Lembranças, sonhos, desejos, lágrimas, vontades, sentimentos, rascunhadas em palavras e sentidas em um coração!
sábado, 4 de junho de 2011
Em busca de um amor part1
Foi tudo muito rápido mas real quando eu abri a porta do meu apartamento e encontrei me namorado com um qualquer se agarrando em minha cama. Não sentia dor, sentia raiva, muita raiva.
-Não é nada do que você esta pensando meu amor, eu posso explicar... - e eu pensando que as pessoas só dissessem isso em novelas, mas me enganei
- Explique se então. - exigi fria
- Bom é... - começou mas nem ele sabia explicar
- Não há o que explicar não é, eu só peguei o meu namorado na minha casa com um vadia na minha cama, só isso já esta explicado. - disse olhando-o com desprezo.
- Meu amor me desculpe, foi um impulso. - tentou se explicar
- È o que farei também é um impulso mas muito bem pensado. Sai daqui! - exigi
- Vamos conversar melhor...
- Sai da minha casa e não esqueça de levar essa vadia... - exigi mais forte
- Ei olha como fala comigo - reclamou a piranha
- Esta em minha casa querida, se não quer que eu chame a policia por invasão de privacidade sai daqui junto com o seu amante. - Ameacei com o telefone na mão pronta pra fazer um escandalo, agora nada mais me importava.
- Tudo bem não precisa eu saio, eu espero você se acalmar pra nós conversarmos. - pediu o cara de pau.
Fulminava com os olhos enquanto ele e a vaca saiam do meu apartamento. Meu sangue fervia, mas não de ódio dos dois e sim de mim mesma.
Eu era infeliz, namorava Ricardo havia dois anos, mas não sentia nada por ele. Perdi o amor da minha vida por um erro idiota e por uma pressão que meus pais fizeram pra mim ficar com um cara que eu não gostava. Agora eu o odiava. Agora por que eu fiquei com aquele idiota? Por medo, simplesmente medo, não me arrisquei o suficiente por que daria tudo por mim. E agora o cara que dizia morrer de amores por mim, havia me colocado um belo par de chifres! Irónica a vida não? Só estava colhendo o que eu havia plantado.
- Eu me ODEIO! - Gritei com todas as forças do meu coração.
- Calma minha filha por que não conversa com Ricardo, ele pode explicar... - minha mãe tentava me convencer na manha do dia seguinte.
- Eu não quero falar com ele! - disse de mau humor. Minha mãe mandava muito na minha vida, e eu a tendia como uma filha obediente. Mas sinceramente eu já estava de saco cheio de ser a filha que ela sempre quis ter.
- A culpa é sua sabia, você nunca deu valor a ele quando estavam juntos.
- Me poupe mamãe eu não estava com ele, não era o que queria?
- Não me coloque no meio, só queria sua felicidade, mas você nunca entendeu, agora esta colhendo o que plantou.
- È estou, e pode crê esta doendo mais do a senhora imagina! - falei lembrando - me de que foi minha mãe que me tirou dos braços do homem que eu amava. - Mas não pense a senhora que é por causa do seu afilhado querido...
- È ainda aquele traste não é? Que vergonha eu te proporcionando o melhor e você desdenhando.
- O que è melhor para mim não é o melhor para você aprenda isso.
- Olha como fala comigo ainda sou sua mãe! - disse ela magoada
- Desculpe, mas já não sou mais aquela garotinha adolescente que fazia suas vontades, eu cresci. Agora com licença vou trabalhar. - disse deixando a sozinha
- Clara não me deixando aqui falando sozinha! - gritou ela quando eu já estava longe.
Eu estava amargurada com a minha vida, a única coisa que me deixava feliz era o meu trabalho. Pintava telas desde o sete anos de idade, e não parei mais. Mas eu estava começando a acordar para minha vida. Por que quem vivia ela, era eu!
- Eu vou tirar umas ferias! - disse a Ana minha sócia do atelier.
- Mas agora você esta cheia de exposições para fazer! - disse ela
- Cancele, pintores precisam de tempo para inspiração.
- Você não é um desses. O que houve?
Ana além de minha sócia era uma grande amiga de infância, sabia de todo os meus segredos e minha angustias, para ela eu não escondia nada.
- Você vai embora por causa de Ricardo? Mas você não o amava!
- Não vou embora por causa dele, por muito tempo fiquei presa a ele, agora tenho um motivo para ir embora. Eu sou livre.
- E para onde vai?
- Não sei bem, mas vou atrás de que eu nunca esqueci!
- Vai atrás de Henrique? Mas não passou tempo demais?
- Nunca é tarde demais, sim vou atrás dele.
- Mas como vai acha-lo?
- Eu não sei, mas não posso perder mais tempo do que já perdi, eu ainda o amo muito e preciso dizer isso a ele!
- Boa sorte então!
- É vou precisar!
Eu não fazia ideia do que passava na minha mente, mas naquela manha depois de discutir com minha mãe, vi o tanto que era infeliz. E bom era a minha vida, só eu podia muda-la, não havia cabimento eu com vinte um anos me escondendo debaixo da barra da saia da minha mãe, fazendo o que queriam e eu sofrendo calada. Era hora de mudar correr atrás do que me fazia feliz.
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