Lembranças, sonhos, desejos, lágrimas, vontades, sentimentos, rascunhadas em palavras e sentidas em um coração!
quinta-feira, 8 de março de 2012
A balada perfeita.
Final de semana para mim era sinal de: BALADA! Tudo bem nunca foi assim, confesso que esse final de semana eu estava indo a minha primeira balada. Era uma comemoração aos meus dezoito anos. Tinha que entrar com louvor a vida independente. Depois de dezessete anos presa em casa com uma mãe um pouco (muito) controladora, eu havia ganhado meu alvará de liberdade. Primeiramente eu havia passado em uma ótima faculdade, cursaria jornalismo e teria que mudar de cidade graças ao curso. Moraria com meu grupo de amigas, ou seja bagunça na certa!
Depois da produção phina para a baladinha, short, camiseta branca, e um colete e um salto para dar um up (um up bem grande, pois só tenho um metro e sessenta de altura) Bora se jogar na dança.
Depois de encontrar com a turma, seguimos para a boate. Sabe aquele filmes de patricinha americana que chegam num lugar luxo, e os seguranças deixam a entrar com preferência enquanto existe uma fila gigante na porta? Eu estava me sentindo assim, dentro do carro, pelo menos até aquele momento. Mas chegando no local, paramos em frente a uma boate no meio de um lugar bem estranho, tipo no meio do nada. Um cara muito mal encarado estava na porta e tipo ele parecia ter uns dois metros de altura. Tipo senti medo, cade o lugar luxo? O segurança gato? Fail total.
- Calma amiga, lá dentro é bem legal. - disse Ju me acalmando vendo minha cara de medo.
O lugar por dentro até que era legal. Eu tinha viajado legal na minha imaginação, mas olhando ao redor nada que me fizesse surtar mais de medo. A pista estava bombando de gente, e o som fazia as paredes estremecerem. Vi minhas amigas curtindo o som e resolvi curtir também. Era minha primeira vez num lugar assim logo me acostumaria.
Depois de uns trinta minutos na pista eu já estava cansada, suada, com dor nos pés por causa do salto e com muita raiva por que um carinha mega chato não saia do meu pé. Não sei quantos foras eu já havia dado só naquela meia hora. Resolvi ir ao bar, tinha dezoito anos podia beber e talvez o meu humor melhorasse.
- Um eu quero Tequila - disse pedindo ao bar men, que me olhou com cara de deboche. - Eu tenho dezoito querido. - disse pegando minha identidade. Ele só revirou os olhos e me serviu. Peguei o copinho e virei com tudo na garganta morta de sede, mas assim que engoli um pouco cuspi tudo de volta estranhando o gosto da bebida.
- Devia ir com calma. - disse um cara que estava parado ao meu lado rindo da minha cara. Dei uma conferida no gato e aprovei. Era alto, pele branca, mas tinha belos cabelos negros a e claro um sorriso sedutor. Não parecia velho eu daria no máximo uns vinte anos. Sorri sem graça e dei uma desculpa ao garoto.
- Só me engasguei. A bebida é um pouco forte.
- E que tal começar com uma limonada? É bem leve. - disse sarcástico e debochado. Aquilo me irritou um pouco e para provar que não era nenhuma criança, resolvi pedir mais bebida, só que um pouco mais leve por que ninguém merece beber aquilo.
- Por favor, vodca. - pedi novamente ao bar men.
- Mas percebe-se mesmo hein que é uma inexperiente, misturar bebidas não faz muito bem a saúde sabia?
- Eu aguento! - disse pegando minha garrafa, meio temerosa mas dei um belo gole. É nada mal, pelo menos.
- Essas crianças...
- Então idoso qual a sua idade? - perguntei arqueando uma das sobrancelhas.
- Tenho vinte dois. E você? - fiquei na duvida ao dizer que tinha completos dezoito anos, mas resolvi não mentir.
- Tenho dezoito. - Passado o momento estranheza, tentávamos conversar apesar do barulho ensurdecedor. Depois de mais uns gole de bebida, e algumas palavras, ele me puxou para dançar a musica preferida dele, e mesmo eu estando um pouco tropega e alta pela bebida.
Dançávamos colados ao som da batida da musica, tudo muito bom. Até que os meus sentidos foram alterados. O barulho começou a me enlouquecer e de repente só me lembro de terem apagado as luzes.
Minha cabeça girava feito uma catraca de ônibus em horário de pico. Não sabia onde estava, só sabia que minha cabeça doía muito.
- Esta tudo bem? - Olhei para cima e estava deitava no colo, do gato que eu havia dançado a alguns minutos atrás.
- Não! Minha cabeça estava pesada e doendo. - disse tentando me sentar.
- Falei para não misturar as bebidas.
- É, percebi que esta noite foi um fiasco. Baladas são chatas barulhentas, e álcool. só faz você ficar tonta. Droga de noite. - resmunguei.
- Relaxa, já fiz isso também é só ir com mais calma. - disse ele tirando sarro da situação.
- Ha, ir com calma para mim significa não fazer isso nunca mais. Oh e para completar o fiasco da noite meu celular esta sem bateria.
- Calma sua noite nem terminou, eu empresto meu celular para você e tudo fica bem.- acho que eu o estava irritando. Depois de ligar para minhas amigas dizendo que eu estava do lado de fora esperando-as.
- Obrigada.- disse ao devolver o celular do garoto. - Ei percebeu que eu nem sei o seu nome?
- Eu também não sei o seu. Mas eu me chamo Gabriel.
- Uhm e eu Camila. - ficamos um olhando para a cara do outro e sem motivo caímos na risada. - Desculpe estragar sua noite Gabriel.
- Não estragou, ela ainda nem terminou... - disse malicioso
- Não? - perguntei confusa.
- Não...- depois disso só senti os lábios dele nos meus.
Bom a balada foi um saco, beber é um porre, mas devo admitir que aquele beijo, aquilo sim era bom. Eu espera pela balada perfeita, mas no final mesmo ganhei um beijo perfeito...
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