sábado, 17 de novembro de 2012

Te vivo (parte 7)


NP: I Look to You. - Whitney Houston 
Logo após a tomografia confirmar, que Luana estava sim com leucemia, o tratamento começou. Ela precisou ficar internada, pois a quimioterapia a deixava fraca e ela precisava ser monitorada para não piorar, por causa da anemia. 
Assim que soube que iria iniciar o tratamento de quimioterapia, Luana cortou os cabelos bem curtos na nuca. No começo ao olha-la estranhei um pouco, mas logo percebi o quão ficou com cara de menina.
- É melhor pra ir me acostumando, já que sei que meus cabelos cairão com o tratamento.- explicou ela. - Ficou triste? Vai continuar gostando de mim? Já não poderá mais enroscar os dedos no meus cabelos...
- Que besteira! - disse a beijando. - Eu amo você e não os seu cabelos, você fica linda de qualquer jeito. - ela sorriu parecendo feliz com a resposta. E não tardou para que ela ficasse completamente careca, logo na terceira sessão do tratamento já estava sem cabelos, mas logo acho um jeito de arrumar uns lenços coloridos pra colocar na cabeça, e ficou linda. Hoje percebi que ela era linda por dentro e por fora.
Tentei avisar a irmã dela, só que ela me proibiu, pediu um tempo mas eu fui teimoso e acabei ligando, só que ela estava viajando e como Luana não podia saber tinha que esperar que a irmã voltasse de viagem. 
Mas quem me surpreendeu ao aparecer no hospital foram os meus pais. Os encontrei no saguão do hospital.
- Mãe, pai? O que estão fazendo aqui? - perguntei assustado enquanto minha mãe me abraçava. 
- Eu que pergunto o que você esta fazendo aqui? - começou meu pai. - Recebemos uma ligação da sua faculdade que você já não aparece há um mês, e viemos saber o que estava acontecendo, fomos ao seu apartamento e seu amigo disse que você estava no hospital e bom viemos parar aqui. Pode explicar o que esta acontecendo?
- Bom é um pouco complicado... - levei-os até a lanchonete para conversarmos e expliquei toda a situação. - Então é isso não posso deixa-la sozinha.
- Mas é sua carreira meu filho não pode abandonar assim de uma hora pra outra. - respondeu meu pai.
- É a mulher que eu amo que esta doente neste hospital, não posso deixa-la! - respondi me enfurecendo.
- Filho querido, é só uma moça, muitas podem aparecer no seu caminho, você não pode se desgastar por uma doente que pode acabar morrendo, não deixe seu futuro acabar. - disse minha mãe calmamente. 
- Vocês não tem coração?? A mulher que eu AMO está doente, eu não vou abandona-la! Será que você não podem aceitar minhas escolhas?
- Não as estupidas! - respondeu meu pai. - Só queremos o seu bem.
- Ah estou vendo. - respondi irônico. - Eu tenho vergonha de ter vocês como pais, agora principalmente com essa proposta.
- Sinto muito, mas se não sair de perto desta garota, considere fora da nossa família, simplesmente não irei sustentar um vagabundo! - disse meu pai querendo se impor.
- Prefiro ser um vagabundo, do que ter o seu dinheiro!
- Agora diz isso não é? Mas quem te sustentou até agora fui eu!
- Fui um idiota, mas você não manda mais na minha vida! Eu faço o que eu quiser, não sou como você, que deixa as pessoas que ama na mão, simplesmente o abandona. Cansei de ser manipulado eu faço o que eu quero. - respondi me impondo com todo o ar dos meus pulmões. 
- Então não considere-se mais meu filho.
- Ótimo, eu agradeço por isso. Até nunca mais, seu Fernando. - disse deixando a mesa, e por incrível que pareça mais leve.
Mas isso acabou quando vi uma correria no quarto de Luana, meu coração na garganta. 
- O que aconteceu? - perguntei ao doutor enquanto ela examinava. 
- Só a quimioterapia não esta resolvendo, ela continua fraca, sinto dizer mas a única medida é o transplante de medula. 
E mais uma vez o golpe foi duro, o que fazer diante dessas circunstâncias? 



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