sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Amor!?




Como é que a gente começa a gostar de outra pessoa, por que e quando? Por muitas vezes eu já me perguntei isso. E sinceramente eu nunca achei a resposta, pelo menos no meu caso não.
Eu o vi pela primeira, sendo ele mesmo, fazendo o que ele mais ama fazer, e desde desse dia eu não para de pensar naqueles olhos. Olhos que me encaravam e me faziam desviar de vergonha, e eu nem sabia o por que.
Bobagem, não existe amor a primeira vista, eu não vou me apaixonar por causa disso! Foi o meu pensamento logo de inicio. Eu não acredito em amor a primeira vista, ou acho que não acreditava e nem sei se acredito. Confuso ou não os dias foram passando e o incomodo aumentando. Era ouvi-lo para minhas pernas tremerem, mas ao mesmo tempo em que a vontade de se afastar quando ele estava perto, dentro de mim havia a vontade de conhecer aquele garoto. Pois bem o destino prega peças na gente, e ele foi uma dessas. Aos pouco ele ia se aproximando, fazendo amizades com as pessoas a minha volta. Fazendo que as vezes ficássemos frente a frente. Pare com isso! - Era o que eu repetia a mim mesma, mas pera ai, o que é esse sorriso no rosto depois de ouvi-lo cantando? Não me pergunte eu não sei o que ele veio fazer aqui. Cara por que? Ele tocava violão, não vou elogia-lo pois  eu sou suspeita para falar, mas é que foi tão estranho! Já ouvi outros garotos tocando, normal. Mas por que com ele eu tinha que ficar toda boba? E por que aquela musica? Maldita musica, maldita vontade de ir procura-la no YouTube só para saber o gosto do garoto e decora-la para quando ele tocasse de novo. Tudo bem eu devo conquistar alguém sendo eu mesma, não sair por ai virando gótica ou qualquer outra coisa só por que ele curtia. Mas eu admito a musica era boa mesmo....
Mas nada se compara aquele dia. Eu, ele, sala vazia, e o violão! Porcaria, aquilo foi muito ruim e ao mesmo tempo foi muito bom. Não ficamos muito tempo a sós - graças a Deus - mas trocamos nossas primeiras palavras, desta vez sem as amigas pro perto para dar palpite. Resultado, euforia excessiva, sorriso insistente no rosto e repetições insistentes dos pouco minutos na mente. Alguém me diz o que é isso? Eu me recuso a admitir o que para uns já esta claro. Foi tudo muito rápido!!!
Mas isso não demorou muito, dia 23 de Abril de 2010, dia comum para muitos e uma data comum para mim também. Até aquele momento. Aniversário dele. Nós nos conhecíamos a pouco tempo, e trocamos miseras palavras, não chegamos a um ponto de perguntar sua ficha completa...
Mas todos seus amigos comemorando, cantando parabéns e eu apreensiva no meu canto. Era semana de prova e eu estava em um lugar que eu ficava de frente para ele. Eu não conseguia fazer a prova, meus olhos só tinham um foco, aquele garoto. Minhas mãos não paravam de tremer. Dessa vez eu tinha um motivo para chegar lá e conversar com ele, mas sabe eu queria muito era abraça-lo. Nunca senti tanta vontade de encostar em alguém, como eu estava naquele momento. Mas eu não tinha toda essa intimidade com ele, e bom eu sou pessoa que sofre de timidez aguda intensa então não tinha chance de eu ir lá mesmo. Mas a vontade ali, pulsando no peito sem dar trégua. O que fazer? Deus dai-me um sinal. Foi o que eu pedi em pensamento. Ele saiu da sala, havia acabado de fazer suas provas. Beleza ele vai embora, e a vontade passa ou vai continuar e eu vou ficar na vontade. Termino minha prova, que eu piscografei pela pressa de sair. Fiquei esperando minhas amigas do lado de fora, enquanto o "abençoado" jogava bola. Perseguição só pode! Isso é um sinal Deus? Ele chega para na minha frente e vem me dar um aviso que eu nem lembro qual era, fiquei paralisada com ele na minha frente, falando comigo pela segunda vez... Ele foi embora, e agora acho que já não dava mais para negar, para mim mesma o que se passava comigo.  Naquele momento tudo o que eu pensava :Eu queria ele!? 
Era mais do que obvio que a respostas era sim! Eu o queria mais do que qualquer garoto que eu já tenha desejado na vida. É tão estranho... Estranho é a palavra que eu tenho pra definir cada sentimento que pulsava dentro de mim. Até hoje é assim, não consigo entender ou explicar qual o feitiço que ele tem que me faz ficar fora de mim... O engraçado é dizer que naquele começo eu já o amava, mesmo antes de admitir, mas o coração dava os sinais eu só não sabia interpreta-los ou talvez só estivesse mesmo com medo. Mas hoje não, hoje eu o que eu mais queria era gritar que esse amor, mas infelizmente não é possível. Mesmo sem que eu queria a historia acabou. Mas pelo amor que eu sinto, eu peço que um dia eu possa reencontra-lo e dizer o que ele foi, é  e continuará sendo o meu amor... 

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