È isso já se tornou habitual. Esse vazio, esse desanimo, esse medo, essa saudade. Há muito tempo eu andava na escuridão, mas seus olhos iluminaram minha vida, mas a partir do momento que você parou de me guiar eu não achei mais a saída, a luz no fim do túnel.
A cada dia eu tiro forças de onde não há mais, tento transformar a dor que me consome em animo para terminar essa jornada, acreditando que no final tudo ira mudar. Mas tem horas que eu desabo. Quantas vezes no silencio da madrugada escondi o rosto no travesseiro para abafar os meus soluços de tanto chorar? Quantas vezes eu já tive que sorrir quando as lágrimas estavam prestes a cair? Quantas vezes já liguei o chuveiro e sentei no chão e comecei a chorar por não saber mais o que fazer? Quantas vezes já sorri e chorei ao mesmo tempo quando alguma musica, alguma lugar, alguma coisa me lembrava de você e agora não só virou uma lembrança?
Hoje as coisas são diferentes, as lágrimas deram lugar a frieza, as lágrimas secaram de tal forma que me sufoca, deixando um bolo em minha garganta. Estaria eu me acostumando com a dor? Mas não posso, seria muito comodo continuar sofrendo, mesmo que ainda doa e muito, mesmo que não tenha mais forças de acreditar que um dia tudo isso vai acabar, eu tento coloco um sorriso falso no rosto, na esperança de que um dia ele se torne verdadeiro, ergo a cabeça e quando me perguntarem, estufo o peito pra dizer de forma convincente
- Sim eu estou bem! - mesmo que seja só nas palavras, mesmo que o meu interior grite que não, pelo menos naquele segundo eu finjo acreditar que aquilo é verdade.

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