Eu o amava e sempre iria amar! Não tinha porque esconder ou negar, ele me fazia feliz do jeito mais improvável possível. As pessoas nunca iriam entender o nosso relacionamento, pelo nosso jeito incomum de ser. Na minha infância, meu filme preferido era " A Bela e a Fera" e agora eu vivia o filme. Nando era como uma fera por fora, usava sua rebeldia como válvula de escape, ou era uma mascara para não ser mais ferido pelas pessoas. Mas eu sabia que dentro dele, existia um príncipe, o mais belo de todos. E ele era um príncipe, mas a sua maneira.
Primeiramente, você nunca o veria arrumado, todo perfumado e de cabelo penteado. O arrumado dele, seria vestir, qualquer camiseta que ele encontrasse pelo caminho, seus jeans rasgados nos joelhos e um par de all star preto todo rasgado. Seus cabelos, bastava um pouco de água e um penteada com os dedos e ele achava que estava perfeito. E bom ele ficava realmente perfeito. Suas camisas sempre tinham uma mistura insuportável de seu cigarro de mente e aquela colónia barata que ele tinha. mas eu já havia me acostumado com aquele cheiro e não me incomodava tanto. Ele não era um romântico comum, que irá te levar para restaurantes caros. Fernando me levava para comer cachorro quente na esquina sentados em banquinhos de plástico ouvindo musica no seu celular.Nando não lembrava de datas importantes, não fazia de propósito mas para ele ficar comemorando datas de namoro era besteira. Ele nunca me daria flores e uma caixa de bombom, talvez por nunca ter grana para isso. Um dia minha amiga perguntou o que era aquela argola de chaveiro que eu tinha no dedo anelar direito, bom era minha aliança que Fernando tinha improvisado na hora, mas acabamos aderindo-as, sem nos preocuparmos em comprar uma oficial. Dentro da gente era oficial.
Fernando cuidava de mim como ninguém, o jeito durão dele de me proteger mostrava o quanto ele me amava. Ele não dizia, mas sabe eu sentia isso nos minimos detalhes. Principalmente quando ele me emprestava sua velha jaqueta para me proteger da chuva, quando me abraçava forte quando eu estava com medo. O jeito delicado que ele me beijava, parecia que ele me tinha como uma boneca de porcelana nas mãos e tinha medo de quebra-la. Ele era o tipo de garoto que não dizia a todo momento que me amava, fazia isso em poucos momentos e bem baixinho no meu ouvido, mas era só olhar em teus olhos azuis como o céu.
E nesses momentos eu sabia que ele era perfeitamente imperfeito, e eu não o trocaria por qualquer outro estereótipo de perfeição, pois ele com todos esses defeitos charmosos que ele possuía, eu tinha uma certeza ele me amava, e sentia isso. Ele não dizia, mas provava!

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