" Eu ando em uma estrada solitária, a única que sempre conheci..."
Andando em uma estrada de sonhos, me iludi e pensei que poderia chegar mais alto, subindo em uma escada de expectativa ,cai nas duras pedras de um decepção. Sem esperança, sem fé, sem amor, muito menos companhia, fui seguindo para um vale. O vale da solidão.
O tempo por lá não passa, ou talvez passe mas sempre está escurido, sem vida e nem cor. Minha sombra nem me acompanha por causa da escuridão. Você está completamente só.
Nessa solidão perturbadora o que te acompanha é só o som de uma tempestade devastadora interior. Mas você sente os pingos em teu rosto, e sente também um aperto no peito grave e dolorido toda vez que ela cai. Deixando o vale sempre inundado.
Já estive lá outras vezes, mas antes eu sabia encontrar a minha estrando, confiando, tendo fé e esperança. Mas quando você as perdes e nada te sobra, você pode procurar mas não encontra a saída.
A escuridão é tão grande, tão desoladoras que seu única pista que você esta vivo e o pulsar fraco do teu coração.
Há um grande lago no centro do vale, um lago límpido, é o único que parece esta realmente vivo ali. Mas as aparências enganam. Ao se aproximar, você tem os vislumbre de tudo o que era, de tudo o que tinha. O sorriso que hoje não existe, a felicidade, o sol, as pessoas que você pensava que se importavam com você, não dando a minima quando você clamava por ajuda... Eu disse ele é traiçoeiro. Ele só que te levar pra um único lugar, por que se você perceber, olhar fundo no lago, ele esta completamente ensanguentando. Sua mente se ilude ainda mais dentro daquele vale, e o que pensa ser o lago da esperança, simplesmente é o lago da morte. O lago que ao te ver confuso por dentro, te persuade até ele, fazendo-se de formoso. Mas ao ver a verdade dura e o que você se tornou, o que você tem - nada - a única saída que te faz sair daquele vale, é rápida e simples. Você já não tem mais nada o que perder, ande até mim e verá que aqui é eu teu fim... E No seu ultimo sopro de vida, você se sente acolhido, pelas almas que ali habitam e que se alimentam da tua solidão... Você já não é mais nada.
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