sábado, 1 de outubro de 2011

Por você eu posso esperar! Final


Em um desses Invernos rigorosos, Geovanna ficou muito doente. A ausência de Raphael era compensada pelo trabalho, fazia de tudo para ajudar nos hospital virava a noite cuidando de trabalhos que muitas vezes nem eram seu, só para adiar a dor de ficar sozinha em sua casa, chorando pela ausência de quem mais amava. Tanto esforço fez com que ficasse doente, dias no hospital sem forças. Mas ela relutava em fica enclausurada em um hospital.
- Se Raphael chegar e não me encontrar, ele irá pensar que eu desisti de espera-lo e irá embora, não posso ficar aqui. - dizia a moça.
- Então trate de ficar boa, para que ele a encontre bem. - disse uma enfermeira muito sua amiga. Entre todos aquele enfermeira era a única que botava fé em Geovanna. Todos diziam que ela era louca, mas Giulia não duvidava da fé de Geovanna.
- Minha querida, ele vai voltar para você. Um amor assim não foi feito para morrer, você vai viver este lindo amor que mora em teu coração.
- Eu sei que vou, Raphael não iria me decepcionar.
Mas a saúde de Geovanna estava debilitada, houve uma noite em que teve febre muito altas, todos diziam que talvez ela não resistisse e pudesse morrer. Morrer sem antes ver o teu amor. Em seus delírios ela só sabia chamar pelo nome de quem amava. Com empenho de sua amiga, ela conseguiu se recuperar aos poucos.
- Giulia, eu o vi. - disse a moça após acordar, falava com voz fraca por conta da febre.
- Viu quem? - perguntou a amiga curiosa
- Raphael, quem mais seria?
- Mas como você o viu, dormiu todo esse tempo por que delirava de febre!
- Eu não sei, mas ele estava mais velho de barba e ainda usava farda, mas dizia que eu devia aguentar firme pois ele cumpriria sua promessa e que estava voltando.
- Mas que maravilha, pois trate bem de se recuperar logo.
As pessoas podiam julgar que era mais um sonho de uma lunática. Mas dentro dela ela sabia que não, aquilo era um aviso de seu amor.
Depois de alguns dias, ela saiu do hospital, ficaria repousando em sua casa, pois ainda estava fraca.
Em uma tarde qualquer, estava cansada de ficar em sua cama, já sentia que podia andar. E sem motivo colocou seu melhor vestido. Branco longo e sem mangas, Raphael em um dos seus encontros escondidos confidenciou que amava vê-la de branco. Sentada na varanda de sua casa, acomodou-se e ficou a olhar o horizonte. O rosto de seu amor veio a mente. Ainda lembrava de seu cabelo loiro, e seus olhos azuis como o mar. O tempo que havia passado não havia feito diminuir o amor que sentia por o seu homem. Ela havia jurado espera-lo e cumpriria. Mas mesmo assim era inevitalvél não chorar com as lembranças que ficavam em seu intimo. Não esquecia de nenhum detalhe de todos os momentos que passaram juntos...
- Meu Deus, que eu possa vê-lo chegando antes de minha morte. Onde ele estiver traga-o para mim..- sussurrou a moça em seu momento intimo. Uma lágrima desceu de seus olhos,sinalizando que falava do fundo do coração.
Quando temos um desejo que vem da alma, ele se realiza....
No horizonte quando o sol ia caindo, passos iam em direcção ao casebre. Talvez fosse a mãe de Geovanna que depois de sua doença passou a visita-la mesmo contra a aprovação do pai. Mas não, não era. Talvez fosse um anjo ou seus olhos estavam vendo bem? Mais velho, ombros largos, e com uma roupa rasgada do exercito. Assim que Geovanna abriu seus olhos, pensou ter visto uma miragem. Mas era Raphael seguindo ao teu encontro. Levantando-se lentamente, foi ao encontro da imagem que via. Sua pernas tremia tanto, sempre imaginou aquele cena, onde encontraria e correria para os braços dele. Mas ela temia correr e a imagem desaparecer. Os cabelos estavam diferentes, o rosto de uma homem que sofreu muito, mas os olhos, eles não a enganavam, brilhantes como sempre foram. E suas mãos a tocaram.
- Meu amor?! - disse assim que ele tocou o rosto da moça. Seu coração estava congelado, lágrimas do rosto de ambos caiam.
- Eu prometi que voltava para você.
- E eu fiquei esperando. - Sabendo que aquele momento era real, ela se jogou nos braços do homem por quem esperou anos, sendo julgada por todos. Naquele momento nada precisava ser explicado, a promessa de ambos foram cumpridas. E o beijo do reencontro em meio aquele por do sol se fez real.  Quando se ama verdadeiramente, o tempo não significa mais nada, é um tempo sagrado, eterno que faz com que ele viva...
- Raphael eu te amo! E o esparia o tempo que fosse por que eu sabia que iria voltar.
- Eu sbaia que iria me esperar. Eu também te amo.

"Por que se não agora, depois, não importa! Por você eu posso esperar!-Razões e Emoções Nx Zero"

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