NP: Lanterna dos afogados. - maria gadú
Luana a cada dia que passava estava mais estranha. Depois daquele mau momento em seu apartamento, onde ela desmaiou, ela havia mudado um pouco. Ela parecia ter piorado, no dia em que ela desmaiou não me deixou leva-la ao hospital depois que despertou, eu desesperado como ela não acordava, nem pensei em correr pro hospital. Meu amigos diziam que ela estava grávida, mas eu afirmava que não já que nos cuidávamos. Mas mesmo assim fiquei alerta, tudo podia acontecer.
Num dia qualquer, acabei encontrando uma "amiga" que não a via a tempos, paramos pra tomarmos um café enquanto batíamos um papo animado.
- E ai Juliana, quanto tempo! - disse assim que nos sentamos.
- Pois é, o senhor resolver sumir depois da nossa ficada... - respondeu ela irônica, tinha me esquecido do fora que eu havia dado. - Mas fica tranquilo eu entendi bem o recado, hoje estou bem.
- Ah sério desculpe, eu era um estúpido naquela época. - disse meio envergonhado.
- Tudo bem, hoje estou bem acabei com aquele seu amigo e estamos bem. - sorri com a notícia, eu sabia que nós não tínhamos futuro. - Mas você parece bem, está mudado...
- Ah é acho que mudei mesmo, me apaixonei... - admite sorrindo de orelha a orelha sem me envergonhar daquilo.
- Nossa, isso é um milagre o maior pegador de todos apaixonado, isso é histórico! - disse ela tirando sarro.
- Ah para vai, aconteceu e foi com a melhor pessoa que eu podia imaginar.... - comecei a falar de Luana para Ju e ela pareceu ficar feliz por mim.
- Ah Dani espero que seja feliz viu? Fiquei muito contente ao ver você sorrindo desse jeito. Eu devia te dar uns tapas mas se não fosse o seu fora eu não tinha conhecido o meu amor, então obrigada e seja feliz assim como eu. - disse ela ao nos despedirmos e me dando um abraço apertado. Só que assim que eu a soltei, vi no reflexo da porta que Luana nos observava e parecia não estar feliz com a cena, e acabou deixando o recinto. Me despedi correndo de Juliana e fui atrás de Luana, não entendendo bem aquela reação dela. Só que ela já havia pegado um táxi saindo rápido dali.
- Hey o que te deu? - disse ao chegar em seu apartamento, naquelas alturas o porteiro nem me anunciava mais.
- Nada, só não quis atrapalhar o seu momento com sua amiguinha. - respondeu ela agressiva. O que tinha dado nela? Ela nunca fez o tipo ciumenta.
- Juliana era só uma amiga de escola, o que está acontecendo com você Luana? Você nunca foi desse jeito esta muito estranha.
- Talvez sua amiga Juliana seja mais normal que eu, por que não vai ficar com ela? - Olhei-a chocado com tais palavras, quando ela ia saindo novamente, peguei-a pelos ombros e fiz a olhar dentro dos meu olhos.
- Meu Deus Luana, você nunca foi assim! Me diz o que esta te acontecendo? Pode contar comigo, sou eu Daniel lembra? - perguntei chacoalhando um pouco para que ela voltasse a realidade. Logo seus olhos estavam lacrimejando, eu a abracei não entendendo aquela reação.
- Desculpa, eu também não sei o que está acontecendo comigo. - respondeu ela por fim.
- Estou preocupado contigo... - disse nos aconchegando no sofá.
- Não precisa, talvez seja só um pouco de estresse, nada de mais. - desconversou ela - Venha, só você sabe me acalmar... - disse ela me dando um beijo longo. Fui me empolgando, mas percebi que havia algo errado com ela, assim que tirei sua blusa percebi que haviam marcas roxas e algumas pintas vermelhas em seus ombros e braços.
- O que é isso aqui em você? - perguntei um pouco assustado. Ela logo olhou e ficou tão assustada quanto eu.
- Eu não sei! - respondeu ela simplesmente, logo depois tocou a boca e percebeu que estava sangrando. - O que está acontecendo comigo?! Disse ela desesperada, antes de cair desmaiada no sofá.
Dessa vez não hesitei em correr pro hospital mais próximo com ela nos braços. Depois de horas de espera, fui chamado na sala do médico, pois queria conversar comigo já que eu era o único acompanhante.
- Você é marido de Luana? - perguntou ele logo após eu entrar na sala dele.
- Não sou namorado dela, mas pode falar comigo afinal sou a pessoa mais próxima que ela tem aqui.
- Bom foram feitos alguns exames de sangue nela, e os resultados assustaram um pouco. Suas plaquetas de sangue estão muito baixas.
- O que isso significa? Ela está com anemia? Diga doutor! - exigi suando frio.
- É um pouco mais sério que isso. - disse ele olhando me atentamente. - É uma leucemia.
Meus olhos faltaram saltar das órbitas. Leucemia? Era isso que tinha ouvido mesmo?

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