você estava feliz e foi viver a vida dela do modo que ela melhor. Mas e você se arrependeu, mas continua orgulhoso como sempre, prefere deixar as coisas como estão fingindo que tudo está bem do jeito que está e ir se afundando a cada dia que passa, do que lutar e tomar qualquer atitude que traga de volta aquele garoto. Aquele garoto das fotos que você excluiu por raiva, aquele garoto que por mais que estivesse cansando, irritado, com sono se modificava quando olhava para aquela lua que iluminava a escuridão da sua vida e fazia que um sorriso mais brilhante que o sol iluminasse sua face. Você já foi aquele garoto.
Lembranças, sonhos, desejos, lágrimas, vontades, sentimentos, rascunhadas em palavras e sentidas em um coração!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Vai ficar tudo bem com o tempo.
E finalmente os 365 dias se passaram. Para mim eles definitivamente se arrastaram, e por muitas vezes eu pensei que nem iria vê-lo chegando. Mas passou, muita coisa mudou de lá para cá. Um ano que começou totalmente obscuro cheio de dores, eu realmente achei que ele não chegaria ao fim, acreditei por muitas vezes que não passaria. Recaídas aconteceram, até eu voltar ao meu estado "normal" ou talvez não, acho que mudei bastante, estou num misto do que eu era antes de todo aquile reboliço e outra parte remendada depois de tudo.
Existiram noites em que eu achava que aquilo que eu era com ele, era o meu eu normal, mas infelizmente não era. Era só uma pessoa totalmente modificada tentando me adequar para você me perceber. Mas infelizmente ele não era o adequado. Eu me forjei para que ele gostasse de mim, mas isso só me trouxe grandes feridas que mantém algumas marcas dentro de mim. Até duas semanas atrás eu ainda achava que aquilo era o certo, mas ao analisar toda situação eu só me anulei pus ele acima de mim mesma. Que grande erro! Hoje me pergunto será que alguma coisa boa ficou daquela história? Posso dizer aprendizado, mas confesso preferiria mil vezes aprender tudo sem passar pela aquela dor, dor que me assolou durante meses e eu achei que ela nunca iria passar.
Hoje eu escuto todas aquelas musicas, vejo filmes, leio as histórias e só alguns flashs passam pela minha mente. Seu rosto é um borrão e sua voz já não é tão mais forte quanto antes. Seu nome já nem me aparece tanto assim. E acho isso bom, eu fico feliz de saber que a cada dia que passa a menos de você dentro de mim. Conto com o dia que talvez você suma de vez e só sobre eu mesma.
Mais recaídas ainda podem acontecer, mas hoje sei que depois desse 365 dias o sol voltou a brilhar para mim e não só em uma metáfora. Pois hoje quando eu abri minha janela eu vi um sol radiante olhando para mim. E irei aproveita-lo ao máximo antes que alguma nuvem venha e me deixe na escuridão novamente. Cicatrizes sempre existiram, mas aos poucos vou aprendendo a ignora-las e sabendo que com o tempo tudo irá ficar bem.
domingo, 18 de novembro de 2012
Te Vivo. (final)
NP: Te Vivo - Luan Santana
Dez anos depois...
" Quando me sinto só, te faço mais presente... Eu fecho os meus olhos e enxergo a gente."
- Um homem nunca sabe quando a vida dele pode mudar. Muitos esperam que a carreira será a grande escolha dele que o fará um grande homem. Mas nessa minha vida, eu vi que me transformei em homem, quando eu assumi os meus sentimentos, quando deixei de ser moleque o suficiente para fazer uma escolha que mudou tudo em minha vida. Quando assumi meus sentimentos, para a mulher mais perfeita do mundo, eu comecei a realmente a viver. Dizem que atrás de grande homem há uma grande mulher, posso dizer que sou prova viva que isso aconteceu. Se não fosse um anjo que apareceu na minha vida, eu não teria me motivado a correr atrás do meu futuro. Talvez eu fosse só um cara frustrado com a vida, só existindo. Mas esse anjo mudou minha vida, e não fosse ela, hoje esse centro não existiria.
" Em questão de segundos voo pro outro mundo, outra constelação..."
Finalmente eu havia achado algo em que eu era bom. Depois de ver todo aquele sofrimento de Luana e todas as outras pessoas, eu senti necessidade de fazer algo. Me empenhei com o todo o meu ser e fui estudar medicina. Fiquei muito contente quando consegui passar no vestibular, e me empenhei a finco aos estudos, passei noites em claros fazendo trabalhos e estudando para provas, querendo realmente vencer na vida. Não foi fácil, mas era só me lembrar daqueles rostos passando por dificuldades maiores lutando contra um câncer, eu me sentia mais forte.
" Não dá pra explicar ao ver você chegando qual a sensação..."
E com muito esforço consegui me formar, não hesitei em nenhum momento ao escolher a minha especialização, oncologia. E convivendo com as histórias dos meus pacientes, vendo suas vitórias, e em alguns casos infelizmente as derrotas, eu e mais um grande doutor resolver abir este espaço. O nome escolhi, foi o da minha maior motivadora, ela que foi e continua sendo um anjo da minha vida, que merece os aplausos aqui no meu lugar.
" A gente não precisa estar colado pra tá junto, os nosso corpos se conversam por horas e horas, sem palavras vão dizendo a todo instante um pro outro o quanto se adoram..."
E com muito orgulho eu inauguro, o centro Luana Ribeiro, especializado em casos de câncer. - uma chuva de aplausos começou. Nunca me senti tão orgulhoso como naquele momento e tudo graças a uma grande mulher, uma lutadora, um guerreira que me ensinou muito. Me ensinou não só o que era amar, me ensinou a corre atrás dos meu sonhos, mesmo quando eu nem tinha um. Me fez um homem muito mais forte!
" Eu não preciso te olhar pra te ter em mundo, por que onde quer que eu vá você esta tudo.."
- Discurso lindo meu amor! - disse ela me abraçando fortemente. Girei-a em meus braços, agradecendo a Deus, por te-la ali comigo. - Giulia também adorou não é bebê? - Eu era definitivamente um homem completo, tinha uma linda esposa e agora uma linda bebê de oito meses, que por mais que não fosse nossa filha de sangue, era amada como se fosse. E por coincidência, ela tinha os mesmos olhos e cor de cabelo de Luana, definitivamente um anjo. Apesar que eu sabia que coincidências não aconteciam.
Minha esposa, jamais ficou sabendo que eu fui o seu doador de medula. E eu ficava feliz por ser assim, por que hoje mais do que nunca eu sei que quem me salvou foi ela, e não ao contrario.
" Tudo, tudo o que eu preciso.... Te Vivo."
Te Vivo. (parte 9)
NP: Run - Leona Lewis.
" Eu cantarei pela ultima vez para você, depois nós precisamo mesmo ir embora..."
- Cláudia infelizmente não é compatível com Luana. - informou o médico lendo os resultados dos exames.
- Mas como, elas são irmãs?! - exclamei totalmente triste. Cláudia ao meu lado só chorava.
- Eu disse que as chances dela serem compatível era só 37%. Mas ela ficará na lista de espera, vamos torcer para que achemos um doador logo. Agora teremos que contar a ela.
A reação foi premeditada, ao que parece a ficha dela cai naquele momento. Ver seu desespero cortava o meu coração.
- Calma minha pequena, você esta na lista de espera vamos torcer para que tudo dê certo. - disse a ela, tentando passar confiança.
- Dani, eu estou com medo. - disse ela agarrada a mim. - Eu juro tentei me fazer de forte todo esse tempo, passei por todos os processo com coragem, mas admito que estou com tanto medo. - Chorava ela, enquanto eu tentava me controlar, não podia mostrar fraqueza naquele momento. - Sabe Daniel, eu nunca falei em voz alta, mas você foi a melhor coisa que já me aconteceu, eu nunca esperei que isso fosse acontecer, mas saiba eu te amo muito!
- Hey não se despeça, nós vamos estar juntos sempre ouviu? - disse olhando em teus olhos, chorosos. Eu não podia perder aquela mulher!
- Hey não se despeça, nós vamos estar juntos sempre ouviu? - disse olhando em teus olhos, chorosos. Eu não podia perder aquela mulher!
" Eu mal posso te encarar, mas toda vez que faço eu sei que faremos em algum lugar, bem longe daqui..."
E voltamos pra onde começamos. O que eu podia fazer por ela? A impotência naquele momento era o que mais me desesperava. Eu queria salva-lá mas como? Sai andando sem rumo pelos corredores do hospital, até chegar em uma pequena capela que existia no edifício. Nunca fui religioso, mas naquele momento eu estava perdido, mal eu sabia que não iria fazer. Sentado naquele banco não me importei em chorar tudo o que estava guardado em meu peito. Evitava ao máximo chorar perto das pessoas, sempre me fiz de durão, e naquelas circunstâncias eu tentava passar confiança a Luana, pois sabia que ela precisava. Mas naquele momento sentado sozinho dentro daquela capela, não me importei. Os soluços escapavam da minha garganta, trazendo a tona todo o meu sofrimento, pois eu também sofria ao ver a mulher da minha vida naquela situação. Foi quando dentro de mim, como quase um sopro suave em meu ouvido disse " A resposta está dentro de você." Talvez eu estivesse tão atordoado que estivesse ouvindo coisas, mas eu consegui captar bem aquelas palavras antes de apagar completamente.
" Pensar que não poderia ver esse olhos, fica tão difícil não chorar..."
Acordei em uma maca, completamente tonto, nem sei o que aconteceu só me lembrava de esta na capela...
- Fique calmo você desmaiou já o doutor Carlos vem falar com você. - disse uma enfermeira logo ao meu lado. - assenti que sim, e alguns minutos depois o mesmo médico que cuidava de Luana, veio me atender.
- Olá garoto, que susto hein? - disse ele. - Sei que os dias estão corridos mas não pode deixar de se cuidar.
- É eu ando meio despreocupado com a minha saúde mesmo. - admite.
- Não deve, você só teve uma queda de pressão, mas mandei a enfermeira fazer uns exames de sangue em você só por precaução, tudo bem? - assenti que sim, afinal fazia meses que eu não fazia um check up. - Aconselho que vá pra casa só por essa noite, descansar, acredite qualquer coisa com Luana, avisaremos a você.
Concordei e depois de tranquilizar Luana que eu estava bem, fui mesmo para o apartamento dela. Alias nosso, desde que meu pai apareceu ele cumpriu mesmo a promessa e parou de me sustentar, mas aquilo era um dos menores problemas que eu tinha. Depois de conseguir descansar um pouco esparramado no sofá, a lembrança do que eu tinha ouvido na capela voltou. " A resposta está dentro de você." Por mais que eu quisesse esquecer, aquilo ficou vagando a minha mente até adormecer.
Logo pela manhã assim que cheguei ao hospital, recebi um aviso que o doutor queria conversar comigo. Fui sem hesitar, temendo que Luana tivesse piorado muito.
- O que foi doutor Carlos? Luana piorou? - cheguei a sua sala enchendo-o de perguntas.
- Não meu caro, é uma boa noticia! - exclamou ele, parecendo realmente contente.
- Diga logo! - implorei.
- Ontem depois do seu desmaio, como havia dito pedi que fizesse uns exames de sangue, e bom hoje de manhã por caso fui dar um olhada e vi que você Daniel, pode doar a medula a Luana, vocês são compatíveis!
Fiquei olhando para o médico concatenando as ideias, sem crer que aquilo podia ser possível. " A resposta esta dentro de você" eu ouvi novamente baixinho no meu ouvido. Não aguentei e deixei as lágrimas darem livre curso pelo meu rosto.
- Mas isso é maravilhoso. Eu posso salvar minha pequena!
- Vamos com calma. Não é certeza absoluta que o corpo dela irá aceitar, mas meio caminho nós já andamos um doador, isso é o mais complicado. Primeiramente faremos novos exames para constatar que você esta em ótimas condições de saúde, e logo poderá fazer o procedimento para a retirada da medula e Luana receberá no mesmo dia.
- Então vamos logo com isso, quero fazer esses exames o mais rápido possível. - exclamei feliz da vida, pois teria a chance de salvar o amor da minha vida.
Exames feitos, só aguardava os resultados, eu estava confiante que tudo daria certo, eu não fui escolhido atoa, alguém lá cima tinha me colocado naquele caminho justamente para isso. Os exames deram resultados excelentes e logo fomos comunicar a Luana. Só havia pedido ao doutor que não revelasse que eu era o doador para Luana, isso não precisava ser revelado eu me sentiria bem melhor daquele jeito.
" Acenda, acenda como se você tivesse escolha..."
Eu andava exultante pelo corredor do hospital para contar a Luana que ela seria salva. Ao meu aproximar de seu quarto nossos olhos se cruzaram pelo vidro, ela abriu um sorriso mais lindo do mundo, eu me lembrei daquela noite em que a vi dançando cheia de vida naquela boate. Quem diria que ali eu encontraria quem faz meu coração bater mais forte, quem faz meu mundo ter cor? Sustentei o sorriso e o olhar, que foi profundo e cheio de amor, e num segundo mais tarde eles se fecharam. Um bipe ensurdecedor ecoou pelo quarto e os enfermeiros correram. Não! Ela tinha parado de respirar. Ela não podia, me deixar! Não naquele momento!
" Mesmo que você não ouça a minha voz, saiba que estarei sempre ao seu lado querido..."
- LUANA! - Gritei pelo vidro, enquanto os enfermeiros faziam massagem cardíaca nela. - Não me deixe!
Não me deixe! NÃO ME DEIXE! Gritava em vão para que alguém me escutasse, mas ao que parecia já era tarde demais...
" Mais alto, mais alto e correremos pelas nossas vidas [...] Você foi a única coisa certa que fiz.
sábado, 17 de novembro de 2012
Te Vivo. (parte 8)
NP: Everytime We Touch - Cascada
Não houve outra medida tive que ligar para a irmã de Luana, para que ela viesse o mais rápido possível ao encontro da irmã. A chance dela ser compatível era de 37%, mas era a única esperança. Luana não gostou de saber que ela viria, mas ela não tinha escolha.
- Não adianta ficar brava, essa é a nossa esperança e você tem que aceitar. Por que é tão difícil deixar que as pessoas que te amam ficarem perto de você?
- Não quero que elas sofram como eu sofri com minha mãe, eu já estive no seu lugar... - respondeu ela sem me olhar nos olhos.
- Hey, mas você não ficou ao lado dela por que a amava? - ela assentiu que sim - Então deixe que faremos a mesma coisa, não a abandonaremos. - disse dando-lhe um beijo na testa.
Quando Cláudia a irmã de Luana chegou, foi um grande choradeira de ambas. Fazia tempo que não se viam e ficar e se encontrar naquelas condições não era uma das melhores.
- É duro ver minha irmã assim... - comentou Cláudia comigo. - Me lembra muito o que minha mãe passou.
- Imagino como deve ser duro pra duas, essa situação... Eu vendo-a assim também me dói muito. - disse me segurando para não chorar.
- Obrigada por não deixar minha irmã, obrigado por ser homem e não abandona-la que nem nosso pai, ela não merece isso. - disse Cláudia emocionada.
- Eu nunca faria isso, eu a amo muito. - disse sorrindo em meio a algumas lágrimas que sem querer desceram pelo meu rosto.
Os exames para saber se Cláudia era compatível com Luana, já tinham sido feitos, e enquanto o resultado não saia, Luana teve uns dias de alta. A irmã dela resolveu ficar num hotel com o namorado e nós fomos pra o apê dela.
- Lar doce lá. Não aguentava mais aquele hospital. - disse ela se jogando no sofá.
- Nem eu. - disse me jogando ao lado dela e a abraçando.
- Já disse você não precisa ficar lá o tempo todo, tem que cuidar da sua vida. Alias acho que deve se desculpar com os seus pais... - eu havia contado a ela sobre a briga que tive com os meus pais.
- Não, eles não aceitam minhas escolhas, precisam a aprender a me respeitar.
- Mas me sinto culpada por ser o motivo da briga. Não quero empatar sua vida.
- Você não é culpada de nada, fique tranquila você não atrapalha em nada a minha vida, alias eu não conseguiria fazer nada, enquanto eu estivesse preocupado com você. Alias eu não tinha vida antes de você, só existia, tudo mudou quando você apareceu na minha vida. - Ela olhou-me com os olhos marejados e me deu um longo beijo. O desejo falou mais alto naquela hora, a saudade de possui-lá em meus braços era muita.
" Toda vez que nos tocamos eu tenho esse sentimento. Toda vez que nos beijamos eu sinto que posso voar.."
Eu nunca havia sentindo aquilo que ela me proporcionava, era uma faísca eletrizante que passava pelo meu corpo enquanto nos amávamos naquele pequeno sofá. Os seus lábios, os mais doces e mais suaves que já beijei na vida passeavam pelo meu corpo me deixando arrepiado. Eu não tinha duvida de que quando juntos éramos uma só alma, que esperam anos pra poderem se encontrar novamente.
"Você não pode sentir meu coração bater rápido, eu quero que isso dure. Quero você do meu lado."
Não era só amor que sentíamos um pelo outro, também havia paixão que exalava pelos nossos poros, se misturando ao suor de nosso corpos.
"Por que toda vez que nos tocamos, eu sinto essa estática."
Nosso amor ali consumado, eu tinha a certeza que não conseguiria viver sem ela. Luana era parte de mim, e sem ela eu simplesmente não existia.
" Você não pode sentir meu coração batendo mais lento. Eu não posso deixar você ir, quero você na minha vida."
Te vivo (parte 7)
NP: I Look to You. - Whitney Houston
Logo após a tomografia confirmar, que Luana estava sim com leucemia, o tratamento começou. Ela precisou ficar internada, pois a quimioterapia a deixava fraca e ela precisava ser monitorada para não piorar, por causa da anemia.
Assim que soube que iria iniciar o tratamento de quimioterapia, Luana cortou os cabelos bem curtos na nuca. No começo ao olha-la estranhei um pouco, mas logo percebi o quão ficou com cara de menina.
- É melhor pra ir me acostumando, já que sei que meus cabelos cairão com o tratamento.- explicou ela. - Ficou triste? Vai continuar gostando de mim? Já não poderá mais enroscar os dedos no meus cabelos...
- Que besteira! - disse a beijando. - Eu amo você e não os seu cabelos, você fica linda de qualquer jeito. - ela sorriu parecendo feliz com a resposta. E não tardou para que ela ficasse completamente careca, logo na terceira sessão do tratamento já estava sem cabelos, mas logo acho um jeito de arrumar uns lenços coloridos pra colocar na cabeça, e ficou linda. Hoje percebi que ela era linda por dentro e por fora.
Tentei avisar a irmã dela, só que ela me proibiu, pediu um tempo mas eu fui teimoso e acabei ligando, só que ela estava viajando e como Luana não podia saber tinha que esperar que a irmã voltasse de viagem.
Mas quem me surpreendeu ao aparecer no hospital foram os meus pais. Os encontrei no saguão do hospital.
- Mãe, pai? O que estão fazendo aqui? - perguntei assustado enquanto minha mãe me abraçava.
- Eu que pergunto o que você esta fazendo aqui? - começou meu pai. - Recebemos uma ligação da sua faculdade que você já não aparece há um mês, e viemos saber o que estava acontecendo, fomos ao seu apartamento e seu amigo disse que você estava no hospital e bom viemos parar aqui. Pode explicar o que esta acontecendo?
- Bom é um pouco complicado... - levei-os até a lanchonete para conversarmos e expliquei toda a situação. - Então é isso não posso deixa-la sozinha.
- Mas é sua carreira meu filho não pode abandonar assim de uma hora pra outra. - respondeu meu pai.
- É a mulher que eu amo que esta doente neste hospital, não posso deixa-la! - respondi me enfurecendo.
- Filho querido, é só uma moça, muitas podem aparecer no seu caminho, você não pode se desgastar por uma doente que pode acabar morrendo, não deixe seu futuro acabar. - disse minha mãe calmamente.
- Vocês não tem coração?? A mulher que eu AMO está doente, eu não vou abandona-la! Será que você não podem aceitar minhas escolhas?
- Não as estupidas! - respondeu meu pai. - Só queremos o seu bem.
- Ah estou vendo. - respondi irônico. - Eu tenho vergonha de ter vocês como pais, agora principalmente com essa proposta.
- Sinto muito, mas se não sair de perto desta garota, considere fora da nossa família, simplesmente não irei sustentar um vagabundo! - disse meu pai querendo se impor.
- Prefiro ser um vagabundo, do que ter o seu dinheiro!
- Agora diz isso não é? Mas quem te sustentou até agora fui eu!
- Fui um idiota, mas você não manda mais na minha vida! Eu faço o que eu quiser, não sou como você, que deixa as pessoas que ama na mão, simplesmente o abandona. Cansei de ser manipulado eu faço o que eu quero. - respondi me impondo com todo o ar dos meus pulmões.
- Então não considere-se mais meu filho.
- Ótimo, eu agradeço por isso. Até nunca mais, seu Fernando. - disse deixando a mesa, e por incrível que pareça mais leve.
Mas isso acabou quando vi uma correria no quarto de Luana, meu coração na garganta.
- O que aconteceu? - perguntei ao doutor enquanto ela examinava.
- Só a quimioterapia não esta resolvendo, ela continua fraca, sinto dizer mas a única medida é o transplante de medula.
E mais uma vez o golpe foi duro, o que fazer diante dessas circunstâncias?
Te Vivo. ( parte 6)
NP: Love By Grace - lara fabian
Eu queria não ter ouvido aquelas palavras, não conseguia acreditar. Aliás eu não queria acreditar. Isso não podia acontecer, com minha pequena. O doutor esperou eu voltar do choque e me chamou para ajudar a contar a Luana.
No quarto ela estava no soro, parecia um pouco melhor, mas continuava pálida.
- Oi. - disse chegando na beirada da sua cama. Ela abriu os olhos e me deu um sorriso fraco.
- Oi. Desculpa se te assustei, prometo que fico boa logo. - aquilo fechou minha garganta num nó, aquilo não podia acontecer. - Esta tudo bem? Esta com uma cara.
- É bom o médico quer conversar com você. - consegui dizer. Ela assentiu prevendo talvez que as noticias não eram boas. Assim que o médico entrou meu coração foi aos pulos. Cumprimentou Luana e começou a falar.
- Bom Luana, assim que você chegou foram realizados alguns exames de sangue e nele constatou
que sua plaquetas de sangue estão muito baixas, esta com uma anemia também e isso não é normal. Sua pele mostra que você tem manchas roxas em várias partes do corpo isso também é um sinal. Ainda faremos uma tomografia mas tudo indica que você está com uma leucemia. - Fiquei esperando alguma reação de Luana, talvez gritos e lágrimas, mas ela só apertou minha mãe bem forte.
- Fale mais, quais são os tratamentos?
- Bom se na tomografia for constatado mesmo a doença, entramos imediatamente com os procedimentos para um quimioterapia. E mais para frente se for necessários podemos ver um transplante de medula óssea. Mas não pense nisso agora vamos correr com os procedimentos e com a quimioterapia, você tem que ser forte a luta é grande, mas você pode vencer. - Ela só assentiu e o médico se retirou.
Nos encaramos por um tempo, não havia palavras para dizer naquele momento. Sua feição ainda parecia tranquila.
- Como você esta? - perguntou ela. Dei de ombros eu não sabia como reagir.
- A pergunta é como você esta?
- Normal, já lidei com isso antes...- disse ela tentando desconversar. - No final nós sabemos o que acontece. - Não gostei do seu modo frio que disse aquelas palavras.
- Como pode estar tão calma, falando desse jeito como se não fosse nada?! - perguntei abismado.
- Me desesperar pra quê? O pior que pode acontecer é a morte, alias ela chega pra todos. - ela deu de ombros, e eu me enfureci. De repente todas as suas recusas de ir ao médico começaram a vir na minha mente.
- Você já sabia não era? Sabia que estava doente, por isso que não quis vir ao médico!
- Eu desconfiava, mas não queria ouvir.
- Como pode ser tão egoísta! - gritei - Não pensou em ninguém só em você, eu aqui todo preocupado! Não pensou que isso podia agravar o seu caso! - dizia andando de um lado pro outro.
- E daí? Não sei por que esta tão nervoso, a doença esta aqui já não há mais o que fazer só correr atrás do tratamento.
- Mas você podia ter piorado, podia estar morta!
- Não exagere, infelizmente eu estou aqui! Por que você se importa tanto? - gritava ela também.
- Por que EU TE AMO! Você consegue entender isso? Consegue entender, que acabei de receber a pior noticia da minha vida e estou com medo de perder a pessoa que eu amo! - ao dizer aquilo sua máscara de forte caiu, junto com uma cascata de lágrimas. Corri para abraça-la, e assim ficamos até que tudo se acalmasse, mas infelizmente o pesadelo só estava começando.
- Nós vamos vencer isso juntos, tudo bem? Eu não irei te deixar. - surrei em seu ouvido enquanto ela se agarrava mais em mim.
Te Vivo. (parte 5)
NP: Lanterna dos afogados. - maria gadú
Luana a cada dia que passava estava mais estranha. Depois daquele mau momento em seu apartamento, onde ela desmaiou, ela havia mudado um pouco. Ela parecia ter piorado, no dia em que ela desmaiou não me deixou leva-la ao hospital depois que despertou, eu desesperado como ela não acordava, nem pensei em correr pro hospital. Meu amigos diziam que ela estava grávida, mas eu afirmava que não já que nos cuidávamos. Mas mesmo assim fiquei alerta, tudo podia acontecer.
Num dia qualquer, acabei encontrando uma "amiga" que não a via a tempos, paramos pra tomarmos um café enquanto batíamos um papo animado.
- E ai Juliana, quanto tempo! - disse assim que nos sentamos.
- Pois é, o senhor resolver sumir depois da nossa ficada... - respondeu ela irônica, tinha me esquecido do fora que eu havia dado. - Mas fica tranquilo eu entendi bem o recado, hoje estou bem.
- Ah sério desculpe, eu era um estúpido naquela época. - disse meio envergonhado.
- Tudo bem, hoje estou bem acabei com aquele seu amigo e estamos bem. - sorri com a notícia, eu sabia que nós não tínhamos futuro. - Mas você parece bem, está mudado...
- Ah é acho que mudei mesmo, me apaixonei... - admite sorrindo de orelha a orelha sem me envergonhar daquilo.
- Nossa, isso é um milagre o maior pegador de todos apaixonado, isso é histórico! - disse ela tirando sarro.
- Ah para vai, aconteceu e foi com a melhor pessoa que eu podia imaginar.... - comecei a falar de Luana para Ju e ela pareceu ficar feliz por mim.
- Ah Dani espero que seja feliz viu? Fiquei muito contente ao ver você sorrindo desse jeito. Eu devia te dar uns tapas mas se não fosse o seu fora eu não tinha conhecido o meu amor, então obrigada e seja feliz assim como eu. - disse ela ao nos despedirmos e me dando um abraço apertado. Só que assim que eu a soltei, vi no reflexo da porta que Luana nos observava e parecia não estar feliz com a cena, e acabou deixando o recinto. Me despedi correndo de Juliana e fui atrás de Luana, não entendendo bem aquela reação dela. Só que ela já havia pegado um táxi saindo rápido dali.
- Hey o que te deu? - disse ao chegar em seu apartamento, naquelas alturas o porteiro nem me anunciava mais.
- Nada, só não quis atrapalhar o seu momento com sua amiguinha. - respondeu ela agressiva. O que tinha dado nela? Ela nunca fez o tipo ciumenta.
- Juliana era só uma amiga de escola, o que está acontecendo com você Luana? Você nunca foi desse jeito esta muito estranha.
- Talvez sua amiga Juliana seja mais normal que eu, por que não vai ficar com ela? - Olhei-a chocado com tais palavras, quando ela ia saindo novamente, peguei-a pelos ombros e fiz a olhar dentro dos meu olhos.
- Meu Deus Luana, você nunca foi assim! Me diz o que esta te acontecendo? Pode contar comigo, sou eu Daniel lembra? - perguntei chacoalhando um pouco para que ela voltasse a realidade. Logo seus olhos estavam lacrimejando, eu a abracei não entendendo aquela reação.
- Desculpa, eu também não sei o que está acontecendo comigo. - respondeu ela por fim.
- Estou preocupado contigo... - disse nos aconchegando no sofá.
- Não precisa, talvez seja só um pouco de estresse, nada de mais. - desconversou ela - Venha, só você sabe me acalmar... - disse ela me dando um beijo longo. Fui me empolgando, mas percebi que havia algo errado com ela, assim que tirei sua blusa percebi que haviam marcas roxas e algumas pintas vermelhas em seus ombros e braços.
- O que é isso aqui em você? - perguntei um pouco assustado. Ela logo olhou e ficou tão assustada quanto eu.
- Eu não sei! - respondeu ela simplesmente, logo depois tocou a boca e percebeu que estava sangrando. - O que está acontecendo comigo?! Disse ela desesperada, antes de cair desmaiada no sofá.
Dessa vez não hesitei em correr pro hospital mais próximo com ela nos braços. Depois de horas de espera, fui chamado na sala do médico, pois queria conversar comigo já que eu era o único acompanhante.
- Você é marido de Luana? - perguntou ele logo após eu entrar na sala dele.
- Não sou namorado dela, mas pode falar comigo afinal sou a pessoa mais próxima que ela tem aqui.
- Bom foram feitos alguns exames de sangue nela, e os resultados assustaram um pouco. Suas plaquetas de sangue estão muito baixas.
- O que isso significa? Ela está com anemia? Diga doutor! - exigi suando frio.
- É um pouco mais sério que isso. - disse ele olhando me atentamente. - É uma leucemia.
Meus olhos faltaram saltar das órbitas. Leucemia? Era isso que tinha ouvido mesmo?
Te Vivo. (parte 4)
NP: Wanna be the rain - rbd
Apesar de dizer que eu e Luana éramos "amigos coloridos exclusivos", nós dois sabíamos que aquilo era de verdade um namoro. Não nos desgrudávamos mais, sempre indo a algum lugar, fazendo algo nem que seja comer cachorro quente na pracinha perto do edifício dela. Eu gostava da presença dela, isso era o que a diferenciava das outras garotas que fiquei, era que eu gostava de passar meu tempo ao lado dela, conversando sobre as coisas da vida, nossa papo fluía de tal maneira que eu me espantava, não ficávamos naquelas conversas travadas que com quinze minutos eu me cansava. Era algo especial que eu nunca imaginei ter. Mas claro as vezes brigávamos como qualquer outro casal, e geralmente era por causa da minha falta de atitude com a minha própria vida, ela não aceitava que eu jogasse meu futuro fora, e eu sabia que ela estava certa mas não fazia nada pra mudar...
Nos últimos dias, tínhamos nos visto pouco, afinal as provas do semestre haviam chegado e ela estava um pouco doente, com dores no corpo cansada e só queria cama, ela tinha dito que ia ao médico, mas duvido muito que ela iria. E também achava que ela estava daquele jeito pois a data do aniversário de morte da mãe dela estava chegando, e sabia que aquilo mexia muito com ela. Então assim que sai do trabalho corri para o seu apartamento afim de fazer companhia a ela.
- Hey minha pequena como está? - disse assim que ela abriu a porta, com uma cara péssima.
- Horrível. - respondeu ela. Abracei-a e a levei para o sofá onde tinha um coberta provavelmente onde estava deitada antes que eu chegasse.
- Vim cuidar de você, trouxe até uma sopinha pra você. - disse a paparicando que deu um fraco sorriso.
- Obrigada mas não estou conseguindo comer nada.
- Nada disso, pelo menos uma forcinha você vai fazer, eu comprei com tanto carinho essa sopa... - disse rindo afinal eu nem ovo eu sabia fritar.
- Oh por você eu tento comer. - Depois de tentar fazer com que ela comesse, fiquei com ela no sofá, um pouco preocupado, pois percebi que ela estava um pouco febril. Ela não parecia nada bem, além do mais parecia bem triste, mas eu sabia o porquê e não podia fazer nada...
- Tem certeza que não quer ir ao médico? Sua cara não esta muito boa...
- Obrigada por me lembrar, mas não precisa eu já tomei um remédio logo irei ficar boa. - respondeu ela com voz cansada, seus olhos mau paravam abertos. Fiquei mais alguns minutos fazendo companhia a ela, mas tinha que ir embora pois no dia seguinte teria mais uma prova da faculdade.
- Lu, pequena preciso ir embora, amanhã tem prova e eu nem estudei... - disse tocando em seu braço, mas ela não respondeu. - Lu? - disse mais uma vez, olhando eu seu rosto pensando que estava adormecida. Mas ela não respondia. - Luana? - seu rosto estava pálido demais, eu comecei a me apavorar, toquei mais uma vez e percebi o quanto ela estava gelada foi quando me toquei que ela estava desmaiada.
domingo, 11 de novembro de 2012
Te Vivo. (parte 3)
NP: Do fundo do meu coração - Sandy&Junior.
Desde aquele dia eu e Luana começamos a sair juntos, só como amigos só que com alguns privilégios. Não sei o que se passava comigo, Luana definitivamente não saia da minha mente, queria ficar perto dela e vê-la o sorrindo. Meus amigos já estavam até estranhando o fato de eu querer ficar correndo atrás dela, só que era muito mais forte do que eu. Num feriado qualquer resolvi convida-la para um passeio na praia com a galera.
- Vamos vai ser divertido. - insisti a ela.
- Por que você ainda não largou do meu pé hein? - ironizou.
- Ah deixa disso, o que tem demais passarmos o final de semana sei lá juntos? - perguntei encabulado. - Gosto da sua companhia...
- Ah gosta é? Hum muito bom saber disso... - respondeu me deixando encabulada.
- Gosto somos amigos.... -ela sorriu com o que eu disse, e depois concordou.
A casa de praia ficava em uma ilha afastada da cidade, a casa era de um dos meus amigos, e como ficava praticamente na beirada da praia, era quase como se fosse o nosso pedaço de terra. Luana com seu jeito irreverente conquistou a todos e logo estava enturmada. A cada dia que passava gostava mais da companhia dela e aquilo me incomodava, nunca havia sentido aquilo me consumindo...
Depois de um dia maravilhoso de sol, ao entardecer convidei-a para darmos um passeio pela praia só nós dois, só pra conversarmos.
- Adoro vir a praia, lembra muito a minha infância quando passava aqui com a minha família. Meus pais ficavam loucos, com medo que eu me afogasse ou coisa assim, mas adorava correr em direção as ondes e senti-las quebrando em meus pés. - comentou ela enquanto caminhávamos.
- Meus pais veem pouco ao litoral, minha mãe odeia sol e areia e meu pai prefere o campo então sempre acabamos indo para algum sitio. Mas eu adoro surfar, me sinto bem diante de toda essa imensidão azul, e esse som das ondas não há coisa melhor.
- Você fala pouco dos seus pais... - comentou ela enquanto nos sentávamos nas dunas.
- Você também fala pouco dos seus... - argumentei, mas ela parecia esperar alguma resposta. - É complicado, parece que nasci na família errada, tudo o que eu quero parece errado. Meus pais não entendem minhas vontades.
- Mas você vive as custas deles.
- Ah isso foi um acordo, eu aceitei fazer faculdade e eles prometerão me bancar até eu me formar.
- Então você escolhe um curso que odeia, só pra viver de boa com o dinheiro do papai, que vida boa você leva. - ironizou ela.
- Não é bem assim, me sinto perdido, aliás nem sei o que quero realmente da minha vida.
- Mas fazer algo que não gosta não vai ajudar em nada. As vezes é preciso se arriscar pra descobrir o que te faz feliz. - calei-me um minuto absorvendo suas palavras.
- Você sempre soube que queria fazer veterinária?
- Sempre! Desde pequena cuidar dos bichinhos, minha mãe ficava louca comigo quando toda semana eu chegava com um bichinho diferente em casa. - riu ela com a lembrança.
- E você e sua família como são? - perguntei curioso.
- Ah já fomos melhores. - disse deixando no ar. Olhei-a a fim de que ela continuasse e depois de um longo suspiro ela começou a falar. - Minha mãe morreu há dois anos, de câncer. Desde lá as coisas ficaram estranhas, meu pai foi embora assim que soube da doença, pelo que eu soube pela minha irmã esta até com outra esposa. Diz ele que era muito jovem pra se desgastar cuidando de uma pessoa doente. Então já que ela iria morrer ele escolheu viver. - Seus olhos ficaram perdidos no horizonte enquanto relatava sobre sua vida. - Era horrível ver o modo egoísta que ele resolveu agir, justo no momento que minha mãe mais precisou ela abandonou, sendo que ela se manteve do lado dele durante todas suas crises, até mesmo chegou a passar fome quando resolveu fugir com ele. Mas tudo bem, ninguém podia implorar pra que ele ficasse já que ele era tão covarde era melhor ficar longe.
- E como ficaram você e sua irmã? - quis saber.
- Não podíamos fazer nada pra impedir, tínhamos que cuidar de minha mãe, até ela descansar. Depois disso ela foi viver a vida dela com o namorado. E eu como não podia fazer nada pra manter o que restou daquela família, resolvi me mudar pra cidade, afim de fugir de toda aquela tristeza. Hoje vejo que quem mantinha a família unida era minha mãe, todos adoravam ficar perto dela, ela era engraçada, conselheira, sempre tinha algo de bom pra falar pras pessoas e isso fazia com que todos quisessem ficar perto dela. Mas depois isso se destruiu.
Não disse muita coisa fiquei absorvendo aquela história na minha cabeça, e num impulso só a abracei sem dizer mais nada, enquanto víamos a noite cair.
Depois daquele belo final de semana me dei conta que Luana era muito mais que só uma garota bonita, ela era especial. Em um dia que fui apenas fazer uma visita rápida ao seu apê, vi ela se despedindo de um cara todo com pinta de bad boy, muito mais encorpado do que eu...
- Oi, tínhamos combinado alguma coisa? - disse ela confusa ao me ver chegar.
- Não só quis dar uma passada e ver se você quer sair para jantar?
- Uhum acabei de voltar de um restaurante com o João, mas a gente pode subir tomar alguma coisa, eu te preparo um sanduíche. - riu ela, me senti estranho quase com raiva quando ela disse que havia saído com joão o bad boy de agora pouco.
- Olha trouxe pra você. - disse dando uma rosa para ela.
- Hey já disse que não precisa vir com agradinhos quando quer alguma coisa...
- Não dessa vez foi sem intenção nenhuma, só trouxe por que achei que você gostaria e combinaria com o apartamento mas se não quiser tudo bem. - disse dando de ombros, como se não me importasse, mas eu me importei.
- Claro que não seu bobo, posso não ser boba e ingenua mas que mulher não gosta de flores? - disse abrindo um lindo sorriso ao pegar a delicada rosa.
- Posso te fazer uma pergunta? - disse de repente.
- Não. - fiquei calada olhando-a, mas logo ela riu e vi que era brincadeira. - Vai diz logo.
- Tem saído com outro caras depois que começamos a sair?
- Tem algum problema com isso, que eu saiba nós somos só amigos com privilégios como você mesmo diz. Por que?
- Não nada só curiosidade. - fingi desinteresse.
- Vai me dizer que não sai com outras garotas? - fiquei em silêncio pois a meses eu só saia com ela. - Esta com Ciúmes Daniel?
- Não! Claro que não era só uma curiosidade.
- Sei..- desconfiou ela.
- E se a gente fosse exclusivo, tipo não saísse com mais ninguém enquanto estivermos juntos? - perguntei não sei de onde tirei aquela ideia, mas me pareceu certo.
- Tipo namorados? - debochou ela.
- Nada sério desse jeito, só juntos como estamos, mas exclusivos sem ficarmos com mais ninguém...
- Não sei se me parece certo, isso é quase uma namoro não sei se quero me envolver dessa maneira. Vai que não dá certo?
- Ah gente só vai saber se tentar, alias não é você mesma que diz que a gente só vai saber o certo nos arriscando? - joguei usando as mesmas palavras que ela havia usado, quando estávamos na praia.
- Não use as minhas palavras contra mim mesma, isso é jogo sujo. - disse ela me estapeando no braço de brincadeira.
- O que temos a perder? Se não der certo cada um prum lado e continuamos amigos, simples assim! - olhei-a pensativa com ideia, e torcia pra que ela aceitasse. Não que eu fosse ciumento, mas parecia o certo não me agradava pensar nela com outros caras, queria ela comigo assim como eu queria ser dela. - E ai topa?
- Você não desiste nunca não é? - assenti que não com um sorrisinho de canto. - Eu topo vai.
Peguei as nos braços e lhe dei um beijo apaixonado... Isso mesmo naquela altura eu não podia negar que estava muito apaixonado.
sábado, 10 de novembro de 2012
Te Vivo. (parte 2)
Os dias passaram, e o beijo que Luana me deu, não saia da minha cabeça. O sorriso, o jeito de menina brincalhona ficavam na minha mente. E contrariando todos os meus instintos e razão, peguei o carro e fiquei passando pelo edifício que ela morava. Não sabia que horas que ela voltava da faculdade, mas fiquei ali esperando. Depois de ficar cansado de ficar esperando sentado, caminhando pelo quarteirão, e quando já estava desistindo da espera nos esbarramos sem querer.
- Hey não olha por onde anda não?! - disse se abaixando pra pegar as coisas que eu havia derrubado.
- Desculpe. - quando me desculpei ela olhou logo para mim assustada ao me reconhecer.
- Ai meu Deus, eu sabia que iria ficar me perseguindo! - disse sarcásticas, não parecia irritada.
- Nem vem, eu só estava passando um amigo meu mora por aqui e de repente nos esbarramos. - menti descaradamente.
- Oh claro, num te vi por aqui e olha que moro aqui a um bom tempo e de repente um amigo seu mora por aqui... estranho não? - dizia ela irônica.
- Pode acreditar querida, não seja tão convencida. Coincidências acontecem... - continuei mentindo.
- Ah claro, então já que foi apenas coincidência e meu acho, vou indo pra casa.
- Não espera! - peguei no braço dela. - Já que nos encontramos podíamos tomar alguma coisa de novo, ou ir jantar em algum lugar... - sugeri.
- Ah seu eu disser não você vai ficar no meu pé igual naquele dia no bar, não é?
- Me diz, por que recusar? Não esta vendo que o destino quer a gente junto de novo, não acredito que as coisas acontecem ao acaso, nosso encontro pode ser um sinal... - filosofei usando todo meu poder na arte da conquista.
- Mas é muito cara de pau mesmo hein.- disse rindo. - Me diz uma coisa, aprendeu essas cantadas com as crianças do ensino fundamental? Ela são muitos ruins.
- As vezes a gente tenta de tudo não é, vai que funciona? - disse piscando pra ela.
- Tudo bem vamos comer uma pizza aqui mesmo, estou um pouco cansada. - concordou ela e me deixando pulando de alegria.
O apartamento de Luana era bem aconchegante apesar de ser pequeno.
- Não repare a bagunça, o apê é pequeno mas é meu. - dizia ela com orgulho. Não ousei a dizer nada, pois de repente um súbito constrangimento me pegou, afinal ela tinha mesma idade que eu e já se sustentava e tinha o próprio apartamento, enquanto eu vivia da mesada dos pais. Espantei o pensamento com as mãos e ficamos discutindo o sabor da pizza, o que gerou discussão e muitas risadas, enquanto tomávamos vinho.
- Hey você disse que odiava pizza de frango com catupiry e acabou com ela. - a provoquei.
- Ah e você reclamando do vinho e a garrafa esta no fim! E nem venha dizer que fui eu por que só tomei duas taças.
Era engraçado nossas provocações, em dois encontros sentia que a conhecia a muitos anos, era muito estranho.
- Sabe desde aquele dia, eu não paro de pensar no beijo que você me deu...- disse para ela, depois de taças de vinho.
- Eu não entendo você homens! - exclamou ela suspirando enfada, olhei-a com a testa franzida, não entendo onde ela queria chegar. - Não precisa ficar se fazendo de fofo, dando essas cantadinhas baratas é só chegar e fazer simples.
- Pensei que vocês garotas gostassem de ser conquistadas...
- Só aquelas que querem compromissos sérios e coisa e tal, e nós sabemos que isso não irá acontecer entre nós, você não é o tipo de garoto que quer se apegar á alguém e eu não quero me iludir e sair machucada, já passei do tempo de ficar chorando por homem.
- Por que você acha que eu faria isso?
- Simples, você é o tipo garoto filhinho de papai, que só quer se divertir enquanto papai te banca, e ai fica com todas as menininhas inocentes que alias são burras, pois ficam criando expectativas, quando no fundo vocês só querem sexo. - discursou ela, parecendo que já foi enganada um dia...
- Olha é diferente, não sou assim... - tentei argumentar, mas no fundo era isso que eu fazia mesmo.
- Não precisa se desculpar, já disse pra mim tanto faz, também não quero me apegar a ninguém eu gosto assim. Então chega de blábláblá e vamos pra ação. - disse ela me aguarrado, não tive tempo de refletir sobre as palavras dela, afinal era a linda da Luana me beijando e me agarrando não tinha como pensar...
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Te vivo. (parte 1)
Já sentiu que o seu mundo podia ruir ao se ver longe daquela pessoa? E hoje se ela for embora da sua vida, iria levar um pedaço seu, e é justo aquele pedaço que te mantém em pé... Mas o relógio estava correndo e verdade seja dita, ele podia leva-la para longe de mim, e era isso que matava pouco a pouco. Eu queria fazer alguma coisa, mas o que eu faria? Enquanto eu ficava ali procurando uma resposta, a nossa história ia passando como um filme em minha mente...
Eu era só cara de vinte pouco anos, querendo curtir a vida, fazia faculdade de administração só por fazer, até aquele momento eu não sabia se queria aquilo mesmo, o que me importava mesmos eram as festas e as garotas que conhecia nelas. E nesse ínterim eu a conheci em uma balda qualquer, mas ela não era qualquer uma, era a garota mais bonita que eu já havia visto até aquele momento da minha vida. Não sei se eram aqueles longos cabelos loiros até o meio das costas, ou se era o jeito que ela sorria enquanto dançava com as amigas, ou talvez fosse o rosto de boneca e lindos olhos verdes feito esmeralda., ou o jeito que curtia a música com os olhos fechados... Era um conjunto de perfeição que quando eu olhei não tive dúvidas que a queria. Mas não foi tão fácil quando pensei, e ao me aproximar levei um belo de um fora. Mas não desisti e fiquei no pé dela.
- Meu Deus cara como você é chato! Já disse que não estou a fim de nada com você! - respondeu ela irritada quando me aproximei e a convidei para tomar um drinque.
- Sou brasileiro e não desisto nunca, pensei que se tentasse mais uma vez você aceitaria, por que você disse que não queria tomar um drinque a dez minutos atrás vai que agora te deu sede? - ela olhou estupefata pelo meu discurso e viu que eu não iria deixa-la ir, então deu um longo suspiro e respondeu que aceitava tomar algo.
- Só se você prometer parar de me encher. - pediu ela ainda irritada .
- Tudo bem é só um drinque e depois você pode ir. - jurei. - O que quer beber, vodcka, cerveja, tequila?
- Coca-cola. - dando um sorrisinho irônico. Talvez tivesse ficado com medo de que eu a embebedasse... Mas logo começamos um papo e ela foi ficando mais a vontade. Perdi a noção do tempo enquanto conversamos sobre nossos gostos, filmes, músicas e livros que gostamos. Era incrível a maneira que tínhamos um gosto parecido, e também o como só nossa conversa não me deixava entediado. Por mim poderia passar horas ouvindo a voz daquela bela mulher.
- Meu Deus esta tarde! Preciso ir amanhã tenho aula cedo. - disse ela conferindo o relógio.
- Eu te levo se você quiser estou de carro. - ofereci.
- E correr o risco de ter você me atazanando em casa? Melhor não querido. - brincou ela sarcástica.
- Confesse que o nosso papo foi legal, até se esqueceu da hora.
- Não seja convencido, mas admito que foi legal. - disse ela sorrindo e me deixando mais bobo ainda. - Aliás se deu conto que conversamos por horas e nem seu nome você me disse? - Ri envergonhado com o acontecido, estava tão imerso no nosso papo que havia me esquecido.
- Desculpe-me, me chamo Daniel e você?
- Luana. - disse sorrindo. Linda o como nome.
-Agora que nos apresentamos, aceita a minha carona? - ela olhou-me indecisa, torcia intimamente para que ela aceitasse.
- Tudo bem vamos. -aceitou ela de prontidão.
No carro fomos conversando, e era admirável ver a paixão que ela falava da futura profissão. Se formaria em veterinária e com certeza seria uma ótima profissional.
- Pronto chegamos. - avisou ela ao chegarmos ao um belo edifício. - Obrigada pela carona, apesar de você ser uma mala, foi legal te conhecer. - disse ela zoando comigo.
- Olha quem fala, você também não é lá essas coisas, ficou se fazendo de difícil... - Ela abriu a boca abismada.
- Quem se fez de difícil? - perguntou ela arqueando as sobrancelhas.
- Você.
- Ah é? - concordei rindo daquela pequena discussão, mas fui surpreendido quando ela tomou a iniciativa e me tascou um beijo. Mas não foi só um beijo, foi O beijo que me deixou sem fôlego.
- Boa noite. - disse piscando e saindo do carro, me deixando com cara de bobo. Luana era simplesmente a garota mais incrível que eu havia conhecido.
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